Resultado da varejista

Magazine Luiza (MGLU3) reverte prejuízo e tem lucro líquido ajustado de R$ 89 mi no 2º tri; vendas totais crescem 60,5%

Destaque ainda para o Ebitda ajustado da companhia, que foi de R$ 455,5 milhões, alta de 209,3% na comparação anual

Por  Equipe InfoMoney -

SÃO PAULO – O Magazine Luiza (MGLU3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 89 milhões no segundo trimestre de 2021, revertendo o prejuízo de R$ 62,2 milhões registrado no mesmo período de 2020, informou a companhia nesta quinta-feira (12).

Considerando os ganhos líquidos não recorrentes, o lucro líquido foi de R$ 95,5 milhões, ante prejuízo de R$ 64,5 milhões registrado entre abril e junho do ano passado.

No trimestre, as vendas totais, incluindo lojas físicas, e-commerce com estoque próprio (1P) e marketplace (3P) cresceram 60,5%, para R$ 13,7 bilhões, reflexo do aumento de 46,4% no e-commerce total e de 111,6% nas lojas físicas. O e-commerce atingiu R$ 9,8 bilhões e representou 72% das vendas totais.

“O excelente desempenho das vendas foi alcançado mesmo com parte das lojas físicas ainda fechadas em função da covid-19, principalmente no mês de abril”, apontou a companhia. Entre abril e junho, o Magalu expandiu sua participação de mercado em 3,7 pontos frente igual período de 2020, segundo a GFK.

As vendas do e-commerce do Magalu avançaram 46,4%, destaca a empresa, mesmo com uma forte base de comparação (crescimento de 181,9% no segundo trimestre de 2020). No e-commerce com estoque próprio as vendas evoluíram 40,1% e o marketplace contribuiu com R$ 3,0 bilhões, crescendo 63,3%.

“O forte ganho de marketshare foi impulsionado pela excelente performance do app, com 32 milhões de usuários ativos mensais. Também contribuíram a entrega mais rápida do varejo, a evolução do marketplace e o crescimento das novas categorias”, afirma a companhia.

O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado da companhia foi de R$ 455,5 milhões, alta de 209,3% na comparação anual, resultado que a companhia atribui ao crescimento das vendas e a diluição das despesas operacionais.

Já a margem Ebitda (Ebitda sobre receita líquida) ajustada foi de 5,1%, um aumento de 2,5 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano anterior.

No trimestre, a geração de caixa operacional foi de R$ 401,8 milhões, influenciada pelos resultados positivos e pela variação do capital de giro.

Nos últimos 12 meses, o fluxo de caixa das operações, ajustado pelos recebíveis de cartão de crédito, atingiu R$ 900 milhões. Em junho de 2021, a posição de caixa líquido ajustado foi de R$ 3,8 bilhões e a posição total de caixa ajustado foi de R$ 6,1 bilhões. Incluindo os recursos da oferta subsequente de ações concluída em julho de 2021, a posição total de caixa ajustado seria de R$ 10 bilhões.

Em junho de 2021, a base de cartões de crédito emitidos pela Luizacred atingiu a marca de 6 milhões, incluindo o Cartão Luiza e o recém-lançado Cartão Magalu, crescendo 19,5% comparado a junho de 2020. O faturamento (TPV) de cartão de crédito cresceu 63% no trimestre, a R$ 9,6 bilhões, e a carteira de cartão de crédito alcançou R$ 13,5 bilhões ao final do período. Em junho de 2021, o MagaluPay chegou a 3,3 milhões de contas abertas.

Expansão logística

Além dos resultados trimestrais, o grupo varejista anunciou nesta quinta-feira que pretende dobrar sua área de logística de entregas até 2023 para 2 milhões de metros quadrados, com 450 centros de distribuição e a inauguração de mais 341 lojas.

No prazo de dois anos, a empresa prevê elevar de 185 para 450 os hubs logísticos e centros de distribuição, enquanto o total de lojas subirá de 1.339 para 1.680 lojas.

(com Reuters)

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