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Gestora de R$ 3 bilhões mostra como escolhe as melhores ações

Apex Capital aposta em uma seleção de investimentos criteriosa para conseguir retornos consistentes em seus fundos

Ações
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Com muita incerteza política e econômica no radar, investir em ações se torna ainda mais complicado. A gestora de recursos Apex Capital aposta em uma seleção de investimentos bastante criteriosa para conseguir retornos consistentes em seus fundos, mesmo neste cenário conturbado. Diney Vargas, diretor da Apex, destaca que as alocações da asset são sempre baseadas em uma análise fundamentalista. “Fazemos uma análise completa. Além da empresa e diversas métricas de valuation, avaliamos os fornecedores, clientes e todas as informações que sejam públicas em relação a essas empresas. A partir das recomendações dos nossos analistas nós decidimos a posição”, comenta.

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Mesmo que o processo de decisão de investimento seja longo e envolva várias etapas, a gestora não se prende a uma ação se seus fundamentos deixarem de fazer sentido. “Somos bastante agnósticos. Toda tese de investimentos é reavaliada diariamente. Podemos ter investimentos de dois ou três anos, ou de poucos meses. Se a tese mudar ou maturar antes, temos uma postura bastante dinâmica”, explica Vargas.

Os analistas cobrem todos os setores da Bolsa, mas as alocações sempre são feitas baseadas nas premissas de cada empresa, avaliando caso a caso. “Fazemos a identificação de valor pela companhia. Podemos ter mais de um investimento em determinado setor, e nenhum em outro”, explica.

Cenário
Fabio Spinola Vianna, CEO da Apex e gestor dos fundos, destaca que a atividade fraca e a crise política está gerando muita incerteza nos investidores. “O investidor abre o caderno de política do jornal e não consegue ficar animado. É difícil fazer um call de grandes recuperações com este ambiente. O país precisa fazer o processo de ajuste [fiscal]”, diz.

Ele lembra que neste ambiente de muita volatilidade, é muito difícil prever se o Ibovespa (principal índice da Bolsa brasileira) vai subir ou vai cair, daí a importância de fazer uma seleção de cada ação individualmente. “Dentro de qualquer cenário sempre haverá ganhadores e perdedores”, pontua. Na opinião do gestor, empresas voltadas para o consumo básico, como medicamentos, comidas e bebidas tendem a se sair melhor. “A chave é encontrar o ativo que vai continuar entregando lucro e este é nosso trabalho”, afirma.

Ele lembra que o cenário internacional também traz dificuldades com a desaceleração de atividade dos países desenvolvidos e da China e o provável aumento de juro pelo Fed (Banco Central dos Estados Unidos). “Por isso as empresas exportadoras que não dependam da China se tornam opções de alocação interessantes”, diz.

Vianna também aponta que apesar do crescimento da inadimplência, os bancos estão operando a múltiplos descontados. “Depois da queda do primeiro semestre, comprar ações de bancos volta a fazer sentido. Mas é preciso ficar atento se houver mais medidas que possam onerar ainda mais as margens do setor”, afirma.

Neste sentido, alguns nomes que a Apex gosta são Itaú, Klabin e BRF. “São ativos que temconsistência de lucro para continuar crescendo”, acredita.

A gestora
Com quatro anos no mercado e mais de R$ 3,1 bilhões sob administração, a Apex Capital é especializada na gestão de fundos de ações e atua com três estratégias diferentes: long only (apenas posições compradas), long biased (que além de posições compradas também possui posições vendidas) e Long & Short (arbitragem entre posições compradas e vendidas).

Os fundos long only possuem uma exposição líquida sempre alta, normalmente acima de 90%. Já no long biased a exposição líquida varia entre 50 a 100%. O Long & Short opera com exposição quase neutra, utilizando as posições compradas e vendidas das estratégias long only e long biased.

Com uma equipe de 15 pessoas - nove só para a área de gestão -, a asset tem um processo bem definido para alocação de seus fundos. “Os analistas avaliam as empresas e fazem recomendações daquelas que oferecem valor e são bons investimentos. Então o gestor e o comitê de investimento decide se ela entra no portfólio e em qual percentual”, conclui Vargas.

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