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Ibovespa sobe 0,31%, com varejo e exterior compensando queda de exportadoras; Dólar fica estável

Varejistas ajudaram a puxar índice, enquanto Petrobras e Vale foram detratoras

Fernando Lopes

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O varejo impulsionou o Ibovespa nesta primeira segunda-feira (8) do ano. Os ganhos do índice, de 0,31%, aos 132.426 mil pontos, puxados pelas empresas do setor, que tiveram ganhos amplos, com Magazine Luiza (MGLU3) acelerando 6,09%, uma das ações mais negociadas do dia. Não só ela: Lojas Renner (LREN3) subiu 3,85% Arezzo (ARZZ3) avançou 5,44% e Assaí (ASAI3) disparou 4,34%, na máxima do dia.

A alta das varejistas ajudou a compensar a derrocada dos nomes mais importantes do Ibovespa. Vale (VALE3) engatou a quinta derrota seguida, agora com 0,51%, e segue sem fechar no azul em 2024. O minério de ferro recuou do outro lado do mundo com demanda vacilante e piora das margens de siderúrgicas.

Petrobras (PETR3;PETR4) também sofreu com as commodities, no caso a ampla queda do petróleo internacional: perdas de 1,86% e 0,75%, respectivamente. Analistas seguem vendo tese de investimentos como atrativa, mas destacam outras preferências no setor.

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“O Ibovespa abriu com um gap de baixa, mas, ao longo do pregão, o mercado conseguiu certa força. O índice foi puxado, principalmente, pelas ações da Petrobras e da Vale. As preferenciais do Itaú (ITUB4) também foram mal”, diz Thiago Lourenço, operador de renda variável da Manchester Investimentos.

“O principal detrator foi o petróleo, que caiu mais de 2%. Temos de acompanhar a commodity, que está, hoje, negociando em uma região bem importante de preço. Se cair mais, provavelmente viremos mais correções”, completa.

O que puxou a commodity para baixo foi o fato de a estatal petrolífera da Arábia Saudita ter reduzido os preços da commodity para clientes de determinados países. As tensões geopolíticas, que vinham apoiando as cotações, assumiram o segundo plano nesta sessão.

Houve uma ação que foi na contramão e deu de ombros para a queda do petróleo: 3R Petroleum (RRRP3), com alta de 4,67%, após dados de produção do quarto trimestre. Os pares ficaram mesmo no negativo – PRIO (PRIO3) desceu 0,72%.

As aéreas também ajudaram a compensar o problema das commodities. Especialmente a Azul (AZUL4), que decolou 7,66%, maior alta do dia. Gol (GOLL4) subiu 2,75%. Ambas não são impactadas pela crise do 737-Max-9 da Boeing.

Yduqs (YDUQ3) e CCR (CCRO3) em alta

Analistas apostam em um setor educacional brasileiro em 2024 sem grandes mudanças nas tendências observadas no ano anterior, quando o desempenho foi positivo, com uma perspectiva “cautelosamente otimista” e preferência pelas empresas Yduqs (YDUQ3) e Ânima (ANIM3). Hoje, as duas encerraram dia em alta: 1,06% e 6,30%, respectivamente.

CCR (CCRO3) acelerou 1,16% e Ecorodovias (ECOR3) avançou 1,08%, com executivos garantindo que setor crescerá sem improvisos em 2024.

Ibovespa oscila, mas NY garante alta

Hoje, o Ibovespa oscilou bastante, com trocas constantes de sinais durante toda a sessão. O movimento de alta só veio mesmo quando os principais índices em Nova York, especialmente o Dow Jones, aceleraram, na esteira da declaração de um dirigente do Fed que projeta a primeira queda nas taxas de juros no terceiro trimestre.

Por aqui, o Boletim Focus manteve projeção de inflação para 2024 e elevou a do PIB. O foco está mesmo no final da semana, quando os índices de inflação ao consumidor, tanto no Brasil, quanto nos EUA, serão divulgados (quinta-feira, 11). Na sexta (12), sai a inflação ao consumidor nos EUA.

Se Brasília se movimentou hoje em torno das lembranças de um ano dos eventos de 8 de janeiro de 2023, o mercado já está olhando mesmo é para o futuro. 

O dólar ficou praticamente estável, com queda de 0,02%, a R$ 4,870 na compra e a R$ 4,871 na venda.