Central de FIIs

Ifix fecha sessão praticamente estável; FII VINO11 é destaque de alta

O fundo imobiliário Vinci Offices (VINO11) liderou a lista das maiores altas do pregão, com elevação de 3,0%

Por  Wellington Carvalho -

O IFIX – índice que reúne os fundos imobiliários mais negociados na B3 – fechou a sessão desta segunda-feira (25) com leve queda de 0,01%, aos 2.792 pontos. O fundo Vinci Offices (VINO11) liderou a lista das maiores altas do pregão, com elevação de 3,0%. Confira os demais destaques de hoje ao longo do Central de FIIs.

Em assembleia geral extraordinária (AGE), realizada na última sexta-feira (22), investidores do FII FoF Integral Brei aprovaram a alienação do portfólio do fundo e, na sequência, a liquidação da carteira.

De acordo com a equipe de gestão, a proposta de venda dos ativos e encerramento do fundo partiu de investidores com mais de 5% das cotas do FII.

Com a decisão na AGE, o fundo – que investe em cotas de outros FIIs – deverá realizar a venda dos papéis em até 15 dias úteis.

Atualmente, o FoF Integral Brei tem um patrimônio líquido de R$ 47 milhões, sendo que 5,3% do total está alocado em caixa, conforme mostra relatório gerencial divulgado em junho.

As maiores participações do portfólio atualmente são do Bluecap Renda Logística ( BLCP11) e CRI Integral Brei (IBCR11), com 9,6%, e do Rio Bravo Renda Corporativa (RCRB11) com 9%. Confira o portfólio completo.

Fonte: FII IBFF11

No último dia 15, o FoF Integral Brei depositou R$ 0,72 por cota, equivalente a um retorno mensal com dividendos de 0,57%. Em 12 meses, o percentual está em 7,18%.

Atualmente, as cotas do fundo são negociadas a 63% do valor patrimonial, o que representa um desconto de 37% do valor justo dos papéis.

Com uma base de 4.265 cotistas, o FoF Integral Brei teve início no dia 11 de setembro de 2019.

Leia mais:

Maiores altas desta segunda-feira (25)

TickerNomeSetorVariação (%)
VINO11Vinci OfficesLajes Corporativas3
BCFF11BTG Pactual Fundo de FundosTítulos e Val. Mob.1,35
HFOF11Hedge Top FoF IITítulos e Val. Mob.1,1
XPML11XP MallsShoppings0,98
RCRB11Rio Bravo Renda CorporativaLajes Corporativas0,96

Maiores baixas desta segunda-feira (25):

TickerNomeSetorVariação (%)
RBRP11RBR PropertiesOutros-4,66
XPPR11XP PropertiesOutros-3,09
PATL11Pátria LogísticaLogística-1,83
RVBI11VBI ReitsTítulos e Val. Mob.-1,28
HSLG11HSI LogísticaLogística-1,11

Fonte: B3

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Cotistas do BCRI11 desistem novamente de assembleia para trocar gestão do FII, RBRS11 inicia operação de novo imóvel e mais notícias

Cotistas do BCRI11 desistem novamente de assembleia para trocar gestão do FII; fundo quer nome dos autores da proposta

Investidores detentores de 6,69% das cotas do FII Banestes Recebíveis Imobiliários ( BCRI11) desistiram, mais uma vez, da convocação de uma assembleia geral extraordinária (AGE) para a troca do atual gestor do fundo pela Suno Gestora.

A decisão foi confirmada em fato relevante divulgado pelo fundo, na noite de sexta-feira (22). No mesmo dia, a Banestes DTVM – atual gestora – manifestou insatisfação com a tentativa de mudança e anunciou que buscaria os nomes dos responsáveis pela proposta, que inicialmente pediram anonimato.

É a segunda vez que o grupo pede a convocação do encontro e, dias depois, desiste. O último pedido havia sido feito no dia 15 de julho, lembra o comunicado do fundo ao mercado, que não trouxe detalhes sobre a decisão de cancelar a solicitação.

Minutos depois da divulgação do fato relevante, a atual gestão do Banestes Recebíveis Imobiliários sinalizou ter sido surpreendida com o segundo pedido para a troca da gestão do fundo.

O posicionamento faz parte do relatório gerencial divulgado pela carteira também na noite de sexta-feira (22), que destacou, entre outros pontos, os resultados obtidos pelos atuais gestores do FII.

“O fundo tem um portfólio altamente diversificado que entregou excelentes e consistentes resultados ao longo de sete anos de existência”, aponta o texto.

Durante a pandemia de Covid-19, detalha a gestão, o fundo apresentou uma rentabilidade de 30,5%, com uma valorização da cota de 3,8%. No período, o IFIX – índice dos fundos imobiliários mais líquidos da B3 – acumulou resultado negativo, calcula o fundo.

A equipe de gestão também observou que houve um crescimento de 78% do patrimônio líquido do fundo entre novembro de 2020 e maio de 2022. O Banestes Recebíveis Imobiliários ainda foi eleito o terceiro melhor FII pelo Ranking InfoMoney-Ibmec 2021, relembra o time de gestores.

FII de renda residencial RBRS11 prevê retorno de até 10% ao ano com novos apartamentos

O FII Rio Bravo Renda Residencial (RBRS11) assinou, nesta sexta-feira (22), o termo para o recebimento das chaves dos 81 apartamentos do empreendimento Urbic Sabiá, no bairro de Moema, zona sul de São Paulo (SP).

Com a entrega, termina o mecanismo de renda garantida das unidades – recurso que o fundo recebe da construtora durante o período de obras e que, mais tarde, é repassado aos cotistas como dividendos.

A partir de agosto, a geração de receita imobiliária referente ao imóvel passa a ser proveniente apenas da locação das unidades.

Como a loja do edifício ainda não foi entregue ao fundo, a renda garantida do espaço – no valor de aproximadamente R$ 21 mil por mês – será mantida até a assinatura do termo de entrega das chaves.

O Rio Bravo Renda Residencial já desembolsou R$ 39,6 milhões pelo imóvel, restando ainda despesas relacionadas à escritura do edifício e da entrega da loja do Urbic Sabiá, segundo imóvel da carteira a ter o desenvolvimento concluído.

De acordo com comunicado ao mercado, a gestão do imóvel será feita pela Nomah, especializada em locações long e short stay (de curta e longa duração) em edifícios residenciais, e pela Casai, startup de hospedagem que chegou ao Brasil em 2021.

“A estratégia do fundo em trabalhar com duas operadoras no imóvel é de diversificar a operação de locação”, destaca fato relevante divulgado pelo Rio Bravo Renda Residencial. “A opção minimiza riscos de concentração em uma única operadora e possibilita o aumento do alcance na busca por locatários”, completa o texto.

As operadoras estimam uma receita entre R$ 4 mil e R$ 4,5 mil por apartamento, valores equivalentes a um cap rate (taxa de retorno anual) entre 9,3% e 10,5%.

CSHG Renda Urbana (HGRU11) conclui a venda de mais uma loja locada para Casas Pernambucanas

O fundo CSHG Renda Urbana concluiu, na última sexta-feira (22), a venda de mais uma loja locada para a Arthur Lundgren Tecidos, grupo conhecido como Casas Pernambucanas.

Segundo os gestores, o imóvel localizado na cidade de São José dos Campos (SP) foi vendido por R$ 13 milhões. O valor do negócio é 40% superior ao montante investido e 35% acima do preço de mercado.

De acordo com cálculos do fundo, a transação representa um lucro equivalente a R$ 0,20 por cota. A venda do espaço faz parte da estratégia do CSHG Renda Urbana para melhorar a qualidade do portfólio, conforme sinaliza o relatório gerencial divulgado em janeiro deste ano.

Nos últimos dois meses, o fundo já havia vendido lojas alugadas para as Casas Pernambucanas em Caçador (SC), Lorena (SP), São Sebastião do Paraíso (MG), Francisco Beltrão (PR), Garça (SP) e Videira (SC).

Dividendos hoje

Confira quais são os 10 fundos imobiliários que distribuem rendimentos nesta segunda-feira (25):

TickerDataFundoRendimento
25/07/2022XPML11XP Malls R$      0,69
25/07/2022XPIN11XP Industrial R$      0,61
25/07/2022FCFL11Campus Faria Lima R$      0,88
25/07/2022NCRA11NCH CRA R$      2,68
25/07/2022ERCR11Estoque Residencial e Comercial RJ R$  755,80
25/07/2022BTLG11BTG Pactual Logistica R$      0,82
25/07/2022ALZR11Alianza Trust RI R$      0,78
25/07/2022SNCI14Suno CRI R$      0,80
25/07/2022SNCI13Suno CRI R$      1,30
25/07/2022SNCI11Suno CRI R$      1,30
25/07/2022SNFF11Suno FoF R$      0,65
25/07/2022BVAR11Brasil Varejo R$    17,42

Fonte: InfoMoney. Tickers com final diferente de 11 se referem aos recibos e direitos de subscrição dos fundos.

Focado no investimento em empreendimentos para operações logísticas e industriais, o CSHG Logística ( HGLG11) fechará julho como o FII que mais distribuiu dividendos, de acordo com dados da Economatica, plataforma de informações financeiras. Os fundos de recebíveis dominam a lista dos maiores pagadores do período, mas o possível arrefecimento da inflação acende a luz amarela dos investidores.

Giro Imobiliário: Aliansce Sonae assume administração do Shopping Eldorado; expectativa para inflação continua a cair para 2022 e a subir para 2023

Aliansce Sonae assume administração do Shopping Eldorado.

A Aliansce Sonae (ALSO3) celebrou contrato para assumir a administração do Shopping Eldorado.

O Shopping Eldorado foi inaugurado em 1981 e, atualmente, possui mais de 75 mil m² de ABL e 300 lojas. O empreendimento está localizado na Zona Oeste da cidade de São Paulo, em uma região nobre, com alta densidade populacional e atendendo também ao público corporativo do entorno. Com o objetivo de encantar seus mais de 2 milhões de visitantes ao mês, o shopping já apresenta um diverso mix de lojas, abrangendo ainda relevantes operações serviços e entretenimento.

Em comunicado, a empresa afirmou que não está em tratativas para a aquisição do shopping, que tem a Ancar Ivanhoe como dona, também administradora de shoppings centers.

“Assumir a administração do Eldorado, neste momento, reforça a tese estratégica da companhia sobre sinergias e alavancas comerciais como um dos pilares do racional para a fusão com a brMalls”, aponta.

Expectativa para inflação continua a cair para 2022 e a subir para 2023

O mercado continua a revisar para baixo a projeção para a inflação deste ano e ao mesmo tempo elevar a para 2023, mostram dados do Relatório Focus, levantamento semanal compilado pelo Banco Central com mais de 100 isntituições financeiras.

A estimativa para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de 2022 caiu para 7,30%, abaixo dos 7,54% da semana passada e dos 8,27% de 1 mês atrás, mas para 2023 subiu de 4,91% há 4 semanas para 5,20% há 7 dias e para 5,30% hoje.

A expectativa de inflação para os dois anos está fora da meta do BC, que é de 3,5% para 2022 e 3,25% para 2023 (com tolerância de 1,5 ponto percentual, ou seja: a meta será cumprida se o índice ficar entre 2% a 5% neste ano e entre 1,75% e 4,75% no próximo).

Isso indica uma desancoragem das expectativas, o que pode exigir da autoridade monetária a continuidade do ciclo de alta dos juros. A Selic está em 13,25% ao ano, e na próxima semana o Comitê de Política Monetária (Copom) vai definir se eleva os juros em mais 0,25 ou 0,5 ponto percentual.

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