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Cresce o interesse de brasileiros por intercâmbio esportivo nos Estados Unidos

Estudar nos Estados Unidos é uma realidade cada vez mais próxima de muitos jovens brasileiros, especialmente aqueles que conseguem unir os estudos a algum talento esportivo específico. Isso porque muitas universidades americanas descobriram no Brasil um grande celeiro de atletas nas mais diversas modalidades esportivas.

Estudar nos Estados Unidos é uma realidade cada vez mais próxima de muitos jovens brasileiros, especialmente aqueles que conseguem unir os estudos a algum talento esportivo específico. Isso porque muitas universidades americanas descobriram no Brasil um grande celeiro de atletas nas mais diversas modalidades esportivas.

A oferta das universidades é tamanha que algumas empresas brasileiras se especializaram em "garimpar" talentos no país, cuidando de todo o processo de seleção, intermediação, envio e de toda a vida acadêmica e esportiva do atleta em território americano.

Uma dessas empresas, a EducaSports, desde 2012 atua no mercado de intercâmbio esportivo, com foco na identificação de oportunidades e no desenvolvimento da vida dos atletas nos Estados Unidos, e que já enviou 58 atletas brasileiros entre 16 a 23 anos para estudar e competir nos Estados Unidos.

"O futebol é, naturalmente, o esporte mais procurado pelos jovens brasileiros e, pelo crescimento do esporte nos Estados Unidos, aquele que mais abre vagas atualmente nas universidades americanas, mas outros esportes como basquete, vôlei, natação e saltos ornamentais também estão de olho nos talentos brasileiros", explica Rodrigo Mattos, Diretor da EducaSports no Brasil.

Casos de sucesso

Entre os exemplos de sucesso da empresa estão dois nomes ligados a importantes personagens do esporte brasileiro: Matheus Bacchi, auxiliar técnico da Seleção Brasileira de Futebol e filho Tite, atual treinador da equipe; e Lucas da Silva, filho do ex-jogador e treinador Jorginho, que vestiu a camisa de Palmeiras, Fluminense, Portuguesa e Santos.

"Sempre ouvi do meu pai que eu precisava me qualificar se um dia quisesse trabalhar no futebol. Então, comecei a buscar a conciliação entre estudo e esporte quando ainda jogava no Rio Grande do Sul. Acabei optando pelos estudos nos Estados Unidos em busca da experiência prática que existe por lá, o que acabou acrescentando muito para mim nas questões técnicas e táticas do futebol. Por conviver com muitos atletas e treinadores de diferentes locais do mundo, pude absorver de cada um uma ideia diferente do esporte", conta Matheus, que se formou em Ciência do Exercício na Carson Newman University e foi aos Estados Unidos por meio de trabalho realizado pela EducaSports, em parceria com o treinador universitário Paulo Neto.

Com passagem pelas categorias de base do Corinthians, o atleta João Ehlers também foi para os Estados Unidos por intermédio da EducaSports, sendo indicado por Matheus Bacchi. Ele se formou na universidade de Ohio State e, recentemente, foi contratado como assistente técnico da Montreat College.

O processo

Rodrigo Mattos explica que o aluno interessado em intercâmbio esportivo deve prestar atenção a algumas coisas importantes. "Há uma avaliação inicial, baseada na identificação completa do perfil do aluno, o que inclui pré-requisitos exigidos pelas universidades. No caso do futebol, realizamos um jogo que é transmitido via internet para treinadores americanos. Já a avaliação para outros esportes, como o caso da natação, avaliação é realizada por vídeos e índices pré-determinados, que devem ser alcançados pelos candidatos".

Os passos seguintes avaliam o nível de inglês do aluno, suas notas do ensino médio, além de testes físicos e técnico. Com base nessa avaliação "global" a empresa determina um plano de preparação para que o "estudante-atleta" obtenha a bolsa esportiva, processo que pode durar entre seis e 12 meses.

Por fim, Mattos ressalta que a questão financeira tem sido um fator determinante para o aumento da procura por programas de intercâmbios esportivos. "Chegamos a ter alunos com 100% de bolsa, como foi o caso do Renan Ramos, um de nossos atletas de futebol. Mas, de maneira geral, podemos dizer que, uma vez atendidas as condições iniciais, um aluno brasileiro pode perfeitamente estudar em uma universidade americana gastando 60% menos do que gastaria em uma escola particular no Brasil", finaliza.
Website: http://educasports.com.br

 

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