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Especialista comenta o gasto exagerado de 16 bilhões com reprovação de alunos no Brasil

Especialista faz uma análise sobre o impacto da reprovação nas escolas e no aprendizado

Como em qualquer investimento, não alçar o êxito esperado, geralmente se tem um prejuízo, seja de tempo, econômico ou qualquer outro, relata o Coordenador do curso de Pedagogia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Ítalo Francisco Curcio. "Por isso, altos índices de insucesso no aproveitamento escolar resultam em diversos prejuízos, que, em última instância, no âmbito social e em nível de orçamento econômico, resultam em gastos milionários de pouco proveito, mas que também serve como um alerta".

O Brasil gastou quase R$ 16 bilhões ao reprovar em 2016 cerca de 3 milhões de alunos da educação básica, o equivalente a 10,26% de estudantes da rede pública, de acordo com análise dos dados mais recentes do Censo Escolar.

Curcio explica que esses números mostram que os modelos de ensino e metodologias precisam mudar. "A sociedade evoluiu, o comportamento social mudou, não somente no Brasil, mas, pode-se dizer que mudou no mundo todo e, infelizmente, métodos e estratégias de ensino e de avaliação escolar continuam praticamente inalterados há décadas, talvez há séculos. No geral, o que se tem hoje é um modelo obsoleto, ultrapassado e que gera perdas, ao contrário de resultados".

Não atingir os objetivos estabelecidos num Plano de Ensino, num conceito contemporâneo de Educação, deve implicar na revisão do Processo Ensino-Aprendizagem utilizado, avaliar onde ocorreram as falhas, e não descarregar a responsabilidade somente no aluno, analisa o especialista. "A reprovação, retenção ou repetência, independentemente da palavra utilizada, por ser algo, sobretudo, frustrante, leva invariavelmente à desistência escolar, que por sua vez, resulta num imenso prejuízo social e, certamente, financeiro.

 

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