Destaques da Bolsa

Ação da CPFL salta 8% após resultado e dividendo, Sabesp cai 2,5%, Sanepar sobe 3% e mais reações a balanços; Vale cai com minério

Confira os destaques da B3 na sessão desta sexta-feira (13)

Por  Lara Rizério -

SÃO PAULO – A temporada de resultados segue sendo destaque entre as maiores altas e baixas do Ibovespa. Na sessão desta sexta-feira (13), as ações da Embraer (EMBR3, R$ 20,79, +7,28%) subiram mais de 7%, após a companhia registrar seu primeiro lucro líquido ajustado trimestral desde 2018, refletindo a retomada da demanda por viagens após a forte queda relacionada à pandemia de Covid-19.

Já a Cogna (COGN3, R$ 3,32, +1,53%) subiu cerca de 1,5%, enquanto a Natura (NTCO3, R$ 54,51, +3,51%) avançou 3,5% após os resultados. Cyrela (CYRE3, R$ 19,04, -1,50%) e EzTec (EZTC3, R$ 25,88, -0,88%) caíram depois de divulgarem seus balanços.

Enquanto isso,, mesmo na esteira de balanços considerado positivo, o Magazine Luiza (MGLU3, R$ 20,27, -3,34%) teve queda de 3%, ao passo que a Americanas (AMER3, R$ 43,14, -7,88%) caiu quase 8%.

Já a Lojas Renner (LREN3, R$ 40,84, +1,26%) virou durante a tarde e fechou em alta, com um resultado considerado robusto pelos analistas, assim como de outras varejistas (veja a análise completa do setor clicando aqui).

Cosan (CSAN3), CVC ([ativo=CVC3]) e Vivara (VIVA3) divulgam seus números após o fim do pregão.

Entre as maiores altas, destaque ainda para a CPFL Energia (CPFE3, R$ 26,42, +8,28%), que subiu forte após seu resultado. A companhia registrou lucro líquido de R$ 1,126 bilhão, salto de 143,6% ante igual período do ano passado, em meio a uma retomada no consumo de eletricidade no país. Além disso, a companhia também anunciou R$ 1,73 bilhão em dividendos.

Na avaliação do Credit Suisse, a CPFL entregou resultados positivos e em linha com as expectativas dado o crescimento de volume robusto nas unidades de distribuição mesmo com um preço de compra de energia mais alto e aumento nas provisões para inadimplência. Dados reportados se beneficiaram de ganhos não recorrentes na área de trading assim como booking VNR e construção de margens.

Já a JBS (JBSS3, R$ 31,33, +0,80%) avançou cerca de 1%. A companhia informou que aprovou o envio de uma proposta à Pilgrim’s Pride Corporation para aquisição da totalidade das ações da companhia, negociadas nos Estados Unidos (Nasdaq).

No setor de saneamento, Sabesp (SBSP3, R$ 33,59, -2,50%) e Sanepar (SAPR11, R$ 19,34, +3,31%) tiveram movimentos opostos após divulgarem seus resultados do segundo trimestre (veja detalhes mais abaixo).

Fora da temporada de resultados, a Petrobras (PETR3, R$ 29,92, +1,56%; PETR4, R$ 29,35, +0,86%) fechou em alta, apesar do dia de queda do petróleo. O barril do tipo brent encerrou o dia com queda de 1%, a US$ 70,59, enquanto o WTI recuou 0,94%, para US$ 68,44. Também entre as commodities, a Vale (VALE3, R$ 108,30, -0,82%) caiu puxada pelo recuo do minério de ferro.

Confira os destaques:

Kora Saúde (KRSA3, R$ 8,04, +11,67%)

A sessão desta sexta-feira marca a estreia das ações da Kora Saúde na B3.

A ação da companhia foi precificada a R$ 7,20 na oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês), no piso da faixa indicativa.

Com isso, a empresa levantou R$ 769,9 milhões, considerando a oferta base e a venda de cerca de 10% de ações adicionais. O montante desconsidera a eventual venda de lote suplementar.

Metade do valor arrecadado, segundo prospecto, deve ser usado em aquisições, enquanto o restante será destinado à expansão orgânica.

JBS (JBSS3, R$ 31,33, +0,80%)

A JBS informou na noite de quinta que aprovou o envio de uma proposta à Pilgrim’s Pride Corporation para aquisição da totalidade das ações da companhia, negociadas nos Estados Unidos (Nasdaq).

Segundo fato relevante, o preço oferecido por ação é de US$ 26,50 e o objetivo é fechar o capital da empresa. Atualmente, a JBS detém, por meio de suas subsidiárias, 80,21% das ações da empresa de criação, incubação, processamento e distribuição de frangos e suínos.

Caso a proposta seja aceita, a JBS informa que fará a aquisição por meio de uma de suas subsidiárias nos Estados Unidos e que a Pilgrim’s Pride Corporation poderá se tornar sua subsidiária integral. Veja mais clicando aqui. 

O Bradesco BBI afirmou que o anúncio foi uma surpresa para nós, mas pode indicar que a JBS continuará com sua listagem (IPO) nos Estados Unidos, o que pode ser um potencial gatilho positivo para as ações. “Todo o resto igual, refletindo esta exclusão do modelo do BBI não mudaria o preço-alvo de R$ 38,00 para a JBS (e recomendação de compra)”, apontam.

Os analistas do BBI estimam que a proposta de fechamento da PPC implica que a JBS terá que pagar US$ 1,3 bilhão para comprar os cerca de 20% que não possui na PPC. O preço oferecido implica um prêmio de 17% sobre o preço de fechamento da PPC em 12 de agosto e um múltiplo EV / EBITDA de um ano a frente de 6,5 vezes, em linha com o múltiplo histórico da PPC de 5 anos.

No entanto, o múltiplo implícito pago pela PPC está acima do múltiplo de negociação da JBS de 4,2 vezes. O que explica esse movimento, na opinião dos analistas do BBI, é de que a JBS pode estar procurando listar toda a sua operação nos Estados Unidos, ou a maior parte dela e, portanto, manter a PPC listado pode não fazer sentido – ter uma entidade maior/mais líquida pode destravar mais valor.

“Dito isso, vemos a JBS sendo negociada com um desconto excessivo de aproximadamente 45% em relação a seu
principal concorrente nos EUA, a Tyson Foods, desconto que poderia ser parcialmente fechado com uma listagem nos Estados Unidos – estimamos que cada redução de 10 pp no desconto para a Tyson Foods, implica um aumento no preço das ações da JBS de R$ 7,00”, apontam os analistas.

Petrobras (PETR3, R$ 29,92, +1,56%; PETR4, R$ 29,35, +0,86%)

A Petrobras não poderá ampliar as escalas de trabalho de empregados próprios e trabalhadores terceirizados quando não houver prévia autorização em instrumento coletivo de trabalho vigente. A decisão, do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT), é válida para todo território nacional.

A medida, divulgada na quinta, é decorrente de Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT), no âmbito do Projeto Ouro Negro.

Segundo nota do MPT, desde o início da pandemia da Covid-19, o órgão tem recebido diversas denúncias de que empresas do setor de óleo e gás, entre elas a Petrobras e empresas terceirizadas, alteraram, unilateralmente, as escalas de trabalho de seus empregados, que é de 14×14, impondo novo regime de trabalho a bordo, de 21×21 dias ou 28×28 dias, sem prévia negociação coletiva. Saiba mais clicando aqui. 

Cielo (CIEL3, R$ 3,16, -2,77%)

A Cielo fechou a venda da subsidiária Multidisplay para a Bemobi ([ativo=BMBO3]) pelo total de até R$ 185 milhões, segundo fato relevante da empresa de meios de pagamentos à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta sexta-feira.

Do montante total, R$ 125 milhões referem-se a uma parcela fixa a ser paga na data de fechamento do negócios e R$ 60 milhões a uma parcela variável sujeita a determinadas premissas após o encerramento da operação.

A venda da Multidisplay “faz parte da estratégia de crescente concentração da companhia em suas competências centrais”, afirmou a Cielo.

O Bradesco BBI destacou ver o anúncio como positivo para a Cielo, já que a venda deve ser acretiva não apenas do ponto de vista de valuation, mas também de uma perspectiva qualitativa que deve permitir à Cielo focar em seus negócios principais. O valor representa cerca de 2% do valor de mercado da Cielo.

Minério de ferro

Os contratos futuros do minério de ferro negociados na China fecharam em queda nesta sexta-feira, engatando a segunda semana consecutiva de perdas, diante da fraca demanda pela matéria-prima siderúrgica devido aos controles de produção de aço impostos pelo governo local.

A Associação Chinesa de Ferro e Aço disse em comunicado divulgado nesta semana que as usinas que emitem maior poluição ou consomem mais energia devem reduzir seus níveis de produção. A entidade também prometeu garantir que a fabricação de aço recue em 2021 em uma base anual.

As taxas de utilização de capacidade dos altos-fornos em 247 usinas ao redor da China tiveram leve recuperação nesta semana, atingindo 85,89%, mas seguem bem abaixo da marca de 95,16% registrada em igual período do ano passado, segundo dados da consultoria Mysteel.

O contrato mais negociado do minério de ferro na bolsa de commodities de Dalian chegou a recuar 4,2% nesta sexta-feira, a 814 iuanes (US$ 125,66) por tonelada, antes de fechar em queda de 0,9%, a 842 iuanes/tonelada. Na semana, os futuros do minério acumularam queda de 8,2%.

Já os preços “spot” do minério com 62% de teor de ferro para entrega à China  cederam US$ 4 nesta sexta-feira, a US$ 162/tonelada, depois de já terem recuado US$ 2 na véspera, de acordo com a consultoria SteelHome.

Raízen (RAIZ4, R$ 7,01, +0,72%)

A empresa de energia Raízen teve lucro líquido de R$ 800,5 milhões no primeiro trimestre do ano/safra 2021 (trimestre de abril a junho), ante prejuízo líquido de R$ 332,8 milhões registrado em igual período de 2020, conforme dados atribuídos aos controladores.

O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) ajustado do primeiro trimestre do ano/safra 2021 foi de em R$ 1,76 bilhão, 12 vezes superior ao Ebitda de R$ 143,6 milhões de um ano antes.

Cogna (COGN3, R$ 3,32, +1,53%)

A Cogna  teve prejuízo líquido ajustado de R$ 20,376 milhões no segundo trimestre, queda de 85,4% nas perdas na comparação com igual período de 2020, quando teve perdas de R$ 139,987 milhões.

A receita líquida foi a R$ 1,3 bilhão, uma redução de 5% refletindo as pressões de receita no ensino superior presencial, cujo resultado foi parcialmente compensado pelo crescimento observado nas receitas de ensino superior EAD e Vasta.

Já o Ebitda recorrente da Cogna foi de R$ 329,5 milhões no segundo trimestre de 2021, o que representa um crescimento de 173,2% na comparação com o mesmo período de 2020. No mesmo período, a margem Ebitda (Ebitda sobre receita líquida) recorrente atingiu 25,3%, uma expansão de 16,5 pontos percentuais.

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Embraer (EMBR3, R$ 20,79, +7,28%)

A Embraer apresentou lucro líquido ajustado (excluindo-se impostos diferidos e itens especiais) de R$ 212,8 milhões e lucro por ação ajustado de R$ 0,29. Este é o primeiro lucro líquido ajustado trimestral da companhia relatado desde o primeiro trimestre de 2018, com impulso da recuperação da demanda por viagens após a forte queda relacionada à pandemia de Covid-19. No segundo trimestre de 2020, o prejuízo líquido ajustado tinha sido de R$ 1,071 bilhão.

A receita líquida da companhia foi de R$ 5,922 bilhões no período, alta de 106,76% em base anual, com crescimento de dois dígitos em todos os segmentos de negócio.

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A Embraer também divulgou suas estimativas financeiras e de entregas para 2021. Ela estima que as entregas de jatos comerciais fiquem entre 45 e 50 aeronaves e a de jatos executivos entre 90 e 95 unidades. No ano, a projeção é de receita líquida consolidada entre US$ 4 bilhões a US$ 4,5 bilhões, com margem EBIT ajustada de 3,0% a 4,0%, margem EBITDA ajustada de 8,5% a 9,5% e Fluxo de caixa livre entre US$ (150) milhões e zero, sem fusões e aquisições ou desinvestimentos.

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BRF (BRFS3, R$ 23,77, -0,54%)

A BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, voltou a registrar prejuízo líquido, desta vez de R$ 199 milhões, no segundo trimestre de 2021, ante lucro líquido de R$ 307 milhões obtido em igual período de 2020, informou a companhia nesta quinta-feira (12).

De acordo com a empresa, o prejuízo decorre de maiores despesas financeiras, cujos principais impactos foram a atualização do valor justo da opção de venda relacionada à combinação de negócios da Banvit e os juros associados ao endividamento, contingências, arrendamentos e passivos atuariais da empresa.

A companhia também informou que, considerando o total societário, o prejuízo líquido no trimestre atingiu R$ 240 milhões.

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A XP apontou que a BRF apresentou incremento da receita com aumento no volume em 6,0% ao mesmo tempo que subiu preços em 20,6%, algo que viram como muito positivo, mas os custos mantiveram o ritmo de alta (alta de 24,6%) e a margem Ebitda recuou para 10,9%, ligeiramente acima da projeção da XP de 10,1%.

No entanto, a empresa aumentou sua participação em produtos de valor agregado (84,2% do volume) e acelerou o ritmo de inovações (7,2% da receita total), melhorando sua estrutura comercial na expectativa de retomada da economia brasileira.

No segmento Internacional, a recuperação nas unidades Halal e de Exportações Diretas foram fundamentais para compensar as margens menores na Ásia. “Em meio a um cenário repleto de incertezas, mantemos nossa recomendação neutra para BRFS3 com preço-alvo de R$ 30 por ação para 2021”, apontam.

O Itaú BBA diz que o Ebitda ajustado da BRF ficou 4% abaixo de sua estimativa e daquela do consenso do mercado. O banco diz que as operações no Brasil representaram compressão da margem Ebitda por conto de custos maiores de grãos, mas as margens internacionais se expandiram com a recuperação das exportações de carne halal e diretas. O banco mantém avaliação market perform, e preço-alvo para 2021 de R$ 25.

Cyrela (CYRE3, R$ 19,04, -1,50%)

A Cyrela teve um lucro líquido de R$ 267 milhões no segundo trimestre de 2021, o que representa um crescimento de 298,2% em relação ao registrado no mesmo período do ano passado, conforme divulgou a construtora nesta quinta-feira (12).

Já o Lucro Líquido dividido pelo Patrimônio Líquido (ROE, na sigla em inglês) da Cyrela foi de 39,3% no trimestre. Foram feitos 19 lançamentos no período, contra três um ano antes.

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Segundo a XP, a Cyrela apresentou resultados fortes no trimestre, ligeiramente acima das estimativas dos analistas. A empresa reportou margens brutas mais fortes do que o esperado devido à maior contribuição dos lançamentos recentes com margens superiores, que compensaram o impacto dos maiores custos de construção.

“Além disso, o desempenho mais forte de suas JVs (Joint Ventures) também ajudou o lucro líquido a superar nossas estimativas para o trimestre”, apontam os analistas, que possuem recomendação de compra e preço-alvo de R$ 33 para a ação.

Cury (CURY3, R$ 8,25, +1,48%)

O lucro líquido da Cury subiu 112,4%, a R$ 78,6 milhões, no segundo trimestre na base de comparação anual.

A receita líquida teve alta de 83,3%, para o recorde de R$ 451,2 milhões, com patamares recordes de lançamentos e vendas do período, de R$ 686,2 milhões e R$ 682,6 milhões, respectivamente.

A margem bruta da companhia foi de 35,4%, no mesmo período do ano passado, para 36,1% de abril a junho deste ano.

Lavvi (LAVV3, R$ 7,18, 0,00%)

A Lavvi teve lucro líquido de R$ 90,4 milhões no segundo trimestre de 2021, um aumento de 6,75 vezes em relação ao mesmo período do ano passado.

A receita líquida foi de R$ 260,2 milhões, multiplicando por cinco na comparação anual.

A XP apontou que, apesar da receita marginalmente abaixo da estimativa dos analistas, a Lavvi reportou resultados sólidos com uma margem bruta robusta de 42% (em linha com as estimativas da XP e alta de 1,7 p.p. trimestre contra trimestre) e mostrou poucos sinais de pressões de custo.

Os resultados foram beneficiados principalmente pelo forte desempenho de vendas de seu recente lançamento principal, o empreendimento Villa Versace. No balanço patrimonial, Lavvi apresentou uma pequena queima de caixa de R$6 milhões, já que a entrada de caixa das vendas do projeto Versace foi compensada pela aquisição de terrenos.

“Em suma, vemos os resultados como positivos e reiteramos nossa recomendação de compra e preço-alvo de R$ 11,50 por ação”, apontam.

Trisul (TRIS3, R$ 7,57, -4,42%)

A Trisul registrou lucro líquido de R$ 35,4 milhões, estável na comparação anual. A receita líquida subiu 5%, para R$ 210,9 milhões. A margem bruta passou de 33,1% para 36,9%, como reflexo dos aumentos de preços.

Eztec (EZTC3, R$ 25,88, -0,88%)

A incorporadora paulistana Eztec obteve lucro líquido de R$ 139,5 milhões no segundo trimestre de 2021, montante 104% maior do que no mesmo período de 2020.

O Ebitda foi de R$ 109 milhões, 101% superior na mesma base de comparação. A margem Ebitda subiu 2 pontos porcentuais, para 38%.

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A Xp apontou que a EZTec apresentou resultados positivos e em linha com as estimativas dos analistas. Apesar da receita e margem bruta mais fortes do que o esperado de 46,3% (1,5 p.p. acima das estimativas da XP e 3,2 p.p. trimestre contra trimestre) devido a um mix mais favorável de projetos sendo reconhecidos (maior contribuição do empreendimento Cidade Maia, que possui margem bruta acima de 51%) e preços de vendas mais elevados.

Do lado negativo, os resultados financeiros mais fracos do que o esperado compensaram parcialmente os resultados e levaram o lucro líquido para patamares próximos das nossas estimativas. A XP reitera recomendação de compra e preço-alvo de R$ 48 por ação;

Lojas Renner (LREN3, R$ 40,84, +1,26%)

A Lojas Renner divulgou nesta quinta-feira (12), após o fechamento do pregão, que apurou lucro líquido de R$ 193,1 milhões no segundo trimestre de 2021, queda de 76,4% em relação ao mesmo período do ano passado, quando somou R$ 818,1 milhões.

Pressionado em parte por expansão nas despesas operacionais, o número veio abaixo dos R$ 131,7 milhões esperados por analistas consultados pela Refinitv.

De acordo com a companhia, a redução decorreu principalmente da recuperação de crédito fiscal relacionado ao PIS e ao Cofins no período. Em bases comparáveis, o resultado do último trimestre foi 184,7% na base anual, em função, principalmente, do maior resultado operacional.

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A XP aponta que os resultados da companhia mostraram uma recuperação sequencial importante de faturamento com a volta à normalidade acontecendo e a companhia conseguiu apresentar uma melhora relevante de margem bruta. No entanto, as despesas operacionais vieram acima das estimativas da casa, que já incorporavam um cenário mais conservador em relação ao nível de investimentos da construção do seu ecossistema de moda e lifestyle enquanto a companhia queimou R$ 424 milhões de caixa por conta de um aumento relevante em recebíveis.

Magazine Luiza (MGLU3, R$ 20,27, -3,34%)

O Magazine Luiza registrou lucro líquido ajustado de R$ 89 milhões no segundo trimestre de 2021, revertendo o prejuízo de R$ 62,2 milhões registrado no mesmo período de 2020, informou a companhia nesta quinta-feira (12).

Considerando os ganhos líquidos não recorrentes, o lucro líquido foi de R$ 95,5 milhões, ante prejuízo de R$ 64,5 milhões registrado entre abril e junho do ano passado.

No trimestre, as vendas totais, incluindo lojas físicas, e-commerce com estoque próprio (1P) e marketplace (3P) cresceram 60,5%, para R$ 13,7 bilhões, reflexo do aumento de 46,4% no e-commerce total e de 111,6% nas lojas físicas. O e-commerce atingiu R$ 9,8 bilhões e representou 72% das vendas totais.

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O Credit Suisse destaca que a companhia reportou bons números para o trimestre, combinando crescimento robusto com uma dinâmica saudável de margem Ebitda. O total de GMV reportado foi de alguma forma antecipado pelo mercado.

“Olhando pelo ponto de vista de lucratividade, a margem bruta fico estável, enquanto que a margem Ebitda ajustada continuou em patamares normalizados (5,2%) dado uma diluição dos custos fixos.

As expectativas do Credit sobre a reação do mercado antes da abertura era de neutralidade, já que as expectativas eram bastante altas.

“Papeis de e-commerce no geral brilharam em 2020, mas perderam momentum em 2021 com os portfolios inclinados a empresas value e de commodities. Assim alguns investidores acreditam que há desafios para continuar entregando crescimento nos próximos trimestres dado a performance já brilhando no ano passado. O segundo trimestre veio para ‘trucar’ essa visão. E-commerce bombou e deve continuar tendo um momentum forte”, apontam.

Americanas (AMER3, R$ 43,14, -7,88%)

A Americanas SA, fruto da integração das operações das Lojas Americanas com a B2W, teve um lucro líquido de R$ 225 milhões no segundo trimestre de 2021, revertendo o prejuízo de R$ 36 milhões registrado no mesmo período do ano passado.

Já o Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciações e Amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) Ajustado da Americanas totalizou R$ 1,07 bilhão, em expansão de 44,9% na comparação anual.

A receita líquida da companhia, por sua vez, somou R$ 6,918 bilhões, valor 46,1% superior ao do segundo trimestre de 2020.

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A Americanas ainda anunciou estimativa de valor presente líquido das sinergias da combinação de negócios com a B2W de R$ 1,6 bilhão até 2024, já considerando os custos da transação.

A companhia projetou ainda em R$ 2,3 bilhões, até 2024, o valor bruto estimado das sinergias, antes dos custos da combinação.

Em sua primeira divulgação após a consolidação da fusão, a XP avalia que a Americanas reportou resultados fracos referentes ao segundo trimestre de 2021, com GMV total subindo 33% na base anual (abaixo dos seus pares), puxado pelo crescimento de 37% do GMV online (acima de Via mas abaixo de Magalu e MELI).

Em relação à rentabilidade, a margem bruta e Ebitda foram pressionadas pela maior penetração das vendas online e investimentos em marketing e novas iniciativas. Com isso, o prejuízo líquido (excluindo-se o efeito não recorrente de R$ 309 milhões referentes à créditos fiscais) totalizou R$ 85 milhões (versus estimativa da XP de perdas de R$ 42 milhões).

Contudo, apesar dos resultados fracos, a XP destaca que a companhia trouxe algumas informações novas positivas como o guidance de sinergias decorrentes da fusão operacional de negócios, totalizando um valor presente estimado de R$1,6 bilhão (3,8% de rendimento) e o anúncio de uma recompra de até 17,5 milhões de ações (4% do free float).

“Vemos a Americanas como um ecossistema robusto com diversas iniciativas sendo implementadas buscando a melhora da experiência, recorrência e fidelização de seus clientes. Ainda, acreditamos que tanto a fusão como a aquisição do HNT devem destravar valor ao longo do tempo, com a companhia inclusive detalhando sinergias a serem capturadas em ambas frentes no seu resultado. Mantemos nossa recomendação de Compra com preço alvo de R$82,0 e R$12,0 por ação para AMER3 e LAME4, respectivamente”, destaca a XP.

O BBI aponta que, apesar de crescer um pouco acima das expectativas da casa, o crescimento do comércio eletrônico ficou abaixo do MercadoLibre e do Magalu, mesmo com a implementação do frete grátis e dos incentivos para que os vendedores usem o atendimento.

“Esperamos ver o crescimento acelerar no segundo semestre contra base de comparação mais fácil, mas até que ponto a Americanas ganhará participação de mercado em 2022 não está claro. Talvez mais importante para as ações seja o anúncio de sinergias por trás da fusão das lojas e negócios online”, avalia.

Banrisul (BRSR6, R$ 12,16, 0,00%)

O Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul) registrou lucro líquido de R$ 281,9 milhões no segundo trimestre de 2021, alta de 135,3% ante o resultado de R$ 119,8 milhões apurado no mesmo período de 2020.

A rentabilidade do Banrisul, medida pelo retorno sobre patrimônio líquido (ROAE), deu um salto de 7,2 pontos porcentuais, chegando a 13,1% em um ano. Na comparação com o primeiro trimestre de 2021, houve um recuo de 0,1 ponto.

A carteira de crédito do Banrisul fechou junho em R$ 36,865 bilhões, valor que inclui coobrigação e riscos em garantias prestadas. Excluídas as garantias prestadas, o saldo das operações de crédito totalizou R$ 36,640 bilhões em junho de 2021, com crescimento de R$ 674,2 milhões ou 1,9% nos doze meses.

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Para o BBI, o Banrisul apresentou uma qualidade de lucro fraca, apesar do lucro líquido em linha, o que foi explicado principalmente pela menor alíquota efetiva de imposto, enquanto o lucro antes dos impostos ficou bem abaixo da expectativa do BBI, principalmente em função do menor lucro líquido de juros.

“Observamos que o desempenho do lucro líquido de juros e das receitas com tarifas foi mais fraco do que o de outros bancos, embora reconhecemos que a qualidade dos ativos e as despesas pareciam controladas. Como tal, mantemos nossa recomendação neutra levando em consideração uma qualidade de lucros mais fraca, apesar do valuation”, apontam.

PagSeguro (PAGS34, R$ 61,60, +0,98%)

A PagSeguro registrou lucro líquido de R$ 272,1 milhões no segundo trimestre deste ano, resultado 8,2% inferior ao obtido no mesmo período do ano passado.

Já as receitas totais da companhia se expandiram em 74,6%, na mesma comparação, e somaram R$ 2,369 bilhões entre abril e junho.

O volume total de pagamentos (TPV, na sigla em inglês) saltou 154% e alcançou R$ 102 bilhões, no segundo trimestre,

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O Credit Suisse comentou o crescimento acima do esperado em valor total de pagamentos do PagSeguro, de 89% na comparação anual, e que a receita líquida superou sua estimativa em 7%. O faturamento bruto superou as expectativas do Credit.

O banco vê o PagBank é um sucesso, com crescimento rápido e adição líquida de 2,1 milhões de clientes, dentre os quais 5 milhões são consumidores. O valor total de pagamentos do PagBank cresceu 341% no ano, e 261% no primeiro trimestre. O portfólio de empréstimos atingiu R$ 627 milhões, e as receitas do PagBank cresceram 89% na comparação anual. O Credit ressalta que o PagSeguro revisou suas diretrizes para cima, e mantém avaliação outperform, com preço-alvo de US$ 63, frente à cotação de US$ 57,09 de quinta para os papéis PAGS, negociados na Nasdaq.

Soma (SOMA3, R$ 19,73, +7,05%)

O Grupo Soma  teve um lucro líquido de R$ 66,2 milhões no segundo trimestre de 2021, o que representa um crescimento de 252,1% em relação ao registrado no mesmo período do ano passado, conforme divulgou a varejista de moda e vestuário nesta quinta-feira (12).

Já o Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciações e Amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) do Soma totalizou R$ 100,5 milhões, em expansão de 143,9% na comparação anual.

A receita líquida da companhia, por sua vez, somou R$ 566,2 milhões, valor 58,8% superior ao do segundo trimestre de 2020.

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Energisa (ENGI11, R$ 43,35, +5,35%)

Influenciada por uma forte recuperação nas vendas, a Energisa reportou lucro líquido consolidado de R$ 749 milhões no segundo trimestre do ano, revertendo prejuízo de R$ 88 milhões registrado no mesmo período do ano passado.

O movimento reflete o efeito positivo de R$ 142 milhões referente à Marcação a Mercado de Derivativos, sem efeito caixa, sendo R$ 72,8 milhões de impacto negativo referente ao bônus de subscrição atrelado à 7ª emissão.

Também se deve considerar o impacto de R$ 214,8 milhões positivo referente à opção de compra pela companhia da participação de minoritários da Energisa Participações Minoritárias. No acumulado do semestre foi apurado salto de 228,6% no lucro, para R$ 1,622 bilhão.

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Marisa (AMAR3, R$ 7,34, -2,65%)

A Marisa  teve um prejuízo líquido de R$ 59,5 milhões no segundo trimestre de 2021, o que representa uma melhora ante as perdas de R$ 171,7 milhões no mesmo período do ano passado, mas não uma reversão total, conforme divulgou a varejista de moda e vestuário nesta quinta-feira (12).

Já o Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciações e Amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) Ajustado da Marisa totalizou R$ 40,5 milhões, revertendo o Ebitda negativo de R$ 66,8 milhões no segundo trimestre de 2020.

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CCR (CCRO3, R$ 11,87, -0,25%)

A CCR reportou prejuízo líquido de R$ 44 milhões no segundo trimestre do ano, uma perda 69% menor do que a registrada um ano antes, informou a companhia em balanço enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta quinta-feira, 12.

Segundo a concessionária, o resultado se deve a um efeito não recorrente. No trimestre, a companhia celebrou um Termo Aditivo e Modificativo (TAM) preliminar com o governo de São Paulo, que prevê uma indenização de R$ 1,2 bilhão e a aplicação de R$ 2,3 bilhões em rodovias paulistas.

O fato influenciou os resultados e gerou o prejuízo, porém, considerando os dados de mesma base (quando são excluídos o desembolso para o Tesouro estadual, o reequilíbrio de ViaQuatro e a CCR ViaCosteira — que teve contrato assinado em julho de 2020 –, o grupo apresentou lucro líquido de R$ 294,4 milhões, ante prejuízo de R$ 142,5 milhões um ano antes.

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O Itaú BBA avalia os resultados divulgados pela CCR para o segundo trimestre como neutros. A depreciação e a amortização (D&A em inglês) estão em linha com a estimativa do banco, de R$ 531,4 milhões, ligados a um pagamento relacionado com o acordo preliminar entre AutoBan, SPVias e ViaOeste e o governo do estado de São Paulo. O lucro Ebitda e a margem Ebitda se mantiveram estáveis no trimestre.

Rumo (RAIL3, R$ 19,12, -2,20%)

A concessionária de logística Rumo  teve aumento de receitas no segundo trimestre, favorecida pelo aumento de volumes transportados e das tarifas cobradas de clientes, mas efeitos ligados à renovação da Malha Paulista pesaram no lucro.

A companhia, controlada pela Cosan, anunciou nesta quinta-feira que seu lucro líquido de abril a junho somou R$ 314 milhões, queda de 22,4% sobre um ano antes.

No relatório de resultados, a Rumo explicou que teve um ganho não recorrente de R$ 316 milhões no segundo trimestre de 2020, ligados à renovação da concessão da malha ferroviária paulista.

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A XP avalia que a Rumo reportou resultados fortes, embora esperados.

Além disso, destacou que, “em um bem-vindo exercício de transparência, a administração da Rumo decidiu descontinuar suas projeções financeiras para 2021 dada a baixa visibilidade dos volumes transportados no semestre devido às fracas perspectivas da safra de milho (um evento limitado à safra deste ano, em nossa opinião, não impactando nossas estimativas de demanda positivas de longo prazo)”, apontam.

Apesar do cenário de volume desafiador de 2021, os analistas notaram melhora significativa da Rumo nas tarifas ferroviárias (alta de 14% na base anual e de 2% na trimestral), confirmando uma recuperação sequencial no semestre que deve aliviar as preocupações dos investidores acumuladas desde o fraco desempenho de tarifas em 2020. “Reiteramos nossa recomendação de compra e visão positiva para a Rumo”, aponta a XP.

O Credit Suisse também ressaltou que a Rumo decidiu descontinuar a diretriz (guidance em inglês) para 2021 por conta de incertezas quanto a volumes de milho, prejudicados pelas condições climáticas, atraso em colheitas de soja. As estimativas da empresa para produção de milho foram reduzidas em 14%, a 82 milhões de toneladas, e as exportações de milho, em 38%, a 18 milhões de toneladas. A decisão indica que agora a empresa pretende apresentar resultados abaixo das estimativas mais modestas do lucro Ebitda, de R$ 4 bilhões, apesar de a diretriz relativa a 2025 continuar válida. O Credit Suisse mantém avaliação outperform e preço-alvo de R$ 25.

Natura (NTCO3, R$ 54,51, +3,51%)

Natura & Co divulgou nesta quinta-feira lucro de cerca de R$ 235 milhões para o segundo trimestre, revertendo prejuízo do ano anterior, graças às estratégias aprimoradas de e-commerce e integração com a norte-americana Avon.

O Ebitda caiu 3,4% sobre um ano antes, para R$ 630 milhões.

Apesar do impacto da pandemia no setor global de beleza e cuidados pessoais, a empresa informou que suas quatro marcas – The Body Shop, Avon, Aesop e Natura – tiveram vendas maiores no período.

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O BBI apontou que a Natura teve um conjunto sólido de resultados, que mostra desempenhos robustos de todas as marcas em mercados que ainda enfrentam dificuldades (mercados da Avon Internacional) ou em processo de abertura e normalização (Brasil e América Latina).

“O crescimento na América Latina hispânica continua impressionante, com a marca Natura + 78% e a marca Avon + 72% (ambas em moeda constante), o que mostra a força que a primeira está construindo nos principais mercados fora do Brasil, e as primeiras vitórias de uma melhor gestão da Avon. No Brasil, achamos que alguns investidores podem ter planejado um crescimento maior para a marca Natura do que os 8% reportados, mas gostaríamos de observar que a taxa de execução de 2 anos acima de 20% nos trimestres anteriores foi extraordinariamente alta, então o crescimento provavelmente desacelerará para a faixa de 6 a 8%, que vemos como a taxa de execução sustentável para a Natura no Brasil”, avaliam os analistas do BBI.

A receita da Avon Brasil é menor do que no segundo trimestre de 2019 – mais do que no 1T21 – mas o BBI destaca que este foi o primeiro trimestre completo com a nova segmentação e modelo comercial implantado, o que levou à redução da base de representantes.

“A boa notícia é que a empresa está registrando ganhos de market share (mercado) da Avon no Brasil (uma boa notícia por si só) e isso está sendo conquistado junto com ganhos de market share também para a Natura, o que dá um sinal precoce de que as duas marcas são complementares”, avaliam.

Outro ponto importante a ser destacado é a melhora na satisfação dos representantes da Avon no Brasil e também em alguns mercados da Avon International, o que deve reduzir o churn (taxa de rotatividade), o que por sua vez reduzirá os custos de recrutamento de novos representantes e melhorará o serviço oferecido ao consumidor final.

Sabesp (SBSP3, R$ 33,59, -2,50%)

A Sabesp mais do que dobrou seu lucro no segundo trimestre, refletindo sobretudo efeito da valorização do real contra o dólar, o que ofuscou a receita praticamente estável.

A companhia de saneamento do Estado de São Paulo anunciou nesta quinta-feira que seu lucro de abril a junho somou R$ 773,1 milhões, um salto de 104,4% ante mesma etapa de 2020.

Porém, o resultado veio pouco abaixo da previsão de analistas compilada pela Refinitiv, de R$ 819,5 milhões.

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A XP aponta que a Sabesp reportou resultados mais fracos do que o esperado, com um Ebitda ajustado de R$ 1,426 bilhão vindo 12,9% e 22,0% abaixo das estimativas da XP e do consenso, respectivamente. “Mantemos nossa recomendação Neutra na Sabesp, com preço-alvo de R$ 50 por ação”, apontam.

Sanepar (SAPR11, R$ 19,34, +3,31%)

A Sanepar teve lucro de R$ 331,8 milhões no segundo trimestre, alta de 16,7% na comparação anual. A receita da companhia subiu 10,7% de abril a junho, para R$ 1,27 bilhão ante igual período de 2020.

O Ebitda foi a R$ 581,9 milhões, alta de 23,3%.

A XP aponta que a Sanepar divulgou resultados melhores do que o esperado no trimestre, com Ebitda ajustado de R$ 582,7 milhões 16,7% acima da  estimativa da casa de R$ 499,1 milhões e 17,9% acima do consenso.

“O sólido resultado reflete o impacto de tarifas médias acima do esperado devido a um melhor mix nos segmentos de água e esgoto, implicando em um aumento de 9,9% nas tarifas de água e 7% nas tarifas de esgoto na base anual, contra estimativas da XP de 2,2% e 2,7%. Além disso, a Sanepar reportou menores custos gerenciáveis de R$ 492,5 milhões, 6,5% abaixo da estimativa de R$ 526,8 milhões.

Por fim, o lucro líquido de R$ 331,8 milhões, 40% acima da estimativa da XP de R$237,1 milhões, também reflexo do resultado operacional mais forte.

“Daqui para a frente, nossa maior preocupação continua sustentada pelas incertezas em relação ao desenrolar da atual crise hídrica do estado do Paraná, na qual acreditamos ser essencial monitorar. Mantemos nossa recomendação neutra nas ações da Sanepar (SAPR11) com preço alvo de R$ 24,50 por unit”, apontam os analistas.

CPFL (CPFE3, R$ 26,42, +8,28%)

A CPFL Energia registrou lucro líquido de R$ 1,126 bilhão no segundo trimestre de 2021, salto de 143,6% ante igual período do ano passado, em meio a uma retomada no consumo de eletricidade no país.

O Ebitda consolidado atingiu R$ 2,054 bilhões, avanço de 70% na comparação anual, acrescentou a CPFL, do grupo chinês State Grid.

“O destaque vem da retomada do consumo de energia, com crescimento de 12,9%, ficando inclusive acima do patamar do segundo trimestre de 2019”, disse em nota o presidente da companhia, Gustavo Estrella.

As vendas de energia na área de concessão da empresa totalizaram 16.881 gigawatts-hora (GWh) no período, de acordo com a CPFL.

“Esse crescimento se deu principalmente na classe industrial, que registrou crescimento 27,4%, em função da recuperação da indústria em segmentos relevantes em nossas regiões”, afirmou o executivo, acrescentando que o segmento comercial teve avanço de 14,1% na comparação anual, mas permaneceu com valor negativo ante mesma etapa de 2019.

No segmento de geração, Estrella destacou um bom desempenho do vento nos parques eólicos da empresa, o que levou a um aumento de 38,2% na geração eólica, e ressaltou que os reajustes contratuais também favoreceram o resultado do trimestre, uma vez que boa parte deles estão atrelados ao IGP-M.

A CPFL ainda reportou receita operacional líquida de R$ 8,813 bilhões no trimestre encerrado em junho, alta de 34,3% no ano a ano, enquanto os investimentos avançaram em 57,2%, para R$ 1,019 bilhão.

brMalls (BRML3, R$ 9,60, -1,13%)

A administradora de shopping centers BR Malls registrou lucro líquido ajustado de R$ 57,127 milhões no segundo trimestre do ano, ante R$ 10,246 milhões no mesmo período de 2020, o que representa uma alta de 457,6%.

O Ebitda ajustado somou R$ 140,12 milhões, aumento de 188,4% sobre a mesma base de comparação. A margem Ebitda passou de 26,2% no segundo trimestre de 2020 para 53,5% no mesmo trimestre deste ano.

A receita líquida no intervalo foi de R$ 261,872 milhões, alta de 41,1% sobre abril a junho de 2020.

As vendas totais no trimestre atingiram R$ 3,48 bilhões, aumento de 346% quando comparado ao mesmo período do ano anterior. O indicador de vendas mesmas lojas (SSS) diminuiu 25,3% no trimestre na comparação com 2019.

“Os resultados dos shoppings listados no trimestre foram melhores do que o esperado, especialmente em termos de uma recuperação da receita de aluguel antes do esperado, o que também aconteceu no caso da brMalls. Esperamos que o segundo semestre continue a tendência e até o nosso ponto de preocupação neste trimestre – a inadimplência – deve apresentar uma recuperação gradual”, aponta o BBI, que possui recomendação neutra para o BRML3 e R$ 13,50 por ação de preço-alvo.

Light (LIGT3, R$ 15,26, +4,66%)

A distribuidora de energia Light teve lucro líquido de R$ 3,2 milhões no segundo trimestre de 2021, ante prejuízo líquido de R$ 44,7 milhões registrado no segundo trimestre de 2020.

A receita líquida da companhia foi de R$ 3 bilhões no segundo trimestre de 2021, alta de 27,7% frente os R$ 2,35 bilhões no mesmo período de 2020.

SLC (SLCE3, R$ 43,40, -0,23%)

A SLC Agrícola registrou lucro de R$ 447,2 milhões no segundo trimestre, mais do que o dobro (alta de 128,1%) dos R$ 196,1 milhões de um ano antes.

Na mesma base de comparação, a receita líquida subiu 85,5%, chegando a R$ 1 bilhão nos três meses, como resultado do aumento de preços em todas as culturas, combinado ao maior volume faturado de algodão e soja.

Com isso, o resultado operacional medido pelo Ebitda – sigla em inglês do lucro sem os descontos de despesas com a dívida, impostos, depreciação e amortização – ficou em R$ 755,3 milhões, também mais de duas vezes acima (alta de 113,2%) da cifra apurada no segundo trimestre do ano passado.

O resultado final da empresa contou ainda com alta de 52,9% no cálculo do valor justo dos ativos biológicos da companhia, que reflete a expectativa de retorno das lavouras que passam por transformação biológica relevante.

Mahle Metal Leve (LEVE3, R$ 34,37, +4,91%)

A Mahle Metal Leve teve lucro líquido R$ 170 milhões no segundo trimestre de 2021, ante prejuízo de R$ 39,5 milhões no mesmo período de 2020.

A receita líquida de vendas subiu 146,4%, a R$ 360,9 milhões.

O Bradesco BBI avaliou os resultados da Mahle Metal Leve como acima do esperado. O Ebitda ajustado no segundo trimestre de R$ 194 milhões é superior àquele do mesmo período de 2020, de R$ 9 milhões, e equivalente a 69% daquele do mesmo período de 2019, e acima da expectativa do Bradesco, de R$ 109 milhões.

O Bradesco mantém avaliação underperform (perspectiva de desempenho abaixo da média do mercado), mas elevou o preço-alvo de 2022 de R$ 21 para R$ 24, incorporando os resultados do trimestre em seu modelo de valoração, e elevou a estimativa para 2021 em 53%, e de 2022 a 44% por conta de créditos fiscais e margem Ebitda acima do esperado no primeiro semestre.

Ser (SEER3, R$ 14,15, -7,52%)

A Ser Educacional teve lucro líquido de R$ 25,6 milhões no segundo trimestre de 2021, 53,0% abaixo frente o lucro líquido de R$ 54,7 milhões apurado no segundo trimestre de 2020.

A receita líquida foi de R$ 734,8 milhões no segundo trimestre de 2021, alta de 18,2% em relação aos R$ 621,8 milhões no mesmo período de 2020.

O Ebitda totalizou R$ 107,8 milhões, 19,4% menor sobre o Ebitda de R$ 133,6 milhões em igual período do ano passado.

A XP apontou que a Ser divulgou um conjunto misto de resultados com uma receita líquida 12% acima do esperado ofuscada por uma queda de lucro líquido, principalmente devido a despesas não recorrentes e resultado financeiro pior do que o esperado (juros mais baixos na mensalidade e descontos maiores);

A companhia apresentou fortes indicadores operacionais com um número de alunos 3% acima do esperado devido a aquisições e EAD, com ticket médio 8% acima da expectativa da XP. No entanto, o Ebitda ajustado de R$ 97 milhões ficou 10% abaixo das estimativas da XP, principalmente devido a maiores despesas com marketing e pessoal.

“O resultado sem brilho nos leva a reiterar nossa recomendação neutra e preço-alvo de R$ 17 por ação”, aponta.

Grupo SBF (SBFG3, R$ 33,92, -2,19%)

O Grupo SBF, controlador da Centauro, registrou lucro líquido de R$ 24,078 milhões no segundo trimestre de 2021, revertendo o prejuízo de R$ 102,287 milhões registrado um ano antes.

Entre abril e junho, o Ebitda somou R$ 169,394 milhões, também revertendo o indicador negativo de R$ 46,759 milhões na comparação anual. No critério ajustado, a empresa teve Ebitda de R$ 149,809 milhões e R$ 93,169 milhões (ex-IFRS), revertendo os resultados negativos de R$ 37,544 milhões e R$ 84,858 milhões, respectivamente.

A companhia atingiu receita líquida de R$ 1,122 bilhão no trimestre, alta anual de 369,1%. A dívida líquida foi de R$ 473,995 milhões, enquanto a alavancagem medida por dívida líquida ajustada por Ebitda foi de 1,59x, ante caixa líquido de R$ 917,713 milhões e -2,19x no ano anterior.

A empresa apresentou um resultado financeiro negativo de R$ 44,6 milhões no segundo trimestre, devido ao aumento de despesas financeiras no trimestre devido ao maior endividamento da companhia, justificado pelas dívidas tomadas para aquisição de Fisia e para reforço de caixa devido à pandemia. O fluxo de caixa operacional foi negativo em R$ 224,3 milhões.

Alliar (AALR3, R$ 9,44, -7,63%)

A rede de medicina diagnóstica Alliar lucrou R$ 10,4 milhões no segundo trimestre de 2021, ante do prejuízo de R$ 84 milhões apurado um ano antes.

O Ebitda foi de R$ 64,8 milhões, com margem de 22,9%, ante Ebitda negativo de R$ 34,4 milhões e margem de -26,5% um ano antes.

A receita líquida subiu mais de 100%, a R$ 283 milhões, puxada pelo crescimento de exames de imagem que totalizaram receita bruta de R$ 247,6 milhões, avanço de 116,8%.

Alper (APER3, R$ 46,47, +0,,80%)

A Alper registrou um lucro líquido ajustado de R$ 1,725 milhão no segundo trimestre de 2021, alta de 201% na base de comparação anual.

A receita líquida saltou 43,5%, a R$ 32,695 milhões. O Ebitda ajustado subiu 114%, para R$ 6,238 milhões, enquanto a margem Ebitda avançou 6,3 pontos percentuais, a 19,1%.

Alphaville (AVLL3, R$ 26,89, +3,42%)

A Alphaville teve queda de 32,3% seu prejuízo líquido no segundo trimestre deste ano ante igual período de 2020, passando R$ 116,3 milhões para R$ 78,7 milhões, com valores  atribuíveis aos controladores.

A receita líquida foi R$ 22,2 milhões negativos para R$ 69,3 milhões em abril a junho de 2021.

Arezzo (ARZZ3, R$ 91,44, -1,44%)

A Arezzo teve lucro líquido atribuível aos sócios controladores de R$ 132,5 milhões no segundo trimestre deste ano, ante o prejuízo de R$ 82,3 milhões registrado no mesmo período de 2020.

A receita líquida saltou 258%, a R$ 553 milhões.

O Ebitda ajustado foi de R$ 84 milhões, ante resultado negativo de R$ 72,1 milhões em igual período de 2020. A margem ajustada cresceu 12 pontos percentuais, para 15,2%.

A XP aponta que a Arezzo registrou resultados sólidos no segundo trimestre, com Ebitda 9% acima das estimativas, impulsionado por margens brutas mais altas e menores despesas de SG&A.

Os principais destaques foram: (i) sólido desempenho de vendas, com vendas brutas 40,5% acima dos níveis de 2019, principalmente explicadas pela Reserva e Vans (com um crescimento orgânico estimado em alta de 7% e vendas ex-Reserva/Vans estagnadas vs 2019); e (ii) rentabilidade sólida, com expansão da margem bruta em funçao de vendas maiores da AR&Co, penetração do comércio eletrônico e menores promoções, e expansão da margem Ebitda com alavancagem operacional.

BMG 

O banco BMG teve lucro recorrente de R$ 85 milhões no segundo trimestre, 15,2% menor frente igual período do ano passado e baixa de 2,9% ante o primeiro trimestre.

A margem financeira foi de R$ 924 milhões, com retração de 8,3% na comparação anual e de 2,2% na trimestral.

O ROAE (retorno ajustado anualizado) foi de 8,8% no segundo trimestre, ante 9,0% no primeiro trimestre.

Wiz (WIZS3, R$ 15,48, -2,82%)

A plataforma de distribuição de seguros e produtos financeiro Wiz Soluções teve lucro líquido ajustado de R$ 84,6 milhões no segundo trimestre de 2021, alta de 66,8% na comparação anual.

A receita bruta foi de R$ 244,8 milhões, alta de 44,5% em relação ao mesmo intervalo do ano passado. O Ebitda ajustado subiu 43,8%, a R$ 109,5 milhões.

Bradespar (BRAP4, R$ 70,10, +1,07%)

A Bradespar, holding que detém participação na Vale, teve lucro de R$ 2,24 bilhões no segundo trimestre, alta de 673% frente os R$ 290,8 milhões registrados no mesmo período de 2020.

Grupo Mateus (GMAT3, R$ 7,15, -2,99%)

O Grupo Mateus, empresa de varejo que atua no Norte e Nordeste do País, apresentou lucro líquido ajustado de R$ 191 milhões no segundo trimestre, apontando leve queda de 2,5% ante o mesmo intervalo de 2020. A receita líquida no período somou R$ 3,724 bilhões, 28,9% maior que a de um ano atrás.

A companhia destaca a abertura de 45 lojas nos últimos 12 meses, das quais 20 estão em novas cidades e um ganho de 10% de participação em venda bruta com as inaugurações.

O Ebitda ajustado somou R$ 248 milhões, indicando queda de 2,5% ante o segundo trimestre de 2020, ao passo que no critério ajustado alcançou R$ 255 milhões, uma leve alta de 0,5%. A margem Ebitda ajustada caiu 1,9 ponto porcentual, para 6,8%.

O resultado financeiro ficou em R$ 13,3 milhões, com uma queda de 60,1% sobre o segundo trimestre de 2020. Entre abril e junho, as despesas do grupo com vendas representaram 8,9% da receita líquida, contra 6,7% de um ano antes. Esse aumento, acrescenta a companhia, pode ser atribuído, principalmente, ao crescimento da venda bruta em mesmas lojas e à boa performance das 45 lojas inauguradas.

A XP aponta que o Grupo Mateus reportou resultados sólidos do segundo trimestre de 2021, acima das estimativas dos analistas. O principal destaque do resultado foi o crescimento do faturamento em 29% na comparação anual, principalmente impulsionado pela forte abertura de lojas da companhia (45 novas lojas nos últimos doze meses e 12 entre abril e junho).

Apesar de apresentar uma pressão de margem bruta (queda de 0,8 ponto na base anual), a companhia conseguiu expandir a margem Ebitda (alta de 0,2 ponto na base anual) através de alavancagem operacional e controle de despesas, apesar de maiores despesas com a transferência da operação do CD de Belém do Pará para Santa Isabel. A companhia apresentou uma queima de caixa de R$ 28 milhões, explicada principalmente pelos investimentos associados ao seu plano de expansão.

Paraná Banco

O lucro líquido do Paraná Banco somou R$ 43,5 milhões no segundo trimestre, queda de 15% em relação ao primeiro trimestre, mas aumento de 173,6% em um ano.

O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) foi a 14% em junho, redução de 3,4 pontos na comparação trimestral e incremento de 8,5 pontos percentuais em 12 meses.

Track&Field (TFCO4, R$ 16,10, -0,80%)

A Track&Field teve lucro líquido de R$ 13,4 milhões no segundo trimestre de 2021, ante prejuízo líquido contábil de R$ 1,38 milhão em igual período de 2020.

O Ebitda ficou em R$ 20,1 milhões, com margem de 21,3%, mais de 19 vezes o resultado do mesmo trimestre ano anterior. O Ebitda ajustado totalizou R$ 17,8 milhões.

TC (TRAD3, R$ 10,99, -8,42%)

O TC (Traders Club) teve lucro líquido ajustado de R$ 1,1 milhão no segundo trimestre, queda de 8,4% em relação aos três primeiros meses de 2021 e 72,3% menor em comparação ao mesmo período de 2020. Depois de uma margem Ebitda de 62% 12 meses atrás, a métrica caiu para 4,9%.

As receitas líquidas subiram 60,8% no trimestre e 196% em 12 meses, para R$ 23,2 milhões, com efeito do aumento do número de assinaturas e do lançamento de planos de maior valor agregado (o TC Premium). Contudo, contratações para posições chave na fase pré-IPO reduziram a margem e pesaram no desempenho, destacou o CEO do TC, Pedro Albuquerque Filho.

Dasa (DASA3, R$ 54,95, -0,54%)

A Dasa reverteu o prejuízo de R$ 343 milhões registrados no segundo trimestre de 2020 e apurou lucro líquido ajustado (que inclui impactos da Covid-19, efeitos não recorrentes e stock options) de R$ 451 milhões entre abril e junho deste ano.
A receita operacional bruta totalizou $ 2,8 bilhões no período, aumento de 104,8% na base trimestral e recorde para a companhia.

O Ebitda ajustado no período foi de R$ 591 milhões, ante resultado negativo de R$ 79 milhões um ano antes. Já a margem ajustada veio em 22,7%, contra margem negativa de 6,3% no segundo trimestre de 2020.

Eletromidia (ELMD3, R$ 17,70, -7,23%)

A Eletromidia encerrou o segundo trimestre de 2021 como prejuízo líquido de R$ 10,6 milhões, uma melhora de 71,5% em relação ao prejuízo de R$ 37,3 milhões registrado no mesmo período do ano passado.

Entre abril e junho deste ano, a companhia teve uma receita líquida de R$ 70,9 milhões, crescimento de 354,8% ante os R$ 15,6 milhões apurados nos mesmos meses de 2020.

Já o Ebitda ajustado veio em R$ 9 milhões, crescimento de 134% na base anual, com margem Ebitda de 12,6%.

Mills (MILS3, R$ 8,08, +2,54%)

A Mills Estruturas e Serviços de Engenharia registrou lucro líquido de R$ 19,9 milhões no segundo trimestre deste ano, revertendo prejuízo de R$ 12,5 milhões apurado um ano antes.

Entre abril e junho de 2021, a receita líquida totalizou R$ 172,4 milhões, alta de 75,4% em relação aos R$ 98,3 milhões apurados no mesmo período de 2020.

O Ebitda ajustado somou R$ 61,9 milhões, 201,4% acima dos R$ 20,6 milhões registrados um ano antes.

A companhia também aprovou a distribuição de R$ 20,1 milhões de Juros Sobre Capital Próprio (JC) antecipados referentes ao lucro líquido no primeiro semestre, que serão pagos no terceiro trimestre deste ano.

Multilaser (MLAS3, R$ 10,50, +0,48%)

A Multilaser Industrial encerrou o segundo trimestre de 2021 com lucro líquido de R$ 202,3 milhões, alta de 122,9% em relação aos R$ 90,7 milhões registrados um ano antes.

A receita líquida da companhia teve queda de 11,8% na base anual, para R$ 1,2 bilhão, enquanto o Ebitda somou R$ 186,4 milhões, ante R$ 98,9 milhões no segundo trimestre de 2020 – alta de 88,6%.

Neogrid (NGRD3, R$ 6,24, +8,90%)

A Neogrid registrou lucro líquido de R$ 8,9 milhões no segundo trimestre deste ano. O resultado representa um aumento de 461,7% em relação ao lucro de R$ 1,6 milhão registrado um ano antes.

A receita líquida da companhia totalizou R$ 58,7 milhões entre abril e junho deste ano, crescimento de 16,7% na base anual.

No período, o Ebitda somou R$ 12,3 milhões, 27,5% acima dos R$ 9,7 milhões registrados no mesmo trimestre de 2020. Já a margem Ebitda ficou em 21% no último trimestre – aumento de 1,8 ponto percentual na base anual.

Springs Global ( SGPS3, R$ 9,69, -0,10%)

A empresa de lar e decoração Springs Global teve prejuízo líquido de R$ 37,8 milhões no segundo trimestre deste ano, ampliando o prejuízo de R$ 65,2 milhões registrado um ano antes.

A receita da companhia subiu 46,2% entre abril e junho deste ano, na base anual, para R$ 385 milhões.

Já o Ebitda veio em R$ 43 milhões, bem acima dos R$ 2,7 milhões no segundo trimestre de 2020. A margem Ebitda, por sua vez, ficou negativa em 9,8% — melhora de 15 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano anterior.

T4F (SHOW3, R$ 5,06, +0,80%)

Em mais um trimestre impactado pelo coronavírus, a empresa de entretenimento T4F registrou prejuízo líquido de R$ 14,6 milhões no segundo trimestre deste ano.

O resultado, contudo, representa uma melhora de 43% em relação ao prejuízo de R$ 25,6 milhões apurado um ano antes.

Excluindo efeitos não recorrentes, o prejuízo líquido foi de R$ 12 milhões no último trimestre.

A receita líquida da companhia ficou em R$ 1,6 milhão, queda de 41% na base anual, enquanto o Ebitda ajustado ficou negativo em R$ 9,7 milhões – melhora de 21% em relação ao mesmo período de 2020.

Technos (TECN3, R$ 2,79, +0,36%)

O Grupo Technos apurou lucro líquido de R$ 7,6 milhões no segundo trimestre deste ano, revertendo parte do prejuízo de R$ 17,3 milhões registrado um ano antes.

A receita líquida da companhia cresceu 329,2% ante o segundo trimestre de 2020, para R$ 76,5 milhões, enquanto o Ebitda ajustado somou R$ 17,5 milhões, com margem Ebitda ajustada de 22,9%.

Renova Energia ( RNEW4, R$ 3,05, -6,15%)

A Renova Energia, em recuperação judicial, encerrou o segundo trimestre de 2021 com prejuízo líquido de R$ 54,3 milhões, alta de 5,6% em relação ao prejuízo de R$ 51,5 milhões registrado no mesmo período de 2020.

A receita operacional líquida da companhia somou R$ 25,6 milhões, alta de 127,4% ante os R$ 11,3 milhões apurados um ano antes.

Já o Ebitda ajustado veio em R$ 3,3 milhões, queda de 91,1% ante o Ebitda de R$ 37,3 milhões registrado no mesmo período de 2020.

3tentos ( TTEN3, R$ 11,67, +3,37%)

A empresa do setor agrícola 3tentos mais que duplicou seu lucro líquido no segundo trimestre deste ano, para R$ 114,3 milhões. No mesmo período de 2020, a companhia havia registrado lucro de R$ 35 milhões.

Entre abril e junho deste ano, a empresa apurou uma receita operacional líquida de R$ 1,2 bilhão, crescimento de 52,3% na base anual, com destaque para o crescimento dos segmentos de insumos e indústria.

O Ebitda ajustado, por sua vez, somou R$ 99,7 milhões no segundo trimestre, alta de 74,1% ante o mesmo período de 2020, com margem Ebitda ajustado de 8,3%, aumento de 1,7 ponto percentual.

Triunfo ( TPIS3, R$ 2,60, -5,45%)

A Triunfo Participações e Investimentos teve prejuízo líquido da ordem de R$ 5 milhões no segundo trimestre deste ano, um aumento de 550% em relação ao lucro de R$ 1,1 milhão apurado um ano antes.

A receita líquida ajustada ficou em R$ 240,5 milhões, alta de 13,6% na base anual, enquanto o Ebitda ajustado somou R$ 94,8 milhões – alta de 5,8% ante os R$ 89,5 milhões registrados entre abril e junho de 2020.

Já a margem Ebitda veio em 39,4%, queda de 2,9 pontos percentuais na base de comparação anual.

Orizon [(ativo= ORVR3], R$ 24,46, -1,65%)

A Orizon encerrou o segundo trimestre deste ano com lucro líquido de R$ 6,4 milhões, queda de 74,4% em relação aos R$ 25 milhões apresentados no mesmo período de 2020.

No período, da receita líquida atingiu R$ 92,7 milhões, crescimento de 1,7% frente a registrada no segundo trimestre do ano passado sem créditos de carbono.

Segundo a companhia, os créditos de carbono gerados em 2021 serão negociados em “momento oportuno”, dado a tendência de valorização dos preços no mercado mundial.

O Ebitda ajustado totalizou R$ 37,6 milhões no período, alta de 23,8% na base anual, com margem Ebitda ajustado de 40,5%.

Unipar (UNIP6, R$ 100,70, -0,22%)

A Unipar Carbocloro, produtora de cloro, soda cáustica e fornecedora de PVC, teve  lucro líquido de R$ 246,97 milhões no segundo trimestre, quase 13 vezes acima do ganho registrado um ano antes.

O Ebitda foi de R$ 425,8 milhões, alta de  212,5% frente ao mesmo período de 2020 e queda de 24,6% em relação ao primeiro trimestre.

Westwing (WEST3, R$ 8,34, -4,79%)

A Westwing registrou um lucro líquido de R$ 596,6 mil no segundo trimestre de 2021, ante R$ 15,83 milhões em igual período de 2020.

O Ebitda Ajustado no trimestre foi negativo em R$ 3,3 milhões, melhora de R$ 1,4 milhão em relação ao primeiro trimestre de 2021, e redução de R$ 6,2 milhões em relação ao segundo trimestre de 2020, em função dos maiores investimentos na operação, apontou a companhia.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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