Em negocios / noticias-corporativas

Rio de Janeiro é incubadora para 5 startups que vão muito além da tecnologia

Startups que vão muito além da tecnologia: Moda, alimentação, milhagem e lixo eletrônico estão entre os campos de atuação de empresas cariocas que nasceram de maneira criativa para resolver problemas de seus mercados. Se engana quem pensa que o termo importado do Vale do Silício se aplica apenas à empresas de tecnologia

Startup, o termo não sai da boca do ecossistema empreendedor e se consolidou como sinônimo de inovação tecnológica e gestão jovem. O Brasil já conta com 6.451 startups estruturadas, de acordo com a ABStartups, das empresas cadastradas na base de dados, 72% são lideradas por jovens entre 25 e 40 anos de idade. Esse universo de negócios já viu alguns unicórnios nascerem - empresas que chegaram a valer mais de 1 bilhão de dólares, pouco tempo após sua criação - o que motiva ainda mais quem está começando. 

Entre os bilionários brasileiros estão nomes como Netshoes, Movile, 99 Taxis e Nubank. Mas nem só de softwares, aplicativos e sistemas vivem as startups. Os pilares que diferenciam este modelo das empresas tradicionais são: criação baseada no modelo enxuto do mínimo produto viável (MVP), inovação radical, escalabilidade e adequação ao caos. Essa adaptação em cenários adversos abre espaço para empresas que atuam com alimentação, sustentabilidade, moda, turismo, saúde e o que mais o mercado pedir. 

82% dos brasileiros já pensaram em empreender, de acordo com uma pesquisa do Global Entrepreneurship Monitor – GEM, feita em parceria com o Sebrae. "A capacidade do empreendedor de perceber oportunidades é a pedra fundamental, a inspiração vem da sociedade, seu comportamento, desejos e necessidades. É aí que nascem as startups: seja para resolver a questão do lixo eletrônico que cresce em volume e sem tratamento adequado ou para aproximar veganos de opções que atendam à sua dieta”, avalia Ricardo Veríssimo, palestrante e escritor especializado em empreendedorismo.

As possibilidades não param por ai e podem ainda auxiliar o cliente a fazer uma renda extra vendendo suas milhas acumuladas ou empoderando mulheres acima do peso com opções de roupas que não seguem modelagem padronizada. O desafio inicial é encontrar a dor do mercado e trabalhar na solução. 

"O que torna uma startup realmente apta para o mercado é a resolução de uma dor verdadeira. O consumidor é quem valida, na prática se uma solução é eficaz", diz Carlos Junior, CEO da aceleradora de startups Sai do Papel.

TechTrash quer oferecer solução para os 1,4 milhão de toneladas anuais de lixo eletrônico nacional

A ONU estima que apenas 13% do e-lixo é reciclado mundialmente. Cerca de 1,4 milhão de toneladas do lixo eletrônico geradas pelo setor de informática neste ano, serão provenientes do Brasil, que só recicla 2% dos resíduos digitais. Foi observando este problema socioambiental que Caio Miranda, um jovem geógrafo carioca, criou a Tech Trash. A empresa se dedica à coleta, destinação, desmanufatura e reciclagem de lixo eletrônico.

A startup ajuda a melhorar o caminho do lixo eletrônico disponibilizando coletores para o consumidor final em bares, restaurantes, shoppings, co-workings, clubes e condomínios. No Rio de janeiro é possível realizar o descarte de notebooks, celulares e seus acessórios eletrônicos nos pontos informados no site da Tech Trash pelo link: https://www.techtrashbrasil.com.br/pontosdecoletalixoeletronico

Além disso, a empresa realiza a coleta de grandes volumes de materiais em empresas, que recebem o certificado de destinação. Completa a estratégia de conscientização da população a Batalha do Lixo que é realizada em escolas parceiras de acordo com um calendário anual.

iVegan atende mercado que cresce 40% ao ano no Brasil 

No Brasil, quase 5 milhões de pessoas já praticam o veganismo, segundo estimativa da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB). O que abre um mercado que registra crescimento de 40% ao ano no país. Foi para atender a este público, que se via carente de opções alinhadas com sua filosofia de vida na hora de comer fora de casa, que  Gisele de Lucas, também adepta do veganismo, teve a ideia para a criação da startup iVegan.

A plataforma, disponível para o Rio de Janeiro e em expansão para outros estados, reúne restaurantes que oferecem em seus cardápios pratos 100% veganos e oferece a opção de delivery para os usuários. Além disso, possui uma busca avançada por ingredientes que também filtra opções sem glúten, sem açúcar e orgânicos – nenhum outro aplicativo possui essa funcionalidade.

O APP também permite aos veganos uma experiência offline, gerando oportunidade dos usuários conhecerem novos restaurantes a partir da geolocalização que mapeia opções veganas nas proximidades e ainda informa se o restaurante é vegano ou convencional simpatizante, que oferece algumas opções livres de componentes animais em seu cardápio. O serviço é gratuito para o usuário e pode ser baixado para celulares com sistema Android ou iOS. 

Yesmiles transforma milhas que expirariam em programas de fidelidade viram renda extra

Transformar pontos de programas de milhagens em dinheiro de verdade é possível, mas este potencial financeiro segue ocioso para a maioria dos brasileiros. Segundo o Banco Central, no ano de 2017, foram acumuladas cerca de 200 bilhões de milhas, 6% desse total foi perdido, 13 a 15% foi usado e aproximadamente 80% está guardado sem uso.

Neste cenário se fortalece a proposta da Yesmiles que une quem tem milhas acumuladas em programas de milhagem a quem quer viajar mas não possui pontos em nenhum programa. Os vendedores aparecem na plataforma, que pode ser acessada pelo site ou aplicativo, como em um market place em que oferecem suas milhas pelo valor que julgarem justo.

Do outro lado, os viajantes fazem as cotações de seus destinos e compram os bilhetes aéreos usando as milhas disponibilizadas economizando até 70% em relação aos valores dos sites das cias aéreas para compras em dinheiro ou cartão. A empresa se baseia no conceito da economia compartilhada e se diferencia prestando serviço de concierge de viagem para seus clientes com dicas de economia, acúmulo de milhagem e destinos.

www.yesmiles.com.br

Naiah  

Até 2021 a estimativa é de o mercado de moda brasileiro registre um crescimento acumulado de 13%, com média de 3,1%, de acordo com dados da FIESP. Este mercado próspero, ainda falha ao atender as demandas de 49,1% das brasileiras que estão acima do peso, dados do Ministério da Saúde. Estas mulheres não se sentem representadas pelos manequins e numerações padrão. 

Para atender essa demanda, a Naiah surgiu no Rio de Janeiro e se lançou ao mercado nacional com moda personalizada, baseada na filosofia Slow Fashion. A startup se baseia no empoderamento feminino expresso através da moda e de muita atitude positiva. Criada de filho para mãe e com raízes brasileiríssimas, a grife atua no desenvolvimento de peças que quebram o paradigma da mulher se adequar à roupa. O contrário que é o ideal, a roupa deve se encaixar perfeitamente em cada biótipo das brasileiras.

Felipe Lontra, fundador da Naiah, buscou inspiração na lenda tupi guarani de Anahí, a forte guerreira indígena que comandava exércitos com seu canto poderoso, porém era considerada feia para os padrões de sua tribo. Já na produção, ele buscou seu incentivo na heroína de sua vida, sua mãe,Daisy Lontra, que nunca se sentiu representada pelas modelagens disponíveis no mercado na hora de abastecer o guarda-roupas ou se produzir para uma ocasião especial.

A Naiah realiza suas vendas online e não trabalha com tabela padrão de tamanhos. A cliente aprende em uma tabela a gerar a equivalência entre suas medidas e a modelagem da marca para optar pelo tamanho ideal para seu corpo. www.naiah.rio.br


BODYPULSE

O Brasil ocupa o 2º lugar no ranking mundial de academias, com 23.400 unidades. Mesmo em um mercado tão consolidado é possível inovar de maneira substancial a ponto de construir uma startup que repense a maneira do cliente se relacionar com as atividades físicas rotineiras. 

Foi pensando nisso que a BODYPULSE apostou na eletroestimulação para concorrer por uma fatia do mercado fitness brasileiro que movimenta 2 bilhões de reais ao ano. Com um treino que dura apenas 20 minutos por semana a proposta vai além da otimização de tempo. As sessões trabalham mais de 300 músculos,fortalecendo além dos membros superiores e inferiores, toda a região do Core - Abdômen e Costas. 

Equipamentos de última geração, uma roupa especificamente desenvolvida para otimizar a recepção dos estímulos elétricos e supervisão, direta e personalizada, de um profissional de educação física, durante todo o treino, fazem da experiência da eletroestimulação algo inovador no segmento fitness. Assim o modelo de negócios ataca duas dores dos consumidores: falta de tempo e perda de estimulo com os treinos repetitivos tradicionais. 

A empresa conta atualmente com dois estúdios no Rio de Janeiro, ambos na Barra da Tijuca e já planeja escalar com novas unidades próprias na cidade e em outros estados. Para um futuro próximo, os planos incluem abertura para franqueados. http://bodypulse.com.br/

Website: https://www.saidopapel.com.br/

 

Contato