Como fazer empréstimo: um guia para tomar crédito consciente e bem informado

Os juros caíram e o crédito está mais barato. Mas como calcular um empréstimo e saber quando realmente vale a pena assumir o compromisso?

Quem não tem dinheiro suficiente para comprar à vista um bem ou um serviço que deseja ou de que necessita pode recorrer a empréstimos ou financiamentos. Eles são alternativas para “antecipar” o consumo quando não dá para – ou quando você não quer – esperar.

O crédito pode fazer frente a urgências (uma internação hospitalar ou a compra de medicamentos, por exemplo), a necessidades (como uma reforma na casa ou a troca da geladeira que pifou – ou até as mensalidades da faculdade), a sonhos (uma viagem para o exterior ou um automóvel) ou a desejos (uma bolsa nova, um relógio e outras milhares de possibilidades).

“Alguns itens, pelo montante, normalmente são adquiridos com dinheiro emprestado. O financiamento da casa própria é um exemplo”, diz o diretor de Economia da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Andrew Frank Storfer. “Mesmo que a pessoa esteja bem de vida, o valor é muito alto, então é natural que faça um financiamento”.

Você está em busca de um empréstimo e quer saber melhor como eles funcionam? Neste guia, o InfoMoney mostra os detalhes do crédito para pessoas físicas, explica quando vale a pena tomar dinheiro emprestado e ensina a fazer as contas. Confira:

1. Diferença entre empréstimo e financiamento
2. O que são juros
3. O que é score de crédito
4. Quais são os custos de um empréstimo?
5. Como calcular um empréstimo?
6. Tipos de empréstimo
• Cheque especial
• Cartão de crédito
• Empréstimo pessoal
• Crédito consignado
• Empréstimo com garantia
• CDC
• Financiamento de automóveis
• Financiamento imobiliário
• Fintechs
7. O que é refinanciamento
8. Quando vale a pena pegar um empréstimo?
9. Inadimplência e endividamento
10. Como fazer um empréstimo?
11. Como declarar empréstimos no Imposto de Renda

Diferença entre empréstimo e financiamento

Para começar, é importante entender a diferença entre dois termos muito comuns quando se fala de crédito: empréstimo e financiamento. O que distingue um do outro é a finalidade do dinheiro tomado.

No financiamento, há um objetivo específico definido em contrato, focado na compra de um bem determinado – como um imóvel ou um veículo. Já no empréstimo, o tomador usa os recursos como quiser.

Como o financiamento envolve uma garantia real – o próprio bem que será adquirido – o risco da transação é menor. Já o empréstimo pode não ter garantia nenhuma e, portanto, o risco da operação é maior.

Isso influencia na definição dos juros pela instituição financeira. Quanto maior o risco, maior a taxa.

Por outro lado, a obtenção de um financiamento costuma ser mais burocrática do que a de um empréstimo.

“É sempre uma melhor alternativa optar por um financiamento, dado este ter taxas menores”, diz Rodrigo Sivieri, professor de Mercado Financeiro e de Capitais da Trevisan Escola de Negócios. “Empréstimo deve sempre ser a última alternativa e pelo menor prazo de pagamento possível”, destaca.

Nos financiamentos, a forma de garantia mais comum é a alienação fiduciária. Nesse caso, a instituição financeira que financiou a compra fica com a propriedade do bem até a quitação da dívida, enquanto o tomador – quem pegou o dinheiro emprestado – tem a posse.

O que são juros

Os juros são a remuneração devida a quem empresta o dinheiro. Não confunda com a Selic, taxa básica de juros brasileira. A Selic entra no cálculo dos juros de mercado ao lado de outros fatores.

Além da Selic, que é uma referência do custo do dinheiro para toda a economia, a taxa final oferecida pelas instituições financeiras aos seus clientes envolve componentes como tributos, custos administrativos, risco e lucro.

Os juros de um empréstimo também inclui o “spread”, que, grosso modo, é a diferença dos juros que o banco paga no dinheiro que toma emprestado e a taxa que ele cobra ao emprestar.

“Essa composição, mais especificamente a inadimplência (risco) e a lucratividade das instituições, são os principais fatores que justificam o alto spread”, afirma Sivieri. “O Brasil é um dos países com maior spread de crédito”.

As taxas variam. O Banco Central disponibiliza em seu site informações sobre os juros cobrados por instituições de todo o país. A Anefac também faz uma pesquisa mensal de juros.

O que é score de crédito

O “score” de crédito é uma espécie de nota atribuída às pessoas pelos birôs de crédito, como Serasa e Boa Vista, com base no histórico de pagador. Quanto maior a pontuação de alguém, maior a possiblidade de que consiga crédito – e mais, pagando juros mais baixos.

Para Sivieri, o score de crédito retrata de maneira eficiente o risco que a instituição financeira corre em determinada operação. Desta forma, ela pode oferecer taxas menores para clientes com score maior e vice-versa. “A relação entre o score e o spread é inversamente proporcional”, destacou o professor.

Você sabe qual é o seu próprio score de crédito atualmente? Para verificar a pontuação gratuitamente, basta acessar os links dos principais birôs de crédito, informado o seu CPF.

Quais são os custos de um empréstimo?

O cálculo de um empréstimo leva em consideração diversas variáveis. Além dos juros e dependendo da operação, há itens como taxas de abertura de cadastro, taxa de análise de crédito, taxas administrativas, vistorias, avaliações, registros, seguros e tributos como o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

O conjunto de todas essas despesas é chamado de Custo Efetivo Total (CET).

Os juros geralmente respondem pela maior parte do CET, mas os outros encargos variam de situação para situação. Por isso, é essencial pesquisar os detalhes quando você estiver interessado em fazer um empréstimo.

Todos os itens devem estar discriminados em contrato, de forma transparente, antes de o tomador bater o martelo. Isso inclui também o cálculo utilizado para chegar ao valor final. “O CET permite que o tomador compare as opções ofertadas em iguais condições de abrangência, olhando para o custo total de cada opção”, explica Storfer.

Como calcular um empréstimo?

Diversas instituições – como o do Banco Central e o Serasa, por exemplo – oferecem ferramentas para calcular empréstimos.

Para ajudar os leitores a simular o valor das prestações de um crédito, o custo dos juros e o valor total da dívida, o InfoMoney também disponibiliza uma planilha para cálculo de empréstimos. A ferramenta foi elaborada por Lauro Araújo, mestre em finanças internacionais, assessor de investimentos e autor de livros como Guia de Investimentos e Saúde Financeira e Fique Rico e Viva Feliz.

Para fazer as simulações, é preciso inserir dados como o valor do empréstimo almejado, a taxa de juros mensal e o prazo do pagamento. Se houver taxas ou custos adicionais, a planilha calcula também a taxa efetiva. Além disso, com base nos dados do Banco Central e da Anefac, ela informa os juros médios de outras modalidades de crédito para consumo – e se os juros que você simulou estão acima ou abaixo do mercado.

Como calcular créditos e empréstimos?

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Tipos de empréstimo

Há diversos tipos de crédito disponíveis no mercado atualmente, cada um com características específicas e voltado para uma determinada necessidade. Conheça os principais abaixo:

Cheque especial

O cheque especial é o empréstimo que o banco faz automaticamente para cobrir sua conta quando ela fica negativa. Os juros cobrados nesta operação estão entre os mais altos do mercado. “Cartão de crédito e cheque especial são instrumentos criados para não serem usados”, sugere Storfer.

Segundo o diretor da Anefac, o cheque especial só deve ser utilizado em último caso e em situações pontuais. Por exemplo: se o valor e o prazo previsto para cobertura forem pequenos e não valer a pena buscar outro tipo de crédito. “Depende da urgência e do volume. Se precisar, use por um período curto, de no máximo de 15 dias”, diz.

Cartão de crédito

A mesma lógica vale para o cartão de crédito, que cobra juros de crédito rotativo ou parcelado quando a fatura não é paga integralmente. As taxas médias superam até as do cheque especial. “Cartão de crédito só vale a pena se você for pagar a fatura inteira e na data do vencimento”, ressaltou Storfer.

Empréstimo pessoal

O empréstimo pessoal é negociado diretamente com o banco ou financeira. A liberação do dinheiro, o montante e as condições de pagamento vão depender da análise da renda, do histórico de crédito e do relacionamento com a instituição. No caso dos bancos, o tomador normalmente precisa ser correntista.

Os juros das financeiras são, em média, mais altos que os dos bancos. “Se alguém deixou de pagar uma dívida de R$ 150 por um descuido, por exemplo, mas teve renda de R$ 60 mil no ano anterior, uma financeira não deixa de emprestar. Num banco, porém, quem está negativado não tem empréstimo”, diz Storfer.

Crédito consignado

A principal característica do crédito consignado é que o pagamento das parcelas é descontado diretamente da fonte de renda do tomador – como o salário ou a aposentadoria. “É o instrumento [de crédito pessoal] mais barato, pois o risco é muito baixo, justamente porque o desconto é feito automaticamente”, diz Storfer. Além disso, há prazos mais longos para o pagamento.

No entanto, não é todo mundo que pode usufruir desta modalidade. Ela é destinada a aposentados e pensionistas, funcionários públicos e trabalhadores de empresas privadas conveniadas com instituições financeiras.

O Banco Central divulga os juros cobrados por diferentes instituições de aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), trabalhadores do setor privado e funcionários públicos.

Empréstimo com garantia

No empréstimo com garantia o cliente oferece algo como garantia para dívida, que não precisa estar vinculada a um fim específico, como no caso dos financiamentos. Os juros são mais vantajosos e os prazos mais longos do que no empréstimo pessoal. “No empréstimo com garantia, a parcela do risco cai”, observa Storfer.

Veículos, imóveis, joias e até a carteira de investimentos, além de outros itens, podem ser utilizados como garantia. “Se a pessoa tem vários imóveis, por que não usar um como garantia?”, diz Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin).

O tradicional penhor é também um exemplo de crédito com garantia. Nesse tipo de empréstimo, o credor fica com um bem móvel ou semovente (animais de banco, como bovinos ou suínos, que representam um patrimônio) em garantia da dívida. A Caixa Econômica Federal é a única instituição brasileira que faz penhor de joias.

CDC

O Crédito Direto ao Consumidor (CDC) é um tipo de financiamento muito usado para a compra de bens de consumo duráveis. O crediário é um exemplo. No caso, a loja – geralmente vinculada a uma instituição financeira – vende a mercadoria a prazo, com juros. A garantia do empréstimo é o bem adquirido e taxas variam de acordo com a categoria do produto.

O crédito pré-aprovado que o banco oferece quando acessamos o caixa eletrônico, site ou aplicativo é também um CDC. Neste caso, a facilidade pode instigar a aceitação, mas vale avaliar se você precisa mesmo do dinheiro e, em caso positivo, se é possível negociar condições mais favoráveis com a instituição.

Financiamento de automóveis

O financiamento de veículos é realizado majoritariamente por CDC. É comum o dinheiro vir de instituições financeiras das montadoras. Neste caso, as taxas costumam ser mais baixas, porque o objetivo da operação é o lucro com a venda de automóveis, e não necessariamente com o crédito.

Outra forma de financiamento de veículos é o leasing, ou arrendamento mercantil, uma espécie de aluguel. A instituição financeira compra o carro e cede a posse ao cliente, que paga a contraprestação. O bem pode ser devolvido ou comprado pelo arrendatário ao final do contrato, com o pagamento de um valor residual. O prazo mínimo da operação é de 24 meses, as taxas são fixas e não incide IOF.

Financiamento imobiliário

É o empréstimo com fim específico de aquisição de um imóvel. “O financiamento imobiliário tem os juros mais baixos do mercado e os prazos mais longos, de até 35 anos”, diz Domingos.

Os financiamentos podem ser realizados pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH), que usa recursos da União, da Caderneta de Poupança e do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), ou pelo Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), cujo dinheiro vem da emissão de títulos imobiliários.

No SFH, o crédito não pode ultrapassar 80% do valor do imóvel, chegando a no máximo de R$ 1,5 milhão. O prazo para pagamento é de até 35 anos. A taxa de juros é fixa e de 12% ao ano, no máximo, mais a variação da taxa referencial (TR), que atualmente está em zero. Além disso, a parcela não pode comprometer mais do que 30% da renda do tomador.

No SFI, não há limite para valor do imóvel e o financiamento pode chegar a 90% do total. A taxa de juros pode ultrapassar os 12% ao ano e não há percentual máximo de comprometimento da renda pelas parcelas.

Fintechs

As instituições tradicionais têm hoje a concorrência das “fintechs”, como são chamadas as startups de tecnologia focadas em serviços financeiros. Elas podem ser uma boa opção na hora de obter crédito. “São alternativas mais baratas”, pontua Sivieri.

A grande diferença é que estas empresas não têm postos de atendimento físicos – tudo é feito online. Com isso, as plataformas têm custos operacionais reduzidos e podem cobrar taxas de serviços menores, ou até nem cobrá-las.

Storfer recomenda pesquisar ainda instituições como cooperativas de crédito, sociedades de empréstimos entre pessoas (SEP) e Sociedades de Crédito Direto (SCD).

O que é refinanciamento

O refinanciamento representa a troca de um empréstimo por outro – em geral, em condições mais favoráveis. É o caso de alguém que tem uma dívida no cheque especial, por exemplo, e não tem condições de pagar rapidamente. Vale a pena buscar no mercado crédito mais barato e com prazo mais longo, pegar o dinheiro emprestado, cobrir a conta e pagar as parcelas da nova operação.

Isso também vale para quem tem um empréstimo antigo. A Selic caiu continuamente de outubro de 2016 a agosto de 2020, saindo de 14,25% para 2% ao ano, subindo para 2,75% em março de 2021.

Isso quer dizer que se você fez um financiamento com juros prefixados quando a taxa básica estava mais alta, tem alternativas. O tomador pode buscar um refinanciamento ou mesmo a portabilidade. Se possível, segundo o presidente da Abefin, na mesma instituição, para evitar ter que arcar novamente com custos adicionais, como registro em cartório no caso de imóveis.

Quando vale a pena pegar um empréstimo?

Para Domingos, a primeira pergunta que o tomador de empréstimo tem que fazer é: qual é a finalidade? Depois, calcular se as parcelas cabem em seu orçamento. E por fim, avaliar o prazo que quer ou de que precisa para pagar.

Segundo ele, a finalidade é que vai determinar se o empréstimo irá agregar valor à vida do tomador. Um exemplo é o da pessoa que quer comprar um imóvel para deixar de pagar aluguel. Se o aluguel tem um valor mais alto ou equivalente às prestações da casa própria, é algo a se considerar.

“Mas se o aluguel for bem mais barato do que as prestações, por que tomar esta decisão agora?”, questiona. Pode ser mais razoável continuar com o aluguel e guardar dinheiro para, no futuro, dar uma entrada maior e conseguir parcelas mais baixas – ou até comprar o imóvel à vista.

Outra situação é quando o produto a ser adquirido é essencial para o trabalho da pessoa. Um computador, por exemplo. “Não tenho dinheiro para comprar, então o financiamento pode ser a solução”, afirma Domingos. “Eu ganho meu rendimento e pago as prestações”.

Se você tiver dinheiro guardado, vale a pena deixar em aplicações e pegar crédito para fazer uma compra? Na ponta do lápis, não. “Não existe possibilidade de o dinheiro aplicado pagar mais juros do que os do financiamento, quando se fala de aplicações consideradas seguras”, diz Storfer.

Dependendo do valor, porém, a decisão pode ser outra. Por exemplo: alguém tem R$ 5 mil guardados e quer comprar uma geladeira de R$ 2 mil. Se conseguir parcelar o total com juros baixos, é recomendável guardar o que tem aplicado para uma emergência. “É melhor deixar na reserva, pois você pode precisar”, sugere Storfer.

Sivieri ressalta que o tomador de empréstimo deve estar atento ao percentual de seu salário que será comprometido com as parcelas. Via de regra, a orientação é que o pagamento não ultrapasse 30% da renda mensal. “No meu ponto de vista, já é nível de extremo comprometimento”, ressalta.

Inadimplência e endividamento

Quem deixa de pagar dívidas pode se tornar “negativado”, ficar com o “nome sujo na praça” – ou seja, constar como inadimplente nos birôs de crédito. Negativados dificilmente conseguem crédito e, quando conseguem, pagam caro.

De acordo do Amanda Rapouzo, gerente sênior do Serasa, muita gente no Brasil sequer sabe que está negativada. No site do birô é possível verificar gratuitamente se há contas em atraso ou não pagas em seu histórico.

Se você estiver negativado, deve negociar o pagamento da dívida com o credor. Segundo Amanda, no caso do Serasa, a negativação será retirada do banco de dados em até sete dias depois do acerto. “A negativação cai, não aparece mais e não fica mais disponível ao mercado”.

O Serasa tem um serviço online chamado Limpa Nome, que permite ao devedor negociar dívidas com desconto. “Fizemos um esforço grande para que as empresas aceitassem descontos maiores para ajudar consumidores a sair da inadimplência”, diz a gerente.

Como fazer um empréstimo?

Alguns tipos são automáticos, como o cheque especial e o rotativo do cartão de crédito. A primeira coisa a fazer ao procurar empréstimo é avaliar sua própria situação financeira. “É importante que a parcela caiba no bolso do consumidor”, destaca Amanda.

Depois, é pesquisar muito – e negociar. “É indicado que o tomador vá a até a instituição bancária de melhor relacionamento e converse com o gerente buscando conseguir uma taxa mais atrativa”, afirma Sivieri.

Também é possível fazer essa pesquisa pela internet. O Serasa, por exemplo, oferece a plataforma e-Cred, em que é possível buscar ofertas de crédito de vários bancos e financeiras. As modalidades oferecidas são empréstimo pessoal, empréstimo com garantia, empréstimo consignado público e cartão de crédito.

Storfer destaca que que uma boa prática é estudar sempre os tipos de crédito disponíveis e as condições oferecidas por diferentes instituições, não apenas quando precisar ter o dinheiro na mão. “É importante não deixar para a última hora”, diz.

Segundo Rapouzo, na experiência da plataforma do Serasa, o empréstimo pessoal é o que costuma ter juros mais altos, seguido do consignado e do empréstimo com garantia. No primeiro caso, o dinheiro é liberado em até 48 horas e o prazo de pagamento vai até 48 meses. No segundo, a liberação é também em até 48 horas e o número de parcelas pode chegar a 84. No último, os recursos podem demorar até um mês para sair, e o parcelamento pode ser em até 240 vezes.

Escolhida a melhor opção, é hora de pedir o empréstimo. Muito pode ser feito online. Você provavelmente vai ter que preencher um cadastro e digitalizar alguns documentos para enviar. Os documentos necessários variam de acordo com o tipo de operação e com a instituição.

No consignado para trabalhadores do setor privado, por exemplo, a sugestão é consultar o departamento de RH da empresa antes para obter os detalhes.

Nos empréstimos pessoal e consignado, a instituição financeira pode exigir que o tomador mande um comprovante de renda, como holerite, declaração de Imposto de Renda ou extrato bancário, além do comprovante de endereço e outros documentos de identificação.

Nos empréstimos com garantia, é necessário enviar a escritura (no caso de imóveis) ou o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV), assim como fotos do bem. Pode ser necessária uma avaliação presencial.

Nos financiamentos imobiliários são pedidos mais documentos, como certidão de nascimento ou casamento e certidões negativas de tributos.

Ao fazer um empréstimo, é importante manter uma reserva financeira, se possível, pois você pode ter perda de poder aquisitivo. Os financiamentos de imóveis e veículos geralmente exigem um seguro em caso de morte ou invalidez permanente do devedor, encargo que faz parte do CET. “A reserva financeira é a blindagem do financiamento”, diz Domingos.

Como declarar empréstimos no Imposto de Renda

Só devem ser declarados empréstimos a partir de R$ 5 mil. A informação entra na ficha “Dívidas e Ônus Reais”. Atenção: financiamentos e consórcios já contemplados entram na aba “Bens e Direitos”.

Como calcular créditos e empréstimos?

Baixe de graça uma planilha para simular o valor das prestações, o custo dos juros, as linhas mais atrativas e as menores taxas:
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