5 assuntos

Bolsas caem repercutindo inflação nos EUA; IBC-Br, fala de Campos Neto e mais assuntos que vão movimentar o mercado hoje

Investidores ainda acompanham noticiário corporativo, com destaque para a repercussão dos números do Itaú

Por  Equipe InfoMoney -

Os índices futuros dos EUA recuam na manhã de sexta-feira (11), após uma forte liquidação de quinta-feira em Wall Street, estimulada pela leitura de inflação mais alta em quatro décadas e comentários mais hawkish (duro sobre a inflação) de uma autoridade do Fed que consolidaram as expectativas de aumentos mais agressivos das taxas de juros.

A derrocada de ontem nos ativos de risco ocorreu quando os rendimentos do Tesouro dispararam em reação a dados que mostraram que os preços ao consumidor subiram mais de 7% no mês passado, o maior ganho desde fevereiro de 1982. O rendimento do Tesouro de 10 anos saltou acima de 2% pela primeira vez desde 2019, enquanto o rendimento de 2 anos sensível à taxa subiu mais de 26 pontos base em um ponto em seu maior movimento intradiário desde 2009.

A leitura de inflação mais alta do que o esperado levou o presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, a pedir aumentos acelerados das taxas de juros.

Enquanto isso, nesta data, os mercados asiáticos também fecharam em baixa, com investidores região reagindo à divulgação de quinta-feira de um relatório de inflação ao consumidor dos EUA maior do que o esperado que elevou o rendimento do Tesouro de 10 anos para mais de 2%.

Por aqui, destaque para o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), de dezembro (9h). Após a ata do Copom hawkish, Campos Neto participa hoje (12h30) de evento aberto. 

Do lado corporativo, destaque para resultados do Itaú, que vieram acima do consenso de mercado. Os ADRs da companhia negociados na Bolsa de Nova York avançam cerca de 5% no pré-market. Já Usiminas divulgou antes da abertura seus números do quarto trimestre. Confira os destaques: 

1. Bolsas Mundiais

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA recuam nesta manhã de sexta-feira (11) impactados pela leitura de inflação mais alta em quatro décadas e expectativa de elevação de juros pelo Fed de forma mais agressiva.

O mercado especula um aumento de 50 pontos-base na taxa de juros americana na reunião de março. Além disso, especialistas estão prevendo um cronograma mais agressivo para o resto deste ano, pedindo até sete aumentos.

Veja o desempenho dos mercados futuros:

  • Dow Jones Futuro (EUA), -0,47%
  • S&P 500 Futuro (EUA), -0,57%
  • Nasdaq Futuro (EUA), -0,71%

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam no campo negativo também repercutindo a divulgação de quinta-feira de um relatório de inflação ao consumidor dos EUA mais quente do que o esperado que elevou o rendimento do Tesouro de 10 anos para mais de 2%.

Os mercados no Japão foram fechados na sexta-feira por um feriado

  • Shanghai SE (China), -0,66%
  • Nikkei (Japão), (feriado)
  • Hang Seng Index (Hong Kong), -0,07% 
  • Kospi (Coreia do Sul), -0,87%

Europa

Os mercados europeus recuam nesta sexta-feira depois que uma impressão de inflação nos Estados Unidos mais quente do que o esperado e comentários agressivos de uma autoridade do Fed consolidaram as expectativas de aumentos mais agressivos das taxas de juros.

Na frente de dados, a economia britânica cresceu 7,5% no ano passado, revelaram números oficiais na sexta-feira, recuperando-se de sua histórica queda de 9,4% em 2020, quando as restrições da pandemia sufocaram a atividade.

  • FTSE 100 (Reino Unido), -0,85%
  • DAX (Alemanha), -0,89%
  • CAC 40 (França), -1,16%
  • FTSE MIB (Itália), -1,27%

Commodities

Os preços do petróleo operam em leve alta. 

  • Petróleo WTI, +0,18%, a US$ 90,04 o barril
  • Petróleo Brent, +0,07%, a US$ 91,47 o barril
  • Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve alta de 0,31%, a 805 iuanes, o equivalente a US$ 126,62

Bitcoin

  • Bitcoin, -2,05% a US$ 43.167,25 (em relação à cotação de 24 horas atrás)

2. Agenda

Os mercados repercutem a inflação ao consumidor nos EUA que subiu 0,6% em janeiro, acima do esperado. Na comparação anual, a inflação subiu 7,5%, ainda acima do esperado, que era de alta de 7,3%. Esse foi o maior avanço anual desde fevereiro de 1982.

Por aqui, destaque para IBC-Br, considerado ‘prévia’ do PIB, que sai às 9h. 

Brasil

9h: Banco Central divulga IBC-Br de dezembro; projeção XP aponta para alta de 0,6% na base mensal.
12h30: Roberto Campos Neto, presidente do BC, participa do Encontro Esfera Brasil – O comportamento monetário em 2022, em São Paulo 

EUA

12h: Confiança do Consumidor Michigan mensal

3. PEC dos combustíveis será aprovada por unanimidade no Congresso, diz Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou ontem (10) ter certeza de que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos combustíveis será aprovada por unanimidade no Congresso Nacional. Bolsonaro se referia ao texto apresentado pelo deputado federal Christino Áureo (PP-RJ), que autoriza o governo federal e Estados a desonerar o combustível sem apresentar uma contrapartida do lado da receita. A PEC de Áureo foi elaborada dentro da Casa Civil. 

“Tem uma PEC de autoria de um parlamentar do Rio de Janeiro nos dando a possibilidade, a governos federais e estaduais, de renunciar receita sem que tenhamos que buscar fonte alternativa para aquela renúncia fiscal. Tenho certeza de que vai passar, acredito que por unanimidade, na Câmara e no Senado”, disse o presidente em transmissão ao vivo nas redes sociais. “Uma vez promulgada, vamos ali buscar maneira de fazer valer a PEC”.

Lira defende inclusão de impostos federais em projeto do ICMS sobre combustíveis

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), disse ontem (10) que trabalha em conversas com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), na busca de um acordo entre as duas Casas que possibilite incluir impostos federais e outras demandas relacionadas ao preço dos combustíveis no projeto sobre ICMS já pronto para análise dos senadores.

Lira lembrou que concentrar o debate em torno do projeto de lei complementar em questão teria tramitação mais simples e resultados mais rápidos do que o caminho a ser percorrido pelas duas Propostas de Emenda à Constituição (PECs) apresentadas no Congresso –uma na Câmara, outro no Senado– também tendo como alvo a alta dos preços dos combustíveis.

Esse projeto está pautado no Senado para a próxima semana.

PEC do Senado sobre combustíveis ficará para outro momento

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou na quinta-feira (10) que a PEC dos combustíveis, de autoria do senador Carlos Fávaro (PSD-MT), deverá ficar para um “segundo momento”. O projeto preocupa a equipe econômica. Para o presidente do Senado, o foco agora deve ser os dois textos que já tramitavam na Casa e tratam do mesmo assunto. Apesar disso, ele e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), irão se encontrar nos próximos dias para voltar discutir uma “estratégia” única entre as duas Casas.

4. Covid

O Brasil registrou 922 mortes e 165.359 casos de covid-19 nas últimas 24h, segundo informações do consórcio de veículos de imprensa, às 20h. 

A média móvel de mortes por Covid em 7 dias no Brasil ficou em 874, elevação de 85% em comparação com o patamar de 14 dias antes.

A média móvel de novos casos em sete dias foi de 146.540, o que representa queda de 20% em relação ao patamar de 14 dias antes. 

Chegou a 152.012.601 de pessoas totalmente imunizadas contra a Covid no Brasil, o equivalente a 70,76% da população.

O número de pessoas que tomaram ao menos a primeira dose de vacinas atingiu 168.105.159 pessoas, o que representa 78,25% da população.

A dose de reforço foi aplicada em 54.423.666 pessoas, ou 25,33% da população.

5. Radar Corporativo

Usiminas (USIM5)

A Usiminas (USIM5) reportou lucro líquido de R$ 2,488 bilhões no quarto trimestre de 2021 (4T21), o que representa um crescimento de 30% em relação ao mesmo período de 2020.

No ano, a siderúrgica registrou lucro líquido recorde de R$ 10,1 bilhões, crescimento de 679% em relação ao ano de 2020.

A receita líquida subiu 47% no trimestre na comparação anual, para R$ 8,049 bilhões. Em 2021, foi de R$ 33,7 bilhões, 109,7% superior a 2020 (R$ 16,1 bilhões), representando um recorde histórico para a Usiminas em todas as unidades de negócio.

Vale (VALE3)

A Vale (VALE3) reportou uma produção de 82.473 mil toneladas métricas de minério de ferro no quarto trimestre, montante 2,4% inferior ao mesmo período de 2020 e 7,8% abaixo do reportado no 3º trimestre de 2020. No acumulado do ano passado, a produção subiu 5,1%.

No período de 2021, a alta se deu pela maior produção das operações de Minas Gerais (17% a.a.), sendo parcialmente compensadas pelo desempenho mais fraco em S11D (-11% a.a.).

Adicionalmente, informou que houve um cenário favorável de preços de mercado (47% a.a.). Por outro lado, houve a greve em Sudbury, que interrompeu as operações por 70 dias, contribuindo para uma redução de 9% na produção de níquel e 18% na produção de cobre.

Itaú Unibanco (ITUB4)

O Itaú (ITUB3;ITUB4) encerrou o quarto trimestre do ano passado com um lucro líquido recorrente de R$ 7,159 bilhões, desempenho 32,8% acima do reportado no mesmo período de 2020.

O desempenho veio acima do projetado pelo consenso da Refinitiv, que era de R$ 6,828 bilhões.

Em comparação ao terceiro trimestre, a alta foi de 5,6%. Já no acumulado de 2021, o lucro somou R$ 26,879 bilhões, alta de 45% sobre 2020.

Cogna (COGN3)

Rodrigo Galindo deixará a presidência da Cogna no final de março e vai assumir a presidência do Conselho de administração. Roberto Valério assumirá como CEO.

Multiplan (MULT3)

A Multiplan (MULT3) fechou o quarto trimestre do ano passado com um lucro líquido de R$ 213,610 milhões, representando uma alta de 45,5% sobre o mesmo período do ano passado.

Na comparação com o quarto trimestre de 2019, período pré-pandemia, a empresa elevou em 50,1% o lucro.

(Com Estadão, Bloomberg e Agência Brasil)

Procurando uma boa oportunidade de compra? Estrategista da XP revela 6 ações baratas para comprar hoje.

Compartilhe