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Saques na poupança chegam a R$ 57 bilhões no ano

Para associação, volume de depósitos seguirá tendência e diminuirá ainda mais

Porquinho: Fuja da Poupança
(Edson Lovatto)

SÃO PAULO – Segundo dados do Banco Central, outubro foi marcado por mais resultados negativos na caderneta de poupança. No acumulado dos dez primeiros meses do ano, o volume total da caderneta apresenta uma retirada líquida de R$ 57 bilhões, fazendo com que o saldo final atual tenha atingido um volume de R$ 644,8 bilhões frente o total de R$ 644 bilhões de setembro.

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Este é o décimo mês consecutivo em que o volume dos depósitos foi reduzido, caracterizando assim um 2015 inteiro de resultados negativos para a poupança. Em outubro, as retiradas foram maiores do que a captação no volume de R$ 3,2 bilhões.

De acordo com o diretor executivo de estudos e pesquisas econômicas da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), Miguel José Ribeiro de Oliveira, são dois fatores que influenciam o atual cenário da poupança:

1- A elevação da taxa básica de juros, que aumentou a rentabilidade das aplicações financeiras em títulos públicos como fundo de renda fixa, CDB, tesouro direto, etc., em detrimento a uma menor rentabilidade da poupança. Com isso, os investidores têm retirado suas aplicações da caderneta de poupança, e migrado para investimentos que apresentam uma rentabilidade superior. Reforçando o argumento do diretor, em outubro os fundos de renda fixa apresentaram uma rentabilidade bruta de 1,11% contra uma rentabilidade de 0,68% da caderneta de poupança. Em doze meses, os fundos de renda fixa tiveram uma rentabilidade bruta de 12,77% contra uma rentabilidade de 7,86% da poupança.

2- A retração da economia brasileira, com inflação e juros elevados, aumento de encargos e impostos, fez com que a renda das famílias sofra um redução, dificultando seu orçamento, acarretando assim em menos recursos disponíveis para as famílias pouparem e elas se vendo obrigadas a resgatarem seus investimentos de forma a complementarem sua renda e conseguirem pagar seus compromissos.

Para a Anefac, já que o quadro de inflação e juros elevados, queda de renda, desemprego, além da Selic elevada que reduz a rentabilidade da poupança frente aos fundos de investimento, não irá se modificar em 2015, a tendência para os próximos meses é de que este movimento de redução no volume dos depósitos da poupança se acentue, agravado ainda mais em um ambiente econômico mais recessivo com a elevação nos índices de desemprego e de inadimplência.

 

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