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Ibovespa cai 0,94%, na 3ª baixa seguida e na contramão do exterior, com noticiário político e corporativo

Notícias do cenário interno, bem como questões corporativas, pesaram na Bolsa brasileira hoje

Fernando Lopes

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O Ibovespa terminou com baixa de 0,94% nesta quinta-feira (18), aos 127.315 mil pontos, na contramão do exterior e no terceiro pregão seguido de queda.

Por aqui, a medida provisória (MP) da reoneração segue no foco. Além disso, investidores torceram o nariz para o relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), que afirmou que as receitas do Orçamento 2024 estão superestimadas e que o déficit zero será bem difícil de alcançar.

Nova York até tentou ajudar. Por lá, os índices avançaram com amplitude, com Nasdaq apoiada pela Apple (AAPL34). Wall Street subiu, apesar do avanço dos Treasuries mais longos.

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O dólar ficou praticamente estável, com alta de 0,02%, a R$ 4,930 na compra e a R$ 4,931 na venda.

Ibovespa hoje recua com noticiário corporativo

Uma série de notícias mexeu com o mercado hoje. A mais entrondosa delas veio com a sugestão de fusão entre as duas petroleiras juniores, 3R Petroleum (RRRP3) e Petrorecôncavo (RECV3), que poderia criar uma gigante onshore. Os investidores claramente se animaram: as duas ações figuraram entre as mais negociadas do dia e dipararam, com 7,62% e 11,70%, respectivamente.

Teve mais. A Energisa (ENGI11) confirmou a intenção de follow-on de R$ 2 bi. Mas nesse caso a reação foi negativa, com queda de 5,34%.

Em outro setor, Hapvida (HAPV3) caiu 6,98%, com o grupo de saúde sob acusação de descumprir sistematicamente decisões judiciais favoráveis aos seus beneficiários, e com o Ministério Público de SP iniciando uma investigação sobre o caso. Analistas entendem que caso pode trazer ruídos para a ação.

A Vale (VALE3) agora é a bola da vez das intenções do governo federal. No processo que envolve potenciais mudanças no comando da mineradora, em decisões a serem tomadas até o final deste mês, o nome de desejo do governo para presidir é o do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. As ações hoje oscilaram e ficaram no azul na maior parte do tempo, mas com a notícia se espalhando, fecharam com queda de 0,65%, mínima do dia.

Notícias do outro lado do mundo também impactaram, com o minério de ferro se recuperando, embora analistas enxerguem uma trajetória de queda para a commodity.

Eletrobras (ELET3) e Petrobras (PETR4) caem

O governo federal também voltou a falar sobre a privatização da Eletrobras (ELET3), que caiu 2,33%. Lula novamente criticou a privatização, chamando-a de “escárnio”.

Já Petrobras (PETR3;PETR4) terminou em quedas de 0,74% e 0,40%, apesar da alta robusta do petróleo internacional hoje. O movimento veio na cautela pela espera do pronunciamento do presidente da companhia, pouco antes do encerramento do pregão.

Magazine Luiza (MGLU3) despenca

Os varejistas tiveram um dia difícil, salvo raras exceções. Os nomes mais pesados caíram, como foi o caso de Magazine Luiza (MGLU3), que terminou com baixa de 6,98%, no limite de perder o patamar dos R$ 2.

Lojas Renner (LREN3) desceu 1,73%, Grupo Soma (SOMA3) recuou 2,52% e Casas Bahia (BHIA3) desvalorizou 1,47%.

Os DIs (juros futuros) deram sua contribuição, embora tenham terminado o dia de forma mista e sem grandes amplitudes.

Fernando Lopes

Cobriu o setor de energia e foi editor do semanário Gazeta Mercantil Latino-Americana até 2000. Foi editor de Agro no Valor Econômico até fevereiro de 2023.