Lira e Pacheco são favoritos na sucessão das presidências da Câmara e do Senado; ouça análise

Eleição sem sobressaltos deve ser neutra para o mercado; surpresas podem vir em caso de mudanças nos discursos de vitória ou no dia seguinte

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O governo precisará demonstrar coesão interna para fazer avançar a agenda econômica na sequência da eleição para a presidência da Câmara e do Senado. Apesar de o cenário encaminhar para vitórias dos aliados do Planalto, o grau de sucesso da agenda fiscal no curto prazo e das reformas no médio prazo está condicionado ao esforço e convencimento do Palácio do Planalto — e não só do time econômico.

No episódio desta semana, do podcast “Frequência Política”, os analistas da XP Investimentos Paulo Gama, Débora Santos, Victor Scalet e Júnia Gama detalham o cenário político e o impacto para o mercado da eleição que será determinante para os próximos dois anos do governo Bolsonaro.

As duas eleições para as Casas Legislativas serão realizadas na próxima segunda-feira (1º), com resultados previstos para 17h, no Senado, e, na Câmara, a definição tem horário mais incerto e deve sair tarde da noite.

Especialmente na última semana, Arthur Lira (PP-AL) confirmou o favoritismo conquistando votos em partidos que formalmente apoiam o candidato Baleia Rossi (PSDB-SP), apoiado pelo atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). O próprio partido de Maia, o Democratas, apresenta cerca de 15 deputados declarando voto em Lira. O que, segundo Júnia Gama, esvazia bastante a candidatura de Rossi.

Não está descartado, de acordo com Paulo Gama, um efeito manada na Câmara que pode render votação expressiva ao candidato de Bolsonaro. Esse cenário daria a Lira um peso político importante para o início de um eventual mandato. Ele lembra que é preciso contar voto a voto no dia da eleição e ficar de olho nas traições. A votação secreta protege os parlamentares que quiserem mudar de última hora de candidato.

No Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) avançou ainda mais com a desistência do MDB de apoiar a rival Simone Tebet (MDB-MS).

Mercado
Eleição sem sobressaltos no Senado e na Câmara deve ser neutra para o mercado financeiro, que já teve contato com os dois favoritos e conhece os recados. A surpresa para o mercado pode vir se o eleito no dia seguinte ou no discurso de vitória mudar a sinalização que vem sendo passada. O macro estrategista da XP, Victor Scalet, lembra que esses sinais estão ligados ao avanço de reformas e à proteção do teto de gastos.

Vacinas
A semana termina com notícias positivas sobre a chegada de insumos para a produção de vacinas, mas ainda há dúvida sobre se esse fluxo será mantido, lembrando que o Brasil só terá condições de produzir a matéria-prima da vacina no segundo semestre. A analista Débora Santos lembra que até lá os especialistas esperam um momento de dificuldades e apagões no fluxo da produção de vacinas.

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A principal preocupação no tema pandemia neste momento é a evolução das novas variantes do coronavírus. De acordo com estudos preliminares, as novas cepas apresentam maior grau de transmissibilidade e podem ter sido responsáveis, por exemplo, pela crise vista em Manaus. O maior risco é que o aumento de casos da Covid-19 leve os governos a reestabelecer medidas mais rigorosas de isolamento, como já visto em cidades da região Norte e no estado de São Paulo. Com o ritmo lento de vacinação, o país está sujeito a um agravamento da situação com hospitais lotados e aumento do número de mortes.

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