Não há perspectivas de novas medidas sobre combustíveis no curto prazo

Na Economia, desoneração é vista como uma opção bastante ruim, tamanha seria a renúncia fiscal para um benefício generalizado

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Está mantida a convicção no governo de aguardar um tempo antes de tomar qualquer nova medida para conter a alta dos combustíveis. O alívio nos preços internacionais do petróleo, somado à aprovação, na semana passada, do PLP 11, que prevê a desoneração do diesel e mudanças no ICMS, e a perspectiva de que não deve haver paralisação significativa de caminhoneiro nesse momento renovaram o fôlego para que o Planalto evite novas iniciativas nesse curto prazo.

Uma eventual desoneração da gasolina não está nos planos imediatos do governo. A própria fala da ministra Flávia Arruda ontem, de que caso haja algo nesse sentido, seria construído no Congresso, é um indicativo da distância que o governo está tomando do tema.

Na Economia, essa desoneração é vista como uma opção bastante ruim, tamanha seria a renúncia fiscal para um benefício generalizado. Caso haja necessidade, a pasta defende alguma medida pontual, focada na população de mais baixa renda. Mesmo essa hipótese, no entanto, não está na mesa no cenário atual. Somente seria discutida se a situação se agravar consideravelmente.

O discurso político de Bolsonaro, porém, deve seguir permeando o noticiário com o objetivo de mostrar que o governo se preocupa com o tema e não ficará parado caso a pressão sobre os preços estoure de forma significativa. Mas, não há expectativa, no Palácio do Planalto ou no Ministério da Economia, de novas medidas no contexto atual.

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