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Usiminas sobe forte, enquanto Magalu entra em região de sobrevenda

Indicador da análise técnica, IFR aponta euforia em um papel e sinaliza possível oportunidade de entrada em outro

Rodrigo Paz

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A Usiminas (USIM5) voltou a chamar a atenção do mercado após surgir entre os ativos mais “esticados” do Ibovespa, conforme aponta a leitura do Índice de Força Relativa (IFR). Na aferição mais recente, o indicador atingiu 78,83 pontos, permanecendo em nível de sobrecompra — faixa que, em geral, indica que, depois de uma valorização mais acelerada, o papel pode passar por um movimento de correção técnica no curto prazo. Em 2026, a ação acumula valorização de 51,09%, enquanto, no recorte de 12 meses, os ganhos chegam a 64,65%.

No sentido oposto, a Magazine Luiza (MGLU3) aparece entre os ativos mais “descontados” do índice, com IFR em 25,75 pontos, dentro da região de sobrevenda. Esse cenário pode sugerir uma assimetria potencialmente positiva para o investidor, embora ainda exija cautela diante da dinâmica recente dos preços e da ausência de gatilhos mais robustos que sustentem uma recuperação mais consistente. Em 2026, o papel acumula baixa de 19,27%, enquanto, no acumulado de 12 meses, ainda registra desvalorização de 11,26%.

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IFR: ações da bolsa

O Índice de Força Relativa (IFR), ferramenta amplamente utilizada na análise técnica, mede a intensidade dos movimentos de preço em uma escala que varia de 0 a 100. Leituras acima de 70 costumam sinalizar sobrecompra, enquanto níveis abaixo de 30 indicam sobrevenda.

Na prática, esse quadro sugere que a Usiminas (USIM5) pode atravessar um período de forte otimismo, enquanto a Magazine Luiza (MGLU3) enfrenta maior pressão vendedora — condição que, em determinados momentos, pode abrir espaço para movimentos de recuperação no curto prazo.

Também figuram na lista das ações em região de sobrecompra: Gerdau (GGBR4; GOAU4), Natura (NATU3) e Smart Fit (SMFT3).

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Na outra ponta, entre os papéis mais pressionados no momento, aparecem Klabin (KLBN11), Cyrela (CYRE3), Suzano (SUZB3) e Tim (TIMS3), negociando em faixas técnicas consideradas mais frágeis.

Análise técnica Usiminas (USIM5)

A Usiminas (USIM5) mantém uma trajetória de valorização no curto prazo, apoiada por um movimento recente consistente de alta. No gráfico diário, observo o ativo negociando acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, cenário que preserva o viés positivo e reforça o domínio do fluxo comprador neste horizonte. Na última sessão, o papel registrou avanço de 2,04%, encerrando negociado a R$ 8,99, após oscilar entre a mínima de R$ 8,86 e a máxima de R$ 9,16.

Apesar da leitura mais construtiva, já percebo sinais de maior esticamento, com o preço operando mais afastado das médias móveis, enquanto o IFR (14) alcança 78,83 pontos, em região de sobrecompra. Esse ambiente aumenta a possibilidade de correções pontuais ou até de um período de consolidação no curto prazo, embora, até agora, ainda não existam sinais técnicos claros que indiquem reversão da tendência predominante.

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Para que o movimento de alta tenha continuidade, entendo ser importante acompanhar um eventual rompimento da faixa de resistência em R$ 9,16/R$ 9,74, região que pode abrir espaço para novas projeções altistas. Por outro lado, uma correção mais intensa tende a ganhar força caso o ativo perca a região das médias móveis, mantendo no radar os suportes mais próximos.

Resistências: R$ 9,16; R$ 9,74; R$ 10,37; R$ 10,89; 11,10.
Suportes: R$ 8,65; R$ 7,95; R$ 7,53; R$ 6,81; R$ 6,00.

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Análise técnica Magazine Luiza (MGLU3)

A Magazine Luiza (MGLU3) continua inserida em uma tendência de baixa no curto prazo. No gráfico diário, observo o ativo negociando abaixo das médias móveis, configuração que reforça o domínio do fluxo vendedor neste horizonte. Na última sessão, o papel registrou forte queda de 9,95%, encerrando o pregão cotado a R$ 7,15.

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A leitura técnica segue negativa, enquanto o IFR (14) marca 25,75 pontos, em região de sobrevenda — condição que pode abrir espaço para um repique técnico ou até mesmo períodos de consolidação no curto prazo. Ainda assim, o gráfico, neste momento, não apresenta sinais consistentes que indiquem reversão da tendência principal.

Para que o ativo volte a ganhar tração compradora, entendo que será necessário superar, inicialmente, a resistência em R$ 7,85 e, principalmente, a faixa de R$ 8,00. Por outro lado, a pressão vendedora tende a ganhar intensidade caso ocorra o rompimento do suporte em R$ 7,00/R$ 6,49.

Resistências: R$ 7,85; R$ 8,00; R$ 8,66; R$ 9,36; R$ 9,67.
Suportes: R$ 7,00; R$ 6,49; R$ 6,15; R$ 5,65; R$ 5,23; 4,80.

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Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

(Rodrigo Paz é analista técnico)

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