Em minhas-financas / impostos

Como declarar Tesouro Direto no Imposto de Renda

Dados do Tesouro Nacional mostram que o número de investidores cadastrados nesta modalidade cresceu quase 70% entre dezembro de 2017 e de 2018

SÃO PAULO - Depois de um trabalho árduo da equipe do Banco Central até recentemente chefiada por Ilan Goldfajn, a inflação do Brasil renovou mínimas históricas e encerrou por dois anos consecutivos abaixo do centro da meta de inflação, de 4,5% -- em 2018, a alta dos preços atingiu 3,75%--, obrigando muitos investidores a procurar alternativas para valorizar o seu dinheiro. 

E agora se debruçam sobre as regras do Imposto de Renda para declararem as novas aplicações sem se encrencarem com o Leão.

O Tesouro Direto foi uma dessas escolhas e tem crescido muito entre as pessoas físicas. Dados do Tesouro Nacional mostram que o número de investidores cadastrados nesta modalidade cresceu quase 70% entre dezembro de 2017 e de 2018, totalizando no fechamento do ano passado 3.113.296 aplicadores.

O otimismo recente de que o novo governo conseguirá aprovar a reforma da Previdência, recuperando credibilidade para o país com o ajuste das contas públicas, tem levado os investidores a aplicar cada vez mais recursos neste tipo de aplicação, já que a trajetória das taxas de juros têm ido para baixo -- e, consequentemente, puxado para cima os preços dos títulos, servindo de estímulo para a renovadas aplicações em carteira.

Como declarar

O supervisor nacional do programa do Imposto de Renda, o auditor fiscal Joaquim Adir, explica que durante o período de acumulação de capital, ou seja, quando o investidor está comprando títulos na plataforma do Tesouro Direto, esse contribuinte deve lançar esses recursos no item “Bens e Direitos” do programa do Imposto de Renda de 2019.

“Enquanto o patrimônio cresce, é preciso ir só atualizando o valor”, destaca Adir.  

Quando ocorrer a venda, pagamento de juros ou vencimento dos títulos, o rendimento líquido deve ser registrado no item “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva”, uma vez que os rendimentos dos títulos públicos são tributados na fonte.

Segundo as regras do Tesouro Direto, os títulos públicos resgatados em até 180 dias após a aplicação pagarão alíquota de Imposto de Renda de 22,5%. Já os recursos que ficarem até 360 dias têm cobrança menor, de 20%, que cai a 17,5% caso o aporte fique nos títulos por até 720 dias. A última alíquota, a menor, é cobrada daquele investidor que aplica recursos nos títulos por mais de 720 dias.    

Alíquotas de Imposto de Renda para o Tesouro Direto

Prazo  Alíquota
até 180 dias 22,5%
de 181 a 360 dias 20%
de 361 a 720 dias 17,5%
acima de 721 dias 15%

Quer economizar no IR? Receba o Guia do InfoMoney para pagar menos Imposto de Renda - é de graça!

 

Contato