Mudanças

Cogna (COGN3): Rodrigo Galindo deixará presidência no final de março e vai para Conselho; Roberto Valério assumirá como CEO

A companhia destacou que a mudança é resultado de um longo processo iniciado em 2018

Por  Equipe InfoMoney -

A Cogna (COGN3) informou que o CEO Rodrigo Galindo deixará o comando da empresa depois de onze anos. Em reunião do Conselho, foram aprovadas as seguintes deliberações para outro encontro que ocorrerá em 28 de março.

São elas: a eleição de Rodrigo Galindo como Presidente do Conselho de Administração e de Nicolau Ferreira Chacur ao cargo de Vice-Presidente do Conselho de Administração da Companhia, a eleição de Rodrigo Menezes Cavalcanti, Leonardo Gomes de Queiroz e Rangel Garcia Barbosa como Diretores Estatutários da Companhia, respectivamente exercendo os cargos de Vice Presidente de Experiência do Aluno, Vice Presidente de Crescimento e Vice Presidente de Produtos.

A partir de 28 de março de 2022, Roberto Valério assume a posição de CEO da Cogna e Rodrigo Galindo assume a posição de Presidente do Conselho de Administração da empresa.

A companhia destacou que a mudança é resultado de um longo processo iniciado em 2018, quando Galindo manifestou ao Conselho de Administração sua intenção em concentrar sua atuação nos temas estratégicos e no processo de digitalização.

Em meados de 2019 foi definido o potencial sucessor e iniciado processo de preparação para a sucessão. Em 2020 as discussões sobre o tema foram suspensas em função da pandemia, passando a companhia e seus executivos a priorizar o turnaround da operação de ensino superior.

“Os resultados positivos de 2021 alcançados até a presente data, que já demonstram alta rentabilidade e forte geração de caixa bem como as boas perspectivas para 2022 deram espaço para a retomada da discussão sobre a sucessão do CEO da Companhia”, apontou a empresa.

“Minha intenção ao tomar a decisão de atuar como Chairman é dedicar a maior parte do meu tempo às questões estratégicas da Companhia, bem como seu processo de digitalização e à captura de todas as oportunidades existentes após a reestruturação realizada em 2020. Esperamos o momento certo para implementar essa mudança. A Companhia entregará um importante crescimento de rentabilidade em 2021, tem fundamentos sólidos e as perspectivas são bastante favoráveis”, disse Rodrigo Galindo.

Roberto Valério atualmente é CEO da Kroton – unidade de negócios que engloba todas as operações de ensino superior (presencial e EAD) e responsável por 70% da receita da Companhia.

“Tenho participado ativamente da construção e da implementação da estratégia da Cogna, seja liderando o turnaround da Kroton, seja nas discussões sobre a implementação da nova cultura digital da organização e o foco é dar continuidade a esse projeto. Os resultados de 2021 e as perspectivas para 2022 mostram que a Companhia está no caminho certo”, pondera Roberto Valério.

Ele já atua como diretor Presidente do segmento de educação superior da Cogna desde 2019 e juntou-se à companhia após a fusão com a Anhanguera Educacional, em julho de 2014. O futuro CEO trabalhou por 3 anos na Anhanguera Educacional, onde ocupou as posições de Vice-presidente de Operações e Marketing e Diretor Presidente.

Valério é formado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas, pós-graduado pela mesma instituição com ênfase em Estratégia, Finanças e Empreendedorismo e com especialização em Serviços a Clientes pela Columbia University e marketing digital pela Harvard University. Anteriormente, trabalhou por 11 anos no DIRECTV Group, com as marcas SKY e DIRECTV. Durante este período, o Sr. Roberto atuou principalmente nas áreas de Marketing, Operações e Planejamento e morou em 4 países onde o grupo tinha operações: Brasil, Peru, Porto Rico e Estados Unidos. A sua última posição foi como Diretor de Marketing e Mídias Digitais para a América Latina, baseado em Nova York.

A Diretoria Executiva passa a contar com três novos membros, Rodrigo Cavalvanti, Leonardo Queiroz e Rangel Barbosa, todos executivos sêniores da empresa.

Recompra de ações

A companhia ainda decidiu abrir um programa de recompra de ações. Ela poderá adquirir, no contexto do Programa de Recompra, até 102,88 milhões de ações ordinárias, nominativas, escriturais e sem valor nominal, representativas de 5,482% das ações em circulação no mercado negociadas na B3 – Brasil, Bolsa, Balcão, nesta data.

As ações adquiridas serão mantidas em tesouraria podendo, posteriormente, serem canceladas, alienadas, utilizadas em programas de remuneração baseado em ações e para quitação de parcela de preço em operações societárias.

O prazo máximo para a realização das aquisições será de 12 meses, iniciando-se em 16 de fevereiro de 2022 e encerrando se em 15 de fevereiro de 2023. A Diretoria da Companhia definirá a oportunidade e a quantidade de ações a serem efetivamente adquiridas, observados os limites e o prazo de validade estabelecidos pelo Conselho de Administração e legislação aplicável.

A Cogna ainda informou que Rodrigo Galindo, Roberto Valério e Frederico da Cunha Villa apresentaram Planos Individuais de Investimentos, celebrado nos termos da Resolução CVM n° 44/21 e da Política de Negociação de Ações da Cogna, formalizando ordem de aquisição de ações de emissão da empresa. Os Planos observam aos critérios previstos na regulamentação aplicável.

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