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Em ambiente competitivo, startups brasileiras usam tecnologia para impulsionar negócios

Com soluções inteligentes, startups brasileiras movimentam a economia com projetos que reduzem custos e aumentam eficiência

Uma pesquisa da 100 Open Startups já revelou que a quantidade de contratos firmados entre grandes empresas e startups aumentou 194% entre julho de 2016 e julho de 2017, comparado com o mesmo período entre 2015 e 2016. Em 2017, os investimentos nessas jovens empresas foram superiores a R$ 851 milhões. Mas como isso chega ao consumidor final e pode ajudar nos negócios?

Alugar um espaço para guardar o que não cabe em casa sem a burocracia de um contrato de aluguel tradicional, com flexibilidade e boa localização, tudo em uma plataforma digital; acompanhar a entrega em tempo real de uma mercadoria e evitar perder o dia esperando por ela; e realizar treinamentos online para aumentar o engajamento no trabalho, podendo realizá-lo quando e de onde estiver, por meio de um game virtual enquanto aprende o conteúdo, são apostas de empreendedores brasileiros, que, com soluções inteligentes, movimentam a economia com projetos que reduzem custos e aumentam eficiência.

Essas soluções podem agora ser encontradas no mercado com startups como a Wistor, dLieve e a Play2Sell, respectivamente, com tudo a um clique de quem pretende contratá-las. Elas trazem ideias disruptivas que apresentam ganhos econômicos e de satisfação dos clientes.

A falta de capacitação para corretores de imóveis foi o que motivou a criação da Play2Sell, que oferece um app para a realização de treinamentos por meio de jogos, a chamada estratégia de gamificação para o aprendizado. “O custo é muito mais baixo que o de um curso convencional, além da facilidade para o corretor de treinar onde e quando quiser, com dinâmicas que aumentam a eficácia do treinamento”, reitera Rafael Saraceni, responsável pela criação de infraestrutura tecnológica. No futuro, a intenção é expandir os segmentos atendidos pelo app e passar a oferecer treinamentos nas mais diversas áreas. O que a empresa já está começando, com a inclusão do mercado de construção civil. Mesmo estando há pouco tempo no mercado, menos de um ano, os retornos positivos, desde o primeiro cliente em novembro de 2017, ajudaram a startup a fechar três novos contratos com empresas de Goiânia, São Paulo e uma rede de franquias com 1700 corretores em todo o Brasil.

Os ganhos trazidos pela dLieve, além dos tangíveis relacionados à assertividade das entregas, está também na satisfação dos clientes. Com um sistema baseado nos smartphones e GPS, a empresa oferece um monitoramento em tempo real que cria rotas e avisa aos clientes os mínimos detalhes de cada entrega (exemplos como varejistas e e-commerces com seus deliveries ou a previsão do horário de chegada de um determinado produto a um canteiro de obra) ou agendamento de serviços técnicos feito por empresas como as de telefonia e energia elétrica. O sócio-fundador Patrick Rocha conta que é possível economizar até 20% com o uso da ferramenta, que proporciona também o melhor uso do tempo das equipes de entregas e prestadores de serviço, por meio da monitoramento em tempo real. “Com o maior controle da equipe é possível medir o rendimento e performance, além de reduzir custos operacionais de entregas que não dariam certo”, diz.

E se o problema for estocar mercadorias? Para isso, a Wistor criou uma plataforma online que liga pessoas que têm um espaço a ceder com outras que precisam utilizá-lo. O negócio vai além do self storage de pessoas que viajam, em situações de reforma, colecionadores ou para guardar livros que não cabem mais nas estantes de casa, e atende também a empresas para guardar arquivos ou ativos, por exemplo. Atualmente em processo de expansão, a startup começa a conectar empresas de varejo, logística e e-commerce que têm alto fluxo de movimentação de mercadorias e precisam de espaços com boa localização. E esse tem se mostrado um mercado promissor, uma vez que proporciona, em média, 50% de economia, comparado ao aluguel tradicional por metro quadrado. Para se ter uma ideia, havia há dois anos no Brasil 140 unidades do segmento e esse número pulou para 300 em 2018, confirmando a demanda por modelos diferenciados de locação de espaços.

Abrindo as portas para grandes mercados

Em comum, além de serem jovens, com até 2 anos de mercado, as três empresas têm a participação no programa do OKARA Hub de tração de negócios, voltado a empresas do ramo da engenharia, construção civil, desenvolvimento imobiliário e cidades inteligentes. Desde julho, eles recebem mentorias de executivos de empresas renomadas, em uma grande oportunidade que abre inúmeras possibilidades de negócios, não somente contribuindo para o desenvolvimento e amadurecimento dos projetos, mas também tracionando essas empresas no mercado.

Para Franz Bories, criador da Wistor, a vantagem de participar de um programa como o do OKARA Hub está justamente no fato de ser participativo e sem contrapartidas que envolvam cessão de parte da empresa ou de seus lucros, por ser equity free open innovation. “Temos autonomia, contamos com o know how do hub e estamos em contato frequente com grandes empresas para ampliar, em muito, nosso alcance de mercado”, afirma.

Website: http://www.okarahub.com.br

 

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