Destaques do mês

As 5 maiores baixas e as 5 maiores altas do Ibovespa no mês de abril

Poucos destaques de alta, com PetroRio na ponta, e muitos destaques de baixa, com varejistas e techs entre as maiores quedas, marcaram o mês

Por  Lara Rizério

Cenário de inflação persistente pelo mundo e sinalizações de forte aperto monetário (principalmente pelo Federal Reserve), receios sobre a economia global com corte para projeções de crescimento da atividade econômica, lockdowns na China e seus impacto na cadeia logística realimentando uma inflação já explosiva.

Esses foram alguns dos fatores que levaram o Ibovespa a cair 10,1% em abril, a baixa mais expressiva em um período de um mês desde março de 2020, desde o período inicial da pandemia no país.

Com isso, mais uma vez, as empresas de tecnologia e de varejo foram as mais penalizadas em meio ao cenário de alta de juros, uma vez que companhias desses setores possuem fluxos de caixa mais longos, levando a um maior desconto das ações em meio a maiores taxas. Contudo, a baixa foi praticamente generalizada no mercado, com apenas 13 entre 91 ações do Ibovespa fechando com ganhos. Por outro lado, 16 ações do índice fecharam o período com queda de mais de 20%.

Confira os destaques de baixa e os poucos de alta do mercado em abril:

Locaweb (LWSA3): baixa de 29,01% no mês

O ambiente de alta de juros com perspectivas de um aperto maior na política de juros pelo Federal Reserve afetou o Nasdaq e neste mês e, por tabela, impactando as empresas de crescimento, como de tecnologia, por aqui. Neste contexto, está a Locaweb, que também foi afetada em meio a perspectivas piores para a companhia após o resultado do quarto trimestre de 2021. As ações LWSA3 fecharam em queda de 29,01%, a R$ 7,17, e já acumulam desvalorização de 45,52% no ano.

No final do mês passado, os analistas do Bradesco BBI fizeram um duplo rebaixamento de recomendação para a ação LWSA3, de outperform (desempenho acima da média do mercado, equivalente à compra) para underperform (desempenho abaixo da média do mercado, equivalente à venda), além de cortar o preço-alvo de R$ 17 para R$ 7.

A recomendação foi cortada após os resultados do 4T21, com a divulgação de números que não agradaram os investidores e levaram as ações a caírem cerca de 7% na sessão pós-balanço. A companhia registrou prejuízo de R$ 7,2 milhões no quarto trimestre de 2021, impactada por aquisições. Em teleconferência, ela ainda se mostrou mais cautelosa ao destacar perspectivas para novas compras em meio ao custo de capital ainda alto.

O BBI destacou que a revisão foi feita em função de um cenário mais fraco do que o esperado para margens em 2022, pois os analistas acreditam que a maior parte da alavancagem operacional e das sinergias das empresas recentemente adquiridas provavelmente serão capturadas apenas mais adiante em comparação com as expectativas iniciais, melhorando apenas em 2023.

Já neste mês, o Credit Suisse cortou o preço-alvo da ação, de R$ 14 para R$ 12, mas manteve recomendação equivalente à compra. Para os analistas, a empresa combina uma forte tese estrutural, um valuation de curto prazo que começa a se tornar atraente, um sólido potencial de valorização e um ponto de inflexão esperado nas tendências da margem Ebitda nos próximos trimestres.

Varejistas de e-commerce, mais uma vez em baixa

Persistência da inflação, impactando ainda mais o consumo de bens (principalmente aqueles de maior valor), alta de juros e a migração de investidores para outros setores vistos como mais atrativos na Bolsa – como de commodities – levaram as varejistas a registrarem mais um mês de queda, ainda que o cenário mais negativo para o setor pareça ter passado.

De qualquer forma, analistas ainda não veem motivos para muito ânimo, ainda mais com o cenário macroeconômico ter se desenhado como ainda mais desafiador neste mês.

Via (VIIA3) fechou em queda de 28,78% no mês, enquanto Magazine Luiza (MGLU3) teve baixa de 28,45%. Americanas (AMER3) ficou fora das 5 maiores baixas, mas ainda assim encerrou o período com queda de 26,49%.

A XP espera que os resultados do 1T22 das companhias de e-commerce sigam fracos, uma vez que devem seguir pressionados pelo macro desafiador. Isso apesar de uma potencial melhora na dinâmica de margem, uma vez que as companhias aumentaram suas taxas de comissão a partir de 2022. Além disso, o varejo físico deve apresentar uma melhora sequencial, uma vez que março de 2021 possui uma base fraca (2ª onda da Covid).

Também para o Bradesco BBI, no segmento de varejo, as categorias de tíquete alto permanecem sob pressão: eles esperam que o crescimento do comércio eletrônico diminua no primeiro trimestre de 2022, mas também veem sinais de recuperação de margem – particularmente em Magazine Luiza (MGLU3) e Via (VIIA3) – uma vez que a administração das companhias fez ajustes para se adequar à realidade de um ambiente de demanda mais fraco.

Os analistas esperam que a Americanas (AMER3) registre a maior taxa de crescimento de volume de mercadoria bruta (GMV, na sigla em inglês). A XP também avalia que, apesar da operação de e-commerce da Americanas ter enfrentado desafios por conta do impacto do ataque cibernético no trimestre, espera que ela continue a ter uma performance superior frente seus pares por conta de sua menor exposição a bens duráveis.

Banco Inter (BIDI11: fatores macro e micro afetam desempenho da ação

Mesmo com a notícia de retomar a migração para a Nasdaq gerando ânimo para os papéis em algumas sessões seguintes ao anúncio, as units do Banco Inter tiveram queda expressiva no mês, tanto em meio ao cenário macro quanto com os investidores atentos aos desafios da instituição financeira. Em abril, a queda foi de 28,44%, a R$ 15,17.

Durante o mês, a companhia divulgou a sua prévia operacional referente ao primeiro trimestre de 2022. Ela mostrou um aumento de 82% na base de clientes no primeiro trimestre ante igual período do ano anterior.  Contudo, de acordo com analistas de mercado, em linhas gerais, os números vieram fracos, com desaceleração na originação de crédito e no volume transacionado em cartões.

Para o Bradesco BBI, embora possa ver uma recuperação ao longo do ano, o momento de curto prazo ainda parece muito desafiador, principalmente nos resultados de crédito. Além disso, acredita que as provisões no trimestre podem permanecer altas (potencialmente chegando a cerca de R$ 200 milhões no trimestre) pesando, em última análise, nos resultados. “Vemos riscos de queda para o lucro líquido de consenso, estimado em R$ 244 milhões para 2022”, avaliam os analistas do banco.

Os resultados completos devem ser divulgados em 16 de maio, após o fechamento do mercado.

Natura (NTCO3): expectativa por resultados (fracos)

Além do cenário de altas de juros restringindo o consumo e de maior aversão ao risco do mercado, alguns fatores pontuais levaram a uma queda expressiva das ações da Natura (NTCO3) no mês de abril, com baixa de 28,45, a R$ 18,59.

Em apenas um pregão, do último dia 20 de abril, as ações tiveram uma queda de 15,57% em meio a rumores do que a princípio poderia ser um vazamento do resultado, a ser divulgado no dia 5 de maio, e que ele teria sido abaixo do esperado. Contudo, a companhia esclareceu que não houve vazamento do balanço em si, mas que teve conversas com analistas de sell-side para discutir seu resultado referente ao primeiro trimestre de 2022, chamando os especialistas do mercado para alinhar as expectativas com os números, visando uma queda menor das ações.

Isso em um contexto em que  vem sofrendo com o aumento de custos e pressão nas margens nos últimos resultados, e a
guerra entre Ucrânia e Rússia prejudica ainda mais suas operações internacionais. Porém, segundo as notícias, o nível de detalhamento de dados não divulgados foi acima do comum, além de as conversas terem ocorrido ao longo do dia, gerando grande assimetria de informações no mercado, conforme destacou na ocasião a Levante Ideias de Investimentos.

Assim, de forma a amenizar a situação, a Natura divulgou fato relevante no dia seguinte (21) com dados preliminares do 1T22. Segundo a companhia, “as informações divulgadas na mídia refletiam as inferências e projeções dos próprios analistas de mercado”, não sendo ela a responsável por essas projeções.

Após o imbróglio envolvendo a má-comunicação com o mercado e a divulgação de sua prévia operacional, a perspectiva é de um trimestre fraco para a Natura. A empresa estima que sua receita líquida apresente uma retração entre 12,7% a 13,3% no ano contra ano, de modo que atinja cerca de R$ 8,2 bilhões no trimestre. Ainda, sua margem Ebitda (Ebitda sobre receita líquida) ajustada deverá recuar entre 2,9 e 3,2 pontos percentuais na comparação anual, de modo a registrar entre 7 e 7,3% no 1T22.

Após a apresentação dos números, o Citi rebaixou a recomendação da ação ordinária da fabricante de cosméticos, destacando que os desafios de curto e médio prazos são maiores do que os analistas do banco projetavam. A ação teve recomendação cortada de “compra” para “neutra”, enquanto o preço-alvo do papel foi reduzido a R$ 26

 

Confira as maiores baixas do Ibovespa em abril:

EmpresaTickerCotaçãoVariação
LocawebLWSA3R$ 7,17-29,01%
ViaVIIA3R$ 2,97-28,78%
Magazine LuizaMGLU3R$ 4,88-28,45%
Banco InterBIDI11R$ 15,17-28,44%
Natura & CoNTCO3R$ 18,59-28,20%

 

Maiores altas

PetroRio (PRIO3) e 3R (RRRP3): petroleiras em destaques

Entre as maiores altas, estiveram as ações de duas companhias de petróleo: a PetroRio (PRIO3) em primeiro lugar, com avanço de 12,14% no período, a R$ 26,70, enquanto 3R Petroleum (RRRP3) ficou em quarto, com avanço de 10,47%, a R$ 46,23. Apesar da forte volatilidade no mês, os principais contratos futuros da commodity fecharam em alta, com o brent para julho avançando cerca de 3% no mês e acumulando alta de cerca de 40% no ano, com as preocupações sobre restrição de oferta se sobrepondo às perspectivas de menor demanda com revisões para baixo na economia mundial.

Porém, questões micro das empresas também foram importantes para definir o movimento na Bolsa. A PetroRio foi bastante impulsionada pelas perspectivas com a conclusão da compra da Albacora Leste, tida como um dos grandes catalisadores da companhia.

O Credit Suisse, por exemplo, elevou o preço-alvo para as ações PRIO3 de R$ 30 para R$ 35, com recomendação equivalente à compra, após a divulgação de detalhes sobre a compra do campo da Petrobras (PETR3;PETR4), que é vista como uma operação com potencial transformador para a produção da PetroRio. 

O ânimo foi ainda maior em meio às revisões nas projeções de produção e de investimento em capital da companhia.

Após os novos detalhes divulgados pela companhia, o Bradesco BBI chegou a um valor presente líquido para a operação de R$ 9 por ação, ante os R$ 4 estimados pouco depois do primeiro anúncio sobre a aquisição. Os analistas do banco destacaram que as principais mudanças em seus números ocorreram em meio: (1) ao valor e tempo de desembolso de capex, pois estavam assumindo apenas US$ 450 milhões em capex desembolsado em 2 anos; e (2) também a revisão do pico de produção para 66 mil bpd, ante estimativa prévia de 40 mil bpd. O BBI possui recomendação equivalente à compra para os ativos, com preço-alvo de R$ 45.

Atenção ainda para os próximos passos da companhia. Em entrevista ao InfoMoney, Bruno Menezes, gerente de novos negócios e M&A da PetroRio, destacou que a companhia continua em negociação com a Petrobras para a compra da Albacora Oeste e “espera uma conclusão num futuro próximo”, no que pode ser um novo catalisador para a petroleira.

Na sequência, as ações da 3R Petroleum (RRRP3) tiveram um forte desempenho, com a companhia aparecendo cada vez mais no radar dos investidores.

Recentemente, a XP classificou a 3R como “máquina de M&A [fusões e aquisições]”. A companhia tem como foco o redesenvolvimento de campos maduros em produção. O nome da empresa alude aos pilares Redesenvolver, Revitalizar e Repensar, que norteiam a estratégia de incremento de produção e reservas nos ativos.

Os analistas da XP apontam que, uma das mais jovens do setor junior de óleo e gás brasileiro, a 3R foi muito rápida na aquisição de vários campos onshore (em terra) e alguns offshore (no mar) do plano de desinvestimentos da Petrobras, com múltiplos de entrada muito baixos.

No começo de abril, uma notícia positiva: a 3R certificou o Polo Potiguar com 229 milhões de barris de óleo equivalente (boe) de reservas 2P. Com a certificação da Degolyer & MacNaughton (D&M) anunciada no dia dia 5, a 3R agora possui as maiores reservas entre as empresas listadas na América Latina, com 494 milhões de boe de reservas 2P, das quais 98% são de petróleo (acima de pares como PetroRio, PetroReconcavo, GeoPark, Frontera, Parex, Enauta, Canacol, Grand Tierra e Vista – esta última quando se olha para 1P, ou reservas provadas).

Leia também: Quais ações são as preferidas dos analistas para “surfar” na alta do petróleo? Mais alternativas entram no radar do mercado

“Este é um passo positivo para reduzir o risco Potiguar, que ainda não está incluído em nosso preço-alvo. Além de todo o potencial da Potiguar, acreditamos que o momento da aquisição foi positivo, pois aconteceu antes de toda a curva do preço do petróleo se valorizar”, aponta o BBI.

Já no final do mês, o Morgan Stanley destacou a companhia como a top pick do setor e elevou o preço-alvo de R$ 62,50 para R$ 96, de forma a incorporar os números do Polo em seu modelo.

CPFL (CPFE3): setor resiliente, perspectivas positivas

Em um mês de forte baixa para o Ibovespa, ações de setores mais defensivos, como de energia, apresentam maior resiliência, caso da CPFL, cuja ação avançou 12,02%, a R$ 36,15, no período. No início do mês, o Bradesco BBI ainda reiterou a sua recomendação de compra para a ação, elevando o preço-alvo de R$ 35 para R$ 39, destacando a ação como a de maior dividend yield (valor do dividendo sobre o preço da ação) no setor. A projeção do banco é de um dividend yield de 10,8% em 2022 e 11,3% em 2023, que deve continuar atraindo investidores de renda para comprar CPFL.

Os fundamentos permanecem sólidos, avaliam os analistas, com (i) o opex (despesas de manutenção) de suas distribuidoras
subindo perto da inflação do IPCA, mas a receita controlável subindo com a inflação pelo IGPM, muito alta em 2021; (ii) provável menor exposição a clientes saindo para o mercado “livre”; e (ii) seu negócio de geração com menos capacidade não contratada, o que significa menor exposição a, por exemplo, tarifas de eletricidade de longo prazo mais baixas.

Também no começo do mês, a CPFL Cone Sul, um dos braços do segmento de comercialização da CPFL, comprou a fatia de 32,66% da Eletrobras (ELET3;ELET6) na Companhia Estadual de Transmissão de Energia Elétrica (CEEE-T), em uma operação de R$ 1,1 bilhão.

“Vemos a aquisição como um importante avanço da companhia no segmento de transmissão de energia. A empresa ingressou no segmento com o arremate de 66% da participação da CEEE-T em julho de 2021 e teve a incorporação do ativo concluída em outubro do mesmo ano. A entrada em operação das linhas contribuiu para impulsionar o resultado do 4T21 da CPFL, de modo que esta se provou uma divisão de negócios interessante para a mesma. Por fim, a companhia já declarou estar interessada em participar nos dois leilões de transmissão de energia previstos para esse ano, previstos para junho e dezembro”, apontou a Levante.

Além disso, a companhia divulgará seus resultados no próximo dia 12 de maio e, na avaliação do Credit Suisse, ela pode ser um dos destaques positivos do setor, ajudada pelo ajustes de contratos pela inflação, entrada em operação/incorporação de novos ativos e gestão de custos.

Eletrobras (ELET3;ELET6): apesar de revés, ação fecha em alta no mês

Abril foi bastante agitado para a companhia, sendo que o seu catalisador em boa parte do mês foi a perspectiva de votação da segunda etapa da privatização pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Contudo, em sessão de 20 de abril, foi decidida a suspensão do julgamento, que deve ser retomado apenas em 18 de maio, segundo agenda do Tribunal, atrasando a oferta de ações proposta para o primeiro semestre. Isso porque os arquivamentos teriam que ser feitos com os resultados do 1T22, que estão previstos para 16 de maio.

Assim, esse atraso potencialmente move a oferta de capitalização proposta para a segunda metade de 2022, mais próximo das eleições de outubro, o que pode gerar volatilidade adicional aos mercados.

A Levante Ideias de Investimentos aponta que, nos bastidores do Ministério da Economia, entende-se que a concretização da desestatização está no limite de sua viabilidade, mas ainda há esperança de que a companhia seja vendida. Não há impeditivos legais para que a Eletrobras seja privatizada na janela entre junho e agosto, porém a proximidade com
as eleições e o calendário do hemisfério Norte são dois fatores que podem esvaziar a demanda pela operação.

Os analistas do Goldman permanecem com recomendação de compra das ações ELET3 e ELET6 com preço-alvo respectivo de 12 meses de R$ 46 e de R$ 51, pois ainda veem vantagens em seu cenário-base. Contudo, o cenário de capitalização implica em um potencial maior para os ativos, com projeção de R$ 65 a R$ 67,60 por ação ELET3  e R$ 71,80 e R$ 74,60 para ELET6, desbloqueando um valor muito maior.

As ações PNB da companhia, ELET6, fecharam abril com ganhos de 11,28%, a R$ 40,15.

Cielo (CIEL3): o pior já passou?

A Cielo registrou mais um mês positivo, com avanço de 9,32%, a R$ 3,40, após ter entrado na lista de maiores altas do Ibovespa no primeiro trimestre de 2022. Entre os catalisadores para o papel no trimestre passado, a companhia divulgou números acima das projeções, com analistas destacando positivamente o controle de custos e desempenho da Cateno, subsidiária da Cielo voltada para a gestão de cartões.

Já neste mês, a companhia informou ter concluído a venda da sua subsidiária Merchant E-Solutions, sendo pagos US$ 137 milhões referente à parcela fixa (upfront), ajustada conforme os termos previstos nos documentos da operação.
A transação compreende ainda uma parcela variável (earn-out), de até US$ 150 milhões, cuja apuração e efetiva realização estão sujeitos à verificação futura de determinadas premissas acordadas entre as partes.

A venda dos ativos foi bem avaliada pelo mercado, pois a MerchantE era a principal subsidiária fora do core-business da Cielo, linha que vinha pressionando os resultados consolidados da empresa. Além disso, trata-se de mais um movimento da empresa para simplificar sua estrutura societária, com a venda de ativos fora do negócio de adquirência (outro exemplo foi a recente venda da M4U), o que deve permitir que a administração disponha de mais tempo e energia para a recuperação da Cielo, segundo avaliaram os analistas do Itaú BBA ao comentar a alienação do ativo.

Os investidores também esperam pelos resultados do primeiro trimestre de 2022 da companhia, a serem divulgados no próximo dia 3 de maio. Os analistas do Safra esperam um bom trimestre para a empresa, com um bom Volume Total de Pagamentos (TPV) e ligeira recuperação de preços.

Confira as maiores altas do Ibovespa em abril:

EmpresaTickerCotaçãoVariação
PetroRioPRIO3R$ 26,70+12,14%
CPFLCPFE3R$ 36,15+12,02%
EletrobrasELET6R$ 40,15+11,28%
3R PetroleumRRRP3R$ 46,23+10,47%
CieloCIEL3R$ 3,40+9,32%

 

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