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Indústria de máquinas da região de Piracicaba aposta no mercado interno em 2019

Números iniciais do ano foram anunciados pela Abimaq

A indústria de máquinas e equipamentos da região de Piracicaba está de olho nos negócios com o mercado interno. Após um ano de 2018 marcado pelas exportações, os próximos meses deverão ser pautados por investimentos em bens de capital no próprio Brasil.

Na comparação com janeiro do ano passado, a receita líquida gerada pelos negócios internos cresceu 19,1%. Descontado o recuo das exportações, a taxa de crescimento interanual de janeiro atingiu 5,2% positivos.

Os números iniciais do ano foram anunciados nesta terça-feira, 26 de fevereiro, pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

"Há uma expectativa positiva diante de situações como a reforma da Previdência. Na hora em que soubermos como essas medidas ocorrerão, e havendo um sinal positivo, então os investimentos no país tendem a se concretizar", disse Erfides Bortolazzo Soares, diretor nacional da Abimaq e empresário na região de Piracicaba.

A dúvida fez com que janeiro de 2019 tivesse o terceiro recuo consecutivo mensal no volume de receita. A queda foi de 12,3% ante dezembro do ano passado. "Era esperado um recuo em janeiro, em função da sazonalidade, mas menos intenso", disse José Velloso, presidente executivo da Abimaq.

As vendas do setor em janeiro último seguiram o comportamento sazonal do setor e recuaram para R$ 5,3 bilhões.

Bortolazzo cita que a quantidade de pedidos de orçamentos feitos por clientes brasileiros é grande, sinalizando não somente a expectativa positiva na economia - vinda do setor de obras públicas. "Há muitas empresas de bens de consumo que deixaram de investir e estão com o maquinário defasado, o que dificulta a disputa pelo mercado. Elas obrigatoriamente terão que rever seu parque industrial", avaliou.

A recessão na economia da Argentina afetou o resultado de janeiro. Só para aquele mercado o setor reduziu suas vendas em 57%.

Janeiro registrou ainda aumento de 0,6% no número de empregados no segmento. A expectativa é de crescimento lento e gradual ao longo de 2019, na comparação com o ano passado, quando o setor empregava perto de 300 mil pessoas.

 

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