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Empresas geradoras de resíduos sólidos investem em soluções de valorização que possuam viabilidade técnica e econômica

A Bio8 acredita que todos são eternamente responsáveis pelos resíduos que geram e que os geradores devem ser apoiados para que transformem seus passivos em ativos. A Startup oferece assistência técnica e suporte, testes em laboratório próprio, acesso ao banco de resíduos, pesquisa e desenvolvimento de produtos, prototipagens, orientações para certificações, orientações para projetos sociais e marketing verde.

Um dos mais graves problemas da atualidade é o crescimento da produção de resíduos sólidos e a sua destinação, questão relacionada à lógica de produção e consumo contemporânea. Isto é o que aponta a Cartilha "Para evitar o desastre: como construir a sociedade do bem viver", um estudo realizado em 2017 pela ABONG - Organizações em Defesa dos Direitos e Bens Comuns.

Segundo a cartilha da ABONG, desde 2010 está em vigor a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que precisa ser implementada em seus diferentes aspectos, desde a inclusão social de catadores/as de material reciclável e a criação de oportunidades de geração de trabalho e renda, até a atribuição de responsabilidades à população e aos diferentes agentes públicos e privados. No Brasil, a cada dia, são gerados 201.058 toneladas de resíduos sólidos urbanos, o que dá uma média per capita de 1,228 Kg/dia.

Com o acompanhamento e a certificação de parceiros como a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o Instituto de Pesquisas Tecnológica de São Paulo (IPT-SP), o Laboratório Senai, a Bio8, uma Startup Cooperativa situada em São Leopoldo/RS, vêm desenvolvendo soluções para a gestão de resíduos sólidos da produção.

Um dos responsáveis pela orientação técnica da cooperativa, o Engenheiro Ambiental e pesquisador na área de resíduos Heitor Campana, explica que o processo desenvolvido pela Bio8 apresenta um modelo único no Brasil, pois a gestão proposta permite o desenvolvimento de pesquisas e inovação de processos que possibilitam uma importante abertura no mercado de insumos e produtos de diferentes tipos.

Desenvolvedor de equipamentos de reciclagem há 28 anos, Mauro Veiga, um dos diretores da cooperativa, também ressalta a importância de encontrar soluções para a diminuição de aterros. Para o empreendedor, essa máquina patenteada pode se configurar como uma ferramenta de solução socioambiental e financeiramente viável para o adequado gerenciamento de resíduos por empresas e municípios. "A Alawik é um maquinário simples e fácil de operar, consistindo em uma misturadora que processa diferentes tipos de polímero, como PE, PS, PP, ABS e PVC, e resíduos sólidos - papel, papelão, serragem em geral, pó de MDF, pó de borracha de pneu, EVA, isopor, espuma e poliuretano -, transformando-os em uma matéria-prima reciclada, que moldada em uma prensa hidráulica possibilita a manufatura de diferentes tipos de peças para comercialização ou utilização no próprio município, como tijolos, telhas, meio-fio para loteamentos, placas de trânsito e sinalização, caixas, bancos, comedouros para animais, caixas de cimento para construção civil, placas divisórias, potes".

Além disso, destaca Mauro, o sistema de prensagem dispensa o uso de injetoras e mão de obra qualificada, reduzindo custos e simplificando a confecção de peças. "Estamos propondo uma revolução para o tema de resíduos, com o desenvolvimento de uma ferramenta que pode solucionar o atendimento da Política de Resíduos Sólidos das empresas e dos municípios nos próprios locais, acarretando ganhos econômicos e socioambientais", destaca. São realizados testes de resíduos sólidos, elaborando-se uma análise industrial de incorporação de resíduos sólidos diversos em massa polimérica termoplástica. "Desta forma, é possível atender a diversas demandas das empresas", propõe.


Website: http://bio8.com.br/

 

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