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O Brasil pode se tornar uma potência no setor da indústria cultural assim como os Estados Unidos

Crescimento médio anual dos setores criativos no Brasil foi de mais de 6%, mais que o aumento do PIB nacional nos últimos anos, com cerca de 4,3%, segundo pesquisa feita pela consultoria PricewaterhouseCoopers.

Esta afirmação foi feita pelo ex-ministro da Cultura e atual Secretário da Cultura do Estado de São Paulo, Sérgio Sá Leitão: “Os EUA souberam rentabilizar os seus ativos culturais de uma forma bastante expressiva ao longo do século 20 e seguem se consolidando como a principal potência cultural e criativa no mundo. Ainda há uma dificuldade de as pessoas verem a cultura e as atividades criativas como no campo da economia, uma grande tolice que leva a desperdiçar um dos nossos maiores ativos econômicos, precisamos rentabilizar e maximizar esses valores para que possam ocupar um espaço ainda mais expressivo na economia brasileira”. 

No Brasil, 320 mil empresas estão voltadas para a produção cultural (quase 6% do total de empresas no País). Empregam formalmente cerca de 3,7 milhões de pessoas e são responsáveis por 8,5% dos postos de trabalho, segundo levantamento recente feito pelo IBGE.

A média salarial paga pelo setor é quase 44% superior à da nacional (R$1.588,42). Ainda assim, a área aguarda uma alavancagem das produções nacionais e a construção de espaços de lazer – atualmente apenas 21% das cidades brasileiras contam com salas de teatro e apenas 9% possuem salas de cinema, segundo o instituto. O uso da cultura para aquecer a economia exige ações diferenciadas.

A falta de entendimento cultural no país, fundamenta os resultados econômicos. Crescimento médio anual dos setores criativos no Brasil foi de mais de 6%, mais que o aumento do PIB nacional nos últimos anos, com cerca de 4,3%, segundo pesquisa feita pela consultoria PricewaterhouseCoopers. Pesquisas da Organização Internacional do Trabalho (OIT) indicam uma participação de 7% de bens e serviços culturais no PIB mundial, com crescimento anual previsto em torno de 10% a 20% no Brasil.

Para apoiar o crescimento do setor, a Secretaria da Economia Criativa planeja aumentar a quantidade de pesquisas sobre do mercado brasileiro, articular e estimular o fomento direcionado aos projetos criativos, aumentar a capacitação de gestores culturais e mesmo de cursos para formação em universidades e centros tecnológicos; além de apoiar a produção, distribuição e consumo dos serviços e bens criativos. Só no segmento audiovisual, a expansão alcançou 8%, nos últimos 10 anos, um patamar chinês.

Joyce Salomão, diretora artística e fundadora da Sabre de Luz Produções Culturais, idealizadora do projeto que levou mais de 12.000 crianças periféricas a visitar a Pinacoteca do Estado de São Paulo, criadora de projetos de difusão dos artistas plásticos brasileiros, Anita Malfatti, Cândido Portinari e Almeida Júnior, também criou projetos de incentivo à leitura, fomentando a ideia de despertar a força interior e a motivação pessoal, acredita que “a força econômica cultural é o que desperta o interesse na área, mesmo remando contra a maré. Os investidores inteligentes estão antenados a economia no exterior, os países inteligentes investem e crescem economicamente com a cultura. No Brasil, nosso ponto mais forte é sem dúvida a criatividade. Somos uma potência econômica cultural. Exportamos arte e geramos recursos e empregos. É só uma questão de tempo”.

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