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As ações da Itaúsa (ITSA4) ensaiam uma recuperação nesta quarta-feira (13), após a queda registrada na sessão seguinte à divulgação do balanço do primeiro trimestre de 2026. Por volta das 13h30, o papel subia 0,54%, cotado a R$ 13,10, devolvendo apenas parte das perdas da véspera.
Do ponto de vista técnico, porém, o movimento ainda não altera a leitura de cautela no curto prazo. A ação segue pressionada após perder as médias móveis de 9 e 21 períodos e romper a linha de tendência de alta que sustentava o fluxo comprador desde o segundo semestre de 2025. Com isso, o mercado passa a monitorar regiões importantes de suporte, que podem definir se o ativo seguirá apenas em correção ou entrará em um ajuste mais amplo.
O movimento ocorre mesmo após a Itaúsa reportar lucro líquido recorrente de R$ 4,5 bilhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 17% na comparação anual. O resultado foi impulsionado principalmente pelo avanço dos números do Itaú Unibanco e pelo desempenho das investidas não financeiras. O ROE recorrente atingiu 20,1%, acima dos 17,4% registrados um ano antes.
Na sessão imediatamente posterior ao balanço, a ação fechou em queda de 1,66%, aos R$ 13,01, ampliando o movimento corretivo de curto prazo.
No gráfico diário, a Itaúsa mantém uma estrutura de perda de força nas últimas sessões. A queda abaixo das médias móveis curtas reforça o enfraquecimento do fluxo comprador, enquanto o rompimento da linha de tendência de alta aumenta o risco de continuidade da correção.
Ainda assim, a alta desta quarta-feira indica uma tentativa pontual de reação após a pressão vendedora observada no pós-balanço. Para que o cenário técnico melhore, no entanto, seria necessário que o papel recuperasse regiões de resistência relevantes e voltasse a negociar acima das médias móveis, sinalizando retomada de força compradora.
Enquanto isso não ocorre, a leitura segue mais defensiva no curto prazo, com atenção aos suportes que podem limitar novas quedas ou, em caso de perda, abrir espaço para um ajuste mais profundo.
Análise técnica Itaúsa (ITSA4)

Na minha leitura, o ativo entra em uma região técnica importante, com atenção voltada principalmente para os suportes em R$ 12,95 e R$ 12,10. Caso essas regiões sejam rompidas, o ativo pode acelerar o fluxo vendedor em direção à média móvel de 200 períodos em R$ 11,75.
A perda dessa estrutura também aumentaria a possibilidade de confirmação de um topo duplo — padrão gráfico que costuma anteceder movimentos corretivos mais intensos. Abaixo dessa faixa, os próximos suportes passam a ser R$ 11,04 e R$ 10,61.
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Por outro lado, para que ITSA4 volte a ganhar força compradora, será importante recuperar inicialmente a região das médias móveis e superar as resistências em R$ 13,50 e R$ 14,02. Acima dessa faixa, o ativo pode buscar R$ 14,39 e posteriormente voltar a mirar a máxima histórica em R$ 15,24.
O IFR (14) em 33,91 pontos segue em zona neutra, mas já próximo da região de sobrevenda, o que pode abrir espaço para repiques técnicos no curto prazo.
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No gráfico semanal, a leitura também passou a exigir mais cautela. A Itaúsa perdeu força após renovar sua máxima histórica em R$ 15,24 e passou a desenvolver um movimento corretivo mais evidente no médio prazo.
O ativo acumula três semanas consecutivas de baixa e, até o momento, caminha para encerrar a quarta semana seguida no negativo, reforçando a perda de tração compradora.
Atualmente, o papel negocia abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, configuração que mantém o viés mais pressionado e aumenta a atenção para as próximas regiões de suporte.
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Na minha leitura, o ponto técnico mais importante segue sendo a faixa dos R$ 13,00. Caso o ativo perca essa região acompanhada de aumento de volume, poderá confirmar uma formação de topo duplo, padrão gráfico que costuma fortalecer movimentos corretivos mais amplos.
Para retomada da tendência de alta, será necessário recuperar inicialmente a região das médias móveis e superar a resistência em R$ 13,70. Acima dessa faixa, o mercado volta a mirar a máxima histórica em R$ 15,24. Um rompimento consistente desse nível pode abrir espaço para projeções em R$ 15,95, R$ 17,75, R$ 18,95 e, em um cenário mais estendido, na região de R$ 20,00.
Por outro lado, a perda dos suportes em R$ 13,01 e R$ 11,77 tende a fortalecer o fluxo vendedor, abrindo espaço para movimentos em direção a R$ 10,61, R$ 9,88, R$ 9,09 e R$ 8,20.
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O IFR (14) em 50,80 pontos permanece em zona neutra, indicando que, apesar da correção recente, o ativo ainda não entrou em condição de sobrevenda no gráfico semanal.
“Em resumo, sigo com uma leitura mais cautelosa para ITSA4 no curto e médio prazo. O ativo ainda preserva uma estrutura positiva no horizonte mais amplo, mas a perda das médias móveis e a aproximação de suportes importantes aumentam o risco de continuidade do movimento corretivo caso não haja retomada mais consistente do fluxo comprador.”
(Rodrigo Paz é analista técnico)
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