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As ações da Petrobras (PETR4) seguem atravessando um momento de indefinição no curto prazo, após perderem força compradora e passarem a negociar dentro de uma ampla faixa lateral. Na sessão desta terça-feira, por volta das 13h20, o papel recuava 1,59%, cotado a R$ 45,96, ampliando o viés mais pressionado observado nas últimas sessões, logo após a divulgação do balanço do primeiro trimestre.
Apesar de ainda acumular valorização superior a 50% em 2026, o ativo registra queda de 6,81% em maio, refletindo um movimento de realização após a forte tendência de alta observada nos últimos meses. Na minha leitura, o fato de PETR4 negociar abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos aumenta a atenção para as regiões de suporte, especialmente diante da proximidade da base da consolidação atual.
No gráfico diário, observo que a Petrobras segue negociando dentro de uma estrutura lateral, com as médias móveis de 9 e 21 períodos praticamente estabilizadas, sinalizando perda de direção mais clara após a forte tendência altista recente.

O papel permanece abaixo dessas médias curtas, configuração que mantém um viés um pouco mais negativo no curtíssimo prazo e reforça a necessidade de atenção às extremidades da consolidação.
O IFR (14) em 45,09 pontos segue em zona neutra, refletindo justamente esse cenário de indefinição. Ainda assim, o fato de o ativo negociar próximo da base da lateralização mantém o mercado atento ao risco de perda de suportes importantes e aceleração das baixas.

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Na minha leitura, para retomar força compradora, PETR4 precisará recuperar inicialmente a região das médias móveis. Acima dessa faixa, a principal resistência continua sendo a máxima histórica em R$ 50,10. Um rompimento consistente desse nível pode abrir espaço para movimentos em direção a R$ 52,40, R$ 54,35 e R$ 57,55, com projeção mais longa na região de R$ 60,00.
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Por outro lado, a perda dos suportes em R$ 45,20 e R$ 43,80 tende a reforçar a pressão vendedora, abrindo espaço para testes em R$ 39,46 e posteriormente nas regiões de R$ 36,10, R$ 34,63 e R$ 32,15.
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Análise técnica Petrobras (PETR4)
No gráfico de 60 minutos, a leitura segue mais pressionada. A Petrobras mantém o movimento de baixa observado nas últimas sessões e volta a operar no negativo nesta terça-feira, permanecendo abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que reforça o viés vendedor no curtíssimo prazo.
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Na minha leitura, o papel continua preso em uma faixa lateral mais ampla, porém muito próximo da base dessa consolidação, o que exige atenção redobrada às regiões de suporte.

Caso o ativo perca a faixa de R$ 45,20 e, principalmente, R$ 44,34, o movimento corretivo pode ganhar intensidade, abrindo espaço para testes em R$ 43,80, R$ 42,72, R$ 41,50 e R$ 40,90.
Por outro lado, para que PETR4 volte a ganhar tração compradora no curtíssimo prazo, será importante superar inicialmente as médias móveis e as resistências em R$ 46,00 e R$ 46,65. Acima dessa região, o papel pode buscar a média de 200 períodos em R$ 47,47, além das resistências em R$ 48,33, R$ 49,03 e novamente a máxima histórica em R$ 50,10.
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“Apesar do viés ainda mais negativo no curtíssimo prazo, sigo entendendo que o comportamento lateral observado nas últimas semanas continua sendo o principal fator técnico do ativo. Dessa forma, um rompimento mais consistente das extremidades dessa faixa será determinante para definir a próxima direção relevante das ações da Petrobras.”
(Rodrigo Paz é analista técnico)
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