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Pesquisas em instituições de ensino contribuem para alta na produção de soja no Brasil

Programa de Centro Universitário mantém ensaios de pesquisa presentes em 93% do território brasileiro da área de cultivo da oleaginosa

Principal produto exportação brasileiro, a soja vive uma onda positiva em relação à produção para 2019. De acordo com a consultoria Safras & Mercado, o Brasil deverá colher 122,2 milhões de toneladas de soja no ciclo vigente (2018/2019). O montante supera os 121,06 milhões da previsão anterior, de setembro, e também os 120,8 milhões de 2017/18. A expectativa recorde para os produtores brasileiros ganhou força por conta de duas características: o aumento da área plantada do produto e também das condições climáticas favoráveis.

Se por um lado as condições climáticas acabam sendo mais difíceis de se prever, o aumento na área plantada ganha mais espaço por conta de alguns fatores: profissionalização da mão de obra dos próprios produtores e, principalmente, o melhoramento genético das cultivares. Nesse ponto, os produtores de soja contaram com um importante aliado: as instituições de pesquisa. Sejam as governamentais, como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), ou das instituições de ensino. Em Campo Mourão, interior do Paraná, o Centro Universitário Integrado possui o Programa de Melhoramento Genético de Soja desde 2007: a INT Sementes.

O programa de melhoramento, que surgiu como parte do curso de Agronomia da Instituição, possui 13 cultivares lançadas, sendo uma com o germoplasma próprio. De acordo com o melhorista da INT Sementes e responsável pelo programa, Lucas Silvério, a pesquisa contribuiu gradativamente para o aumento na área plantada e produção da soja brasileira. "No sul do Brasil, por exemplo, o melhoramento genético, com o germoplasma da soja argentina, fez com que os produtores conseguissem uma cultivar com um ciclo mais curto, a partir de setembro, e que permitia o plantio do milho safrinha, um ganho natural para o produtor", destaca Silvério.

Outro grande diferencial é utilizar como base grande parte dos estados brasileiros como parte da pesquisa. O melhorista destaca que levar aos produtores uma espécie com características diferentes, levando em consideração características estaduais, é outro ponto forte do projeto.  "Nosso programa de melhoramento é, atualmente, o maior em pesquisa e desenvolvimento de cultivares de uma instituição de ensino. Estamos presentes em 13 estados do país, além do Paraguai e Argentina. Para se ter uma ideia, nossos ensaios de pesquisa estão presentes em aproximadamente 93% do território da área da soja do Brasil, o que nos garante explorarmos todos os biomas brasileiros e verificarmos como as nossas cultivares se adaptam a todos os tipos de solos, climas e situações. Estarmos presentes em praticamente todo o território da soja no Brasil", afirma Silvério.

Quem aposta nas sementes melhoradas geneticamente garante um bom resultado. É o caso do produtor rural de Nova Tebas, na região central do Paraná, Flávio Ferreira Saab, que possui cerca de 30 alqueires de plantação de soja da INT Sementes. Ele explica que há quatro anos utiliza as cultivares. "Na minha propriedade, de 20% a 30% de toda plantada são cultivares da INT. Nesse período em que trabalhamos com ela, nós observamos um aumento na produção de cerca de 20 sacas por alqueire. Nós conseguimos evoluir e aumentar a produtividade de uma maneira muito mais rápida por conta do melhoramento genético", garante Saab. Outro ponto observado pelo produtor rural é em relação ao ciclo. "O grande diferencial desse tipo de cultivar é justamente o plantio antecipado. Nós podemos adiantar o plantio, sem perder a produtividade. Com isso, nós facilitamos a plantação de outra cultura, que é a do milho. Para nós, que somos produtores, isso é fundamental", esclarece Saab.

De acordo com os dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Brasil é 2º maior produtor de soja do mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. O país possui uma área plantada de 35,100 milhões de hectares. Até maio de 2018, quando foram computados os últimos dados da produção, o país já havia registrado uma produção de 116,996 milhões de toneladas. As cultivares disponíveis no mercado buscam justamente aumentar ainda mais essa produção e área plantada. Na INT Sementes, são investidos R$ 2 milhões por ano em pesquisa, desde o início do programa. "Nossa pesquisa é de alto nível e compete com produtos de grandes multinacionais do setor, o que nos coloca em um patamar muito alto. Para se ter uma ideia, para que nós possamos lançar uma cultivar no mercado, nosso produto precisa ser igual ou superior ao que já existe, por isso, prezamos tanto pelo nível de excelência da nossa pesquisa", afirma Silvério.

Pesquisa Acadêmica

Como o Programa de Melhoramento está inserido dentro do curso de Agronomia de uma instituição, os estudantes também são beneficiados. A INT possui 18 estagiários da faculdade, além de funcionários que são egressos. Segundo a coordenadora do curso de Agronomia do Centro Universitário Integrado, Nádia Cristina de Oliveira, os estudantes terem esse contato direto com a pesquisa de alto nível é muito importante. "É um grande diferencial não só para o curso, mas para a Instituição. Eles poderem aprofundar o conhecimento teórico e prático, além de participarem de todos os processos envolvidos, o que proporciona uma experiência diferenciada e significativa, que contribui para o ingresso no mercado de trabalho", afirma Nádia.

Os acadêmicos do curso de Agronomia do Centro Universitário Integrado têm acesso à INT Sementes através das disciplinas de adubação de plantas, controle de pragas, genética e biotecnologia. "Nós temos vários ex-acadêmicos que passaram pelo Programa de Melhoramento e hoje atuam em grandes empresas. Isso só demonstra o nível técnico e de qualidade do nosso produto e, principalmente, da pesquisa que é desenvolvida nesta parceria entre Programa e faculdade", garante o melhorista Lucas Silvério, que também é professor do curso.

Website: http://grupointegrado.br

 

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