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Open Banking: uma nova forma de colaboração

Revolucionário, o conceito permite que ferramentas funcionem juntas de maneira prática e inovadora. No Brasil, já temos alguns exemplos.

Importante: os comentários e opiniões contidos neste texto são responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney ou de seus controladores

Em maio de 2018, a consultoria Cantarino Brasileiro, especializada em marketing e relacionamento para o setor financeiro, confirmou o que se consolida ao redor do mundo: a onda de transformação no mercado financeiro e a migração do físico para o virtual.

De 1004 entrevistados, 502 utilizam exclusivamente bancos digitais. O resultado do estudo comprova que, a cada dia que passa, as ferramentas online atraem mais adeptos – praticidade, eficiência e rapidez na solução de solicitações são algumas justificativas para o crescimento destes bancos que, de acordo com a mesma pesquisa, conquistam majoritariamente jovens até 29 anos (59% dos participantes).

De acordo com dados disponibilizados na SimilarWeb, que fornece serviços de análise para empresas, os sites dos bancos digitais já somam mais de 12,5 milhões de visitas ao mês. Isso somente no Brasil. A Nubank, que até 2017 oferecia apenas o cartão de crédito sem taxa, hoje, é a campeã de acessos. Em janeiro de 2018 o site da empresa bateu o recorde. Ao longo do mês foram 7,9 milhões de usuários trafegando.

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E, junto com esta onda de inovação, surgiu o conceito de Open Banking, que promete trazer ainda mais facilidade aos usuários. Fortemente presente na Europa, este modelo de negócios permite que o cliente movimente e acesse sua conta bancária a partir de diferentes plataformas ou sistemas e não somente pelos aplicativos de bancos – que por si só já crescem diariamente. Uma prova disso são os números: de acordo com a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), o volume de transações feitas pelos aplicativos das instituições financeiras cresceu 70% de 2016 para o ano seguinte.

O Open Banking exige, porém, que os bancos compartilhem suas APIs para que a ideia funcione. E o que são as tais APIs? Um conjunto de padrões de programação que possibilita a construção e utilização de aplicativos.

Um ponto que deve ser levado em consideração quando o assunto é Open Banking é a segurança. Preocupações, por mais que existam, podem ser deixadas de lado, uma vez que as ferramentas que cuidam desta parte estão cada vez mais eficientes e prontas para serem usadas em qualquer situação. As vantagens superam os medos – interação com o cliente, monetização de serviços, evitar que outras empresas realizem o seu trabalho são três dos inúmeros benefícios.

Foi aos 16 anos, em 2016, que Leonardo Marciano viu neste nicho uma oportunidade e criou o conceito chamado EVBank. “Você não consegue enviar, por exemplo, ativos do PagSeguro para o PayPal devido ao conflito de plataformas. Mas, com o EVBank, que entrava como intermediador, era possível completar essas ações. Mais do que isso: ele também possibilitou que compras fossem parceladas em mais de um cartão de crédito, com uma única fatura”. Com isso é possível, por exemplo, conectar um aplicativo de controle de gastos com os sistemas de sua instituição financeira de costume.  

 

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Hoje, aos 19, programa há quase uma década, inspira-se em Elon Musk e é CTO do SUDO. “Quase um banco… só que quem controla é você”, conta.  “Faça, integre, modifique e monetize”, este é o lema. Foram três anos captando leads antes de lançar a ideia. Neste meio tempo, foram recolhidos mais de seis milhões de feedbacks distintos sobre qual a necessidade do público quando o assunto é dinheiro.

Pagar contas e boletos, receber transferências em R$ e US$, transferir para outros bancos, utilizar o cartão na função débito… são muitas as funcionalidades do SUDO, que, atualmente, recém-lançado, conta com cerca de 3000 usuários cadastrados.

Além do foco b2c, business to client (empresa para cliente em português), SUDO também trabalha com b2b, ou seja: business to business – empresa para empresa. “Quando o banco foi criado, a ideia era que qualquer pessoa, física ou jurídica, independente do país ou lugar que ela vive, pudesse utilizar, modelar e se adaptar”, conta o CTO.

Durante a fase de teste beta, o número de corretoras que procuravam a ferramenta era altíssimo. Era necessário, então, olhar para as empresas, uma vez que elas também se interessaram pela proposta. Sendo assim, funções além das que já estavam estabelecidas foram liberadas. A emissão de contas digitais dessas instituições para seus clientes é um exemplo.

O SUDO tornou-se essa ferramenta tão flexível e cheia de possibilidades porque a meta principal é não ter limites ou barreiras. Outro destaque que merece atenção é a Addon Market Place – algo semelhante a Apple Store – onde pessoas conseguem criar novas utilidades e estas podem ser enviadas para toda a base de usuários.

Exemplificando: se um universitário, jovem, depara-se uma forma inovadora de pagamento – mesmo que ela esteja do outro lado do mundo -, ele pode criar algo semelhante e disponibilizar na Addon Market Place. Além, é claro, de monetizá-la da melhor forma e torná-la disponível aos adeptos do SUDO que quiserem adquirir.  Essa modificação tem uma nomenclatura exclusiva: Addons. O que mais se assemelha a inciativa, hoje, é o Santander Open Banking, utilizado no exterior. Ainda assim ele não consegue dispor de tantas funcionalidades.

“Ainda não somos um banco, mas esse é o objetivo principal!”, afirma Leonardo. Para saber mais sobre o SUDO, acesse: http://sudobank.com

Website: https://sudobank.com