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Empresa explora mercado de concursos através de suplemento nutricional

Para superar competição cada vez mais acirrada em concursos públicos e vestibulares, estudantes têm recorrido a uma nova classe de suplementos nutricionais, os chamados “suplementos cognitivos”.

A classificação em concursos públicos e vestibulares no Brasil tem se tornado cada vez mais difícil, na medida em que a concorrência por uma vaga se torna a cada vez maior. Segundo estimativas com base nos dados da Pesquisa Nacional de Amostragem de Domicílios, a PNAD, mais de 10 milhões de brasileiros estudam para prestar algum concurso público nos próximos 12 meses.  Enquanto isso, segundo dados do INEP, 5,5 milhões de pessoas se inscreveram para o ENEM em 2018. Tamanha concorrência tem levado estudantes a buscar alternativas para alcançar uma vantagem em relação aos seus competidores, e em um cenário onde os resultados das provas são definidos por detalhes, essas vantagens podem significar a diferença entre a aprovação e a reprovação. Entre elas, estão os chamados suplementos cognitivos, suplementos nutricionais desenvolvidos não para favorecer o condicionamento físico, mas sim o desempenho do cérebro.

O uso por estudantes de substâncias para melhorar o desempenho cognitivo não é nenhuma novidade. Há anos o uso de medicamentos tarja preta para transtornos de atenção e problemas de memória é amplamente difundido entre concurseiros e vestibulandos. Porém, o uso dessas substâncias na maioria das vezes é feito sem acompanhamento médico, o que gera perigos para saúde de quem os consome, especialmente porque medicamentos controlados podem gerar efeitos colaterais graves. Segundo Anthony Wong, pediatra, toxicologista e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, “o uso por conta própria de remédios com tarja vermelha ou preta na caixa e que só podem ser receitados por médicos, é extremamente perigoso”. Além disso, a maioria desses medicamentos carece de evidências científicas que suportem seu uso por pessoas saudáveis, já que foram desenvolvidos para tratar de doenças.

Com objetivo de atender a demanda por produtos que oferecem uma melhora do desempenho cognitivo, as marcas de suplementos cognitivos têm surgido ao redor do mundo. Produtos do tipo já são populares há anos nos Estados Unidos e em outros países, pela possibilidade de resultados significativos para a cognição sem efeitos colaterais. Segundo uma pesquisa ofertada pela Research and Markets, o mercado mundial de nootrópicos deve atingir 11,6 bilhões de dólares em 2024, crescendo a uma média de 19,6% ao ano.

Apesar do crescimento do mercado no exterior, até recentemente não existiam opções sendo comercializadas nacionalmente. Pensando nisso, os empresários Henrique Lasmar e Gustavo de Oliveira, criaram a Bodyhacking. “Bodyhacking é um termo em inglês que tem se popularizado e que significa “hackear” o corpo, como se otimiza máquinas”, explica Henrique. “A ideia é utilizar nutrientes - vitaminas e aminoácidos - para melhorar o funcionamento do cérebro, e proporcionar um melhor desempenho”. Para isso, a empresa desenvolveu Reach, o seu suplemento cognitivo e principal produto.  No site da empresa, estão disponíveis todas as pesquisas científicas que fundamentaram o seu desenvolvimento. “Queremos ser transparentes e mostrar a ciência por trás, apresentando para o cliente através de fatos o valor do produto”, complementa Henrique.

A empresa vende seu produto online, e o envio é feito para todo o país. Confira o link abaixo:

Website: https://www.bodyhacking.com.br/

 

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