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O turismo brasileiro precisa se tornar acessível

A LBI obriga estabelecimentos de lazer e turismo a oferecer acessibilidade aos seus frequentadores. Mas isso está bem longe da realidade brasileira. Ainda encontramos despreparo no atendimento e locais não acessíveis.

Em decorrência do avanço da empregabilidade pessoas com deficiência estão cada dia mais participativas em nossa sociedade. O turismo vem sentindo o aumento de clientes com algum tipo de necessidade específica e o consumidor, por sua vez, encontra despreparo no atendimento e na acessibilidade.

O Estatuto da pessoa com deficiência é um instrumento que ajuda a assegurar e disseminar que a condição de igualdade e o exercício dos direitos e da liberdade sejam respeitados, promovendo a inclusão social e cidadania. Conforme a Lei Brasileira de Inclusão (nº13146/05) os hotéis, pousadas e similares devem ser construídos observando os princípios do desenho universal, além de adotar todos os meios de acessibilidade conforme legislação em vigor (nº10.098/00). Já os estabelecimentos existentes, devem disponibilizar pelo menos 10% dos seus apartamentos acessíveis.

O Censo do IBGE de 2010 estima que aproximadamente 24% da população brasileira tem algum tipo de deficiência e a maioria das prefeituras municipais do Brasil não promove políticas de acessibilidade. Hotéis e passeios turísticos privados também precisam se atentar para as mudanças e às necessidades deste público, seguindo o conceito do Tripé da Sustentabilidade, os ambientes precisam ser: socialmente responsável, economicamente viável e ambientalmente correto.

Segundo Tabata Contri, consultoria de Inclusão da empresa Talento Incluir "Já passou da hora do turismo brasileiro olhar para o público com deficiência como consumidor, que trabalha, estuda, ganha seu dinheiro e tem o direito de usufruir de bons hotéis, atendimento de excelência, acesso à cultura e lazer, etc. Eu viajo muito por todo o Brasil a trabalho, e ainda assim tenho que conferir antes se há acessibilidade no local de destino, às vezes até explicar o que é a acessibilidade. Quando fui para Las Vegas (EUA), por exemplo, a atendente do hotel riu, como se acessibilidade fosse uma coisa óbvia, o que para nós no Brasil ainda não é!"
Normalmente as pessoas vinculam a imagem de quarto de hotel acessível como a de quartos de hospitais e, já por sua vez, os estabelecimentos enxergam a adaptação como um gasto além do necessário. Atualmente existem opções modernas de decoração e design, e é possível alinhar as regras de acessibilidade com um ambiente aconchegante.

A disponibilidade e o interesse em atender bem, apesar de não eliminar as barreiras da acessibilidade servem para amenizar e criar um vínculo de proximidade com as pessoas. É preciso estar bem preparado e ciente que cada individuo é único e sua necessidade também será única. Uma boa pedida também, é investir no marketing, já que geralmente as adaptações são desenvolvidas para gerar facilidades às pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, mas que na maioria das vezes agradam a todos os clientes, por exemplo ter rampas ao invés de escadas, além ser acessível para pessoas com deficiência de locomoção também será bem visto pelos idosos e pessoas com carinho de bebê. Ter um estabelecimento reconhecido pelas pessoas como ambiente que é acessível a todos certamente será um diferencial.

Website: http://www.talentoincluir.com.br

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