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As ações da Embraer (EMBJ3) seguem atravessando um momento técnico mais delicado após a forte tendência de alta que levou o papel à máxima histórica em R$ 105,48. Nas últimas semanas, o ativo passou a desenvolver um movimento corretivo mais intenso, com perda de força compradora e predominância do fluxo vendedor tanto no curto quanto no médio prazo.
No último pregão, EMBJ3 encerrou praticamente estável, com leve baixa de 0,14%, aos R$ 72,53, mantendo negociação abaixo das médias móveis e dentro de uma estrutura de baixa. Na minha leitura, o cenário técnico ainda exige cautela, especialmente após o rompimento de regiões importantes de suporte e diante da continuidade do canal descendente observado no gráfico diário.
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Análise técnica Embraer (EMBJ3)
No gráfico diário, observo que a Embraer mantém um movimento corretivo consistente no curto prazo e segue pressionada dentro de um canal de baixa, cenário que reforça a fragilidade técnica do ativo após a perda de força observada desde a máxima histórica em R$ 105,48.
O fechamento em R$ 72,53, com leve baixa de 0,14%, mantém o papel abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, configuração que reforça a predominância do fluxo vendedor no curto prazo.
Além disso, o afastamento em relação às médias mostra a intensidade do movimento corretivo recente, aumentando a atenção para as próximas regiões de suporte.
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Na minha leitura, o principal ponto técnico segue na faixa de R$ 70,93. Caso o ativo perca essa região, poderá acelerar o fluxo vendedor em direção aos suportes de R$ 65,50 e R$ 63,75. Abaixo dessas faixas, os próximos alvos passam a ser R$ 59,95, R$ 57,92 e R$ 54,25.
O IFR (14) em 36,56 pontos já se aproxima da região de sobrevenda, indicando que o ativo começa a entrar em uma área mais esticada no curto prazo. Isso pode abrir espaço para repiques técnicos ou movimentos de alívio, especialmente diante do forte afastamento das médias móveis.
Ainda assim, até o momento, não observo sinais gráficos consistentes de reversão, e o fluxo predominante segue sendo vendedor.
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Por outro lado, para que EMBJ3 volte a ganhar tração compradora, será necessário recuperar inicialmente a região das médias móveis e superar as resistências em R$ 75,55 e R$ 83,84. Acima dessas regiões, o ativo pode voltar a buscar R$ 89,14, R$ 96,69 e posteriormente a máxima histórica em R$ 105,48.
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Análise de médio prazo
No gráfico semanal, a leitura também passou a exigir mais cautela. A Embraer perdeu força após renovar sua máxima histórica em R$ 105,48 e passou a operar em movimento corretivo mais intenso nas últimas semanas.
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O ativo acumula quatro semanas consecutivas de baixa e, até o momento, caminha para encerrar a quinta sequência negativa, reforçando o enfraquecimento do fluxo comprador no médio prazo.

Na minha leitura, o papel agora negocia abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, configuração que sinaliza predominância vendedora e aumenta a atenção para as próximas regiões de suporte.
O principal ponto de atenção segue sendo a faixa de R$ 70,93. Caso esse nível seja rompido, o movimento corretivo pode ganhar ainda mais intensidade, abrindo espaço para quedas em direção a R$ 64,90. Abaixo dessa região, os próximos suportes passam a ser R$ 57,90, R$ 54,25, R$ 47,75 e R$ 45,00.
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Apesar da correção recente, sigo entendendo que o ativo ainda preserva uma estrutura positiva no horizonte mais amplo. No entanto, será necessário observar retomada mais consistente do fluxo comprador para que EMBJ3 volte a ganhar tração altista.
Para isso, o papel precisará recuperar inicialmente a região das médias móveis e superar as resistências em R$ 78,30 e R$ 89,14. Acima dessas faixas, o mercado volta a mirar R$ 96,69 e posteriormente a máxima histórica em R$ 105,48.
O IFR (14) em 40,10 pontos permanece em zona neutra, indicando que o ativo ainda possui espaço para continuidade do movimento corretivo, embora já se aproxime de regiões mais pressionadas no curto e médio prazo.
“Em resumo, sigo com uma leitura mais defensiva para EMBJ3 no curto prazo. Apesar de o ativo ainda preservar uma estrutura construtiva no horizonte mais amplo, a perda das médias móveis e a manutenção do canal de baixa mantêm o cenário técnico fragilizado, com o mercado atento à sustentação das próximas regiões de suporte.”
(Rodrigo Paz é analista técnico)
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