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Bolsas mundiais sobem com notícia de que algumas tropas da Rússia voltam às bases, minério em forte queda e mais assuntos que agitarão o mercado hoje

Sessão também é de queda no petróleo com notícia de alívio nas tensões geopolíticas; investidores ainda aguardam por dados de preços ao produtor nos EUA

Por  Equipe InfoMoney -

Os índices futuros de Nova York sobem nesta manhã de terça-feira (15), enquanto as ações asiáticas fecharam mistas, depois do porta-voz do Ministério da Defesa da Rússia, Igor Konashenkov, dizer que unidades militares dos distritos sul e oeste da Rússia já começaram a retornar às suas bases após exercícios de treinamento perto da fronteira ucraniana, uma medida que pode diminuir o impasse geopolítico entre a Rússia e o Ocidente sobre a Ucrânia.

As tensões na Região levaram o petróleo a atingir ontem (14) máximas de 7 anos, alimentado por temores de que uma possível invasão da Ucrânia pela Rússia possa desencadear sanções dos EUA e da Europa que prejudicariam as exportações do maior produtor mundial em um mercado já apertado.

Os Estados Unidos ordenaram ontem (14) o fechamento de sua embaixada em Kiev e ordenaram a realocação de funcionários para a cidade ucraniana de Lviv, no oeste da Ucrânia, citando a “aceleração dramática no acúmulo de forças russas” na fronteira com a Ucrânia.

O noticiário da “guerra” mantém os mercados na defensiva. Na véspera, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, chegou a dizer que tinha ouvido que o ataque estava confirmado para esta amanhã (16). Porém, mais tarde, o governo da Ucrânia alegou “erro de interpretação”. 

Cabe destacar que Jair Bolsonaro chega à Rússia em uma breve viagem ao país, que ganhou uma dimensão maior do que o esperado. Apesar das avaliações para que desistisse da viagem, Bolsonaro insistiu que o país tem negócios com a Rússia e a visita tem interesses comerciais importantes para o país.

Na agenda econômica, atenção para a estimativa do PIB do quarto trimestre da zona do euro, que ficou em linha com o esperado. Nos EUA, às 10h30, será divulgado o Índice de Preços ao Produtor de janeiro, com expectativa de alta de 0,5%, segundo analistas ouvidos pela Reuters, às vésperas da ata do Fomc. 

Por aqui, sai o IGP-10 de fevereiro. A safra de balanços segue a todo vapor, com os resultados de PetroRio (PRIO3), Caixa Seguridade (CXSE3), Carrefour Brasil (CRFB3) e Banrisul (BRSR3) aguardados para hoje.

1. Bolsas Mundiais

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA avançam nesta manhã de terça-feira (15), após o Ministério da Defesa da Rússia anunciar que havia começado a devolver algumas tropas às bases de implantação após exercícios de treinamento perto da fronteira ucraniana.

Preocupações com o aumento dos juros pelo Federal Reserve também seguem no radar dos investidores, com atenção aos dados de preços ao produtor às vésperas da ata da última reunião de política monetária do banco central americano. 

Veja o desempenho dos mercados futuros:

  • Dow Jones Futuro (EUA), +0,83%
  • S&P 500 Futuro (EUA), +1,07%
  • Nasdaq Futuro (EUA), +1,42%

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam em terreno positivo, com os investidores da região continuando a monitorar as tensões entre a Rússia e a Ucrânia.

O PIB do Japão no 4º trimestre (preliminar) cresceu 1,3% sobre igual período de 2020, pouco abaixo do esperado (+1,4%).

  • Shanghai SE (China), +0,50%
  • Nikkei (Japão), -0,79% 
  • Hang Seng Index (Hong Kong), +0,82% 
  • Kospi (Coreia do Sul), -1,03%

Europa

As ações europeias operam em alta nesta terça-feira, com os investidores globais continuando a monitorar a situação geopolítica na Ucrânia.

  • FTSE 100 (Reino Unido), +0,75%
  • DAX (Alemanha), +1,41%
  • CAC 40 (França), +1,27%
  • FTSE MIB (Itália), +1,36%

Commodities

Os preços do petróleo caem na terça-feira, com os investidores lucrando com o rali do dia anterior para máximas de sete anos e com a queda dos mercados de ações globais, embora as perdas tenham sido limitadas por temores de que a Rússia possa invadir a Ucrânia e interromper o fornecimento.

O minério de ferro afunda mais de 9% em Dalian, no terceiro dia de forte baixa. A bolsa chinesa vai dobrar as taxas de transação de alguns contratos futuros a partir de quarta-feira para tentar conter as suspeitas de manipulação de preços.

“Os futuros de minério de ferro permaneceram sob pressão em meio à determinação da China de limitar os ganhos especulativos de preços”, disseram estrategistas de commodities do ANZ em nota.

As vendas contínuas refletem o crescente nervosismo dos investidores, já que o planejador estatal da China, juntamente com o regulador do mercado, convocará traders de minério de ferro nacionais e estrangeiros para uma reunião de 17 de fevereiro, em um esforço para garantir a estabilidade do mercado, segundo duas fontes ouvidas pela Reuters.

  • Petróleo WTI, -2,13%, a US$ 93,43 o barril
  • Petróleo Brent, -1,86%, a US$ 94,69 o barril
  • Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve queda de 9,98%, a 699 iuanes, o equivalente a US$ 110,15

Bitcoin

  • Bitcoin, +4,54% a US$ 43.986,86 (em relação à cotação de 24 horas atrás)

2. Agenda

O mercado elevou a perspectiva para a taxa básica de juros ao final deste ano, depois do BC ter deixado em aberto o rumo da Selic e em meio à pressão inflacionária, ao mesmo tempo em que voltou a aumentar a projeção para a alta dos preços.

A pesquisa Focus divulgada pelo BC ontem mostrou que os economistas consultados passaram a calcular a taxa Selic agora a 12,25% no fim de 2022, contra taxa de 11,75% prevista na semana anterior. Para 2023 segue estimativa de Selic a 8,0%. 

Lá fora, os investidores seguem atentos o índice de preços ao produtor nos EUA e na China. Nos EUA, a expectativa é de aumento de 0,5% em janeiro.

Zona do Euro

7h: PIB 4º trimestre zona do euro (prévia), com crescimento de 0,3% no trimestre e 4,6% no ano, em linha com a estimativa dos analistas ouvidos pela Reuters

Brasil

8h: IGP-10 de fevereiro, Itaú BBA espera alta mensal de 2,03%

10h: Monitor do PIB, FGV

EUA

10:30: Índice de Preços ao Produtor de janeiro, com expectativa de alta de 0,5% na base de comparação mensal

18:30: Estoques de petróleo semanal (API) 

China

22h30: China divulga o Índice de Preços ao Produtor de janeiro (PPI), projeção é de alta de 0,5% 

22h30: Índice de preços ao consumidor (CPI) de janeiro, consenso é de +1%

Fala de Campos Neto

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse na segunda-feira em entrevista à GloboNews que dados capturados pela instituição mostram uma redução do receio do mercado com uma passagem do atual governo para uma gestão diferente, ao ser questionado especificamente sobre eventual vitória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ao ser perguntado sobre se o mercado já precificou eventual vitória de Lula, Campos Neto afirmou que recentemente observou uma eliminação de preços de mercado que mostram o risco dessa troca de governo.

“O que a gente pode comentar é o que a gente captura nos preços de mercado. Nos preços de mercado, o que tem acontecido mais recentemente é uma eliminação de vários preços que mostram o risco da passagem de um governo para outro. Mais recentemente, a gente vê, quando olha esses preços, que eles atenuaram. Caíram um pouco”, disse.

“Significa que o mercado passou a ser menos receoso da passagem de um governo para o outro. Isso é o que a gente pode interpretar. Porque provavelmente um governo que representava um risco de medidas mais extremas está se movendo para o centro. Essa é a nossa interpretação do que a gente captura nos preços de mercado”.

Campos Neto também falou sobre a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), sobre o que seria uma crítica da autoridade monetária ao subsídio aos combustíveis, segundo a visão do mercado. “A linguagem da ata é técnico-estrutural. O que quisemos dizer é que, uma baixa artificial dos preços dos combustíveis, pode ter um efeito de curto prazo na inflação, mas, olhando o cenário estrutural, isso iria piorar o cenário de inflação estruturalmente falando”, argumentou.

3. Pacheco pauta para quarta votação de projetos sobre combustíveis

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, optou por adiar a votação, prevista para terça-feira (15), em um dia para que os senadores tenham acesso ao parecer elaborado pelo senador Jean Paul Prates, que é o relator das duas matérias que buscam reduzir ou zerar os impostos sobre combustíveis.

Relator de projetos para combustíveis mantém alterações na política de preços da Petrobras

Jean Paul Prates (PT-RN), relator no Senado dos projetos que tratam de combustíveis, irá manter, em seu parecer final, dispositivos que modificam a política de preços dos combustíveis da Petrobras, criando um imposto sobre a exportação de petróleo bruto e um programa de estabilização de preços no mercado interno, conforme informou o jornal Valor. Os Itens contrariam a equipe chefiada pelo ministro Paulo Guedes que enxerga o tributo como um obstáculo a novos investimentos no país. 

O projeto mantém a implementação de uma “política de preços dos derivados do petróleo para agentes distribuidores e empresas comercializadoras”, como já havia sido aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

O texto cria uma banda móvel de variação para os derivados de petróleo como ferramenta de estabilização, custeada por diversas fontes: imposto de exportação sobre o petróleo bruto; dividendos da União; e royalties e bônus relacionados à exploração do petróleo, entre outros.

TSE responde a dúvidas das Forças Armadas sobre urnas

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) disse ontem que enviou um documento de 700 páginas como resposta para as Forças Armadas sobre dúvidas apresentadas em relação às urnas eletrônicas. Ao todo, os militares fizeram 80 perguntas à corte.

De acordo com o TSE, as Forças Armadas fizeram perguntas específicas com pedidos de informações para compreender o funcionamento das urnas eletrônicas, sem nenhum comentário ou juízo de valor.

Eleições

“A aliança entre Lula e Alckmin está 99% concretizada”, segundos relatos ouvidos pelo Valor após jantar de ontem na casa de Fernando Haddad. Dificuldades na federação entre PSB e PT ainda impedem que a decisão seja finalizada.

4. Covid

O Brasil registrou 464 mortes e 58.100 casos de covid-19 em 24h, segundo informações do consórcio de veículos de imprensa, às 20h. 

A média móvel de mortes por Covid em 7 dias no Brasil ficou em 885, elevação de 46% em comparação com o patamar de 14 dias antes.

 A média móvel de novos casos em sete dias foi de 133.713, o que representa queda de 28% em relação ao patamar de 14 dias antes. 

Chegou a 153.038.661 de pessoas totalmente imunizadas contra a Covid no Brasil, o equivalente a 71,24% da população.

O número de pessoas que tomaram ao menos a primeira dose de vacinas atingiu 169.431.198 pessoas, o que representa 77,55% da população.

A dose de reforço foi aplicada em 56.496.078 pessoas, ou 26,30% da população.

5. Radar Corporativo

Petro Rio (PRIO3), Caixa Seguridade (CXSE3) e Carrefour Brasil (CRFB3) divulgam seus resultados do quarto trimestre de 2021. 

Eletrobras (ELET3;ELET6)

Hoje (15), o TCU se reúne para tratar da privatização da Eletrobras. A segunda parte da desestatização da Eletrobras, sobre modelagem, deve ser concluída pela área técnica entre o fim deste mês e o início de março, apurou o Estadão.

Petrobras (PETR3;PETR4)

A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal  formou maioria para suspender a maior condenação trabalhista da história da Petrobras (PETR3, PETR4), imposta pelo TST em 2011. A ação, que pede correção dos salários de 51 mil funcionários, poderia custar R$ 47 bilhões à empresa. Os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli também decidiram pela suspensão da condenação. Como Luís Roberto Barroso se declarou suspeito, só falta a ministra Rosa Weber votar.

Banco do Brasil (BBAS3)

O Banco do Brasil (BBAS3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 5,9 bilhões no quarto trimestre do ano passado, um desempenho 60,5% superior ao reportado no mesmo período de 2020.

O consenso do mercado era de um lucro de R$ 4,78 bilhões, segundo os analistas consultados pela Refinitiv.

O BB distribuirá dividendo de R$ 0,3598 por ação e JCP complementar de R$ 0,4592 por ação em 11 de março deste ano, tendo como base a posição acionária de 02 de março de 2022.

Itaúsa (ITSA4)

A Itaúsa (ITSA3;ITSA4) registrou um lucro recorrente de R$ 4,185 bilhões no quarto trimestre do ano passado, um desempenho 53,2% superior ao registrado um ano antes.

O Conselho de Administração da Itaúsa (ITSA4) aprovou pagar em 11 de março de 2022, os juros sobre o capital próprio declarados em 08 de novembro de 2021, tendo como data-base a posição acionária final do dia 23. de novembro de 2021, no valor de R$ 0,15472 por ação e os JCPs declarados em 13 de dezembro do ano passado, tendo como data-base a posição acionária final do dia 14 de janeiro deste ano, no valor de R$ 0,13334 por ação.

Engie (EGIE3

A Engie (EGIE3) reportou lucro líquido de R$ 78 milhões no quarto trimestre de 2021 (4T21), o que representa uma redução de 92,4% em relação ao mesmo período de 2020. No ano, a elétrica lucrou 1,565 bilhão, montante 44% inferior ao registrado em 2020.

O Conselho de Administração da Elétrica aprovou a distribuição de dividendos intermediários, no valor de R$ 0,7827524080 por ação, correspondentes a R$ 638,6 milhões. As ações da companhia serão negociadas ex-dividendos intermediários a partir de 25 de fevereiro de 2022. Os referidos dividendos serão pagos em 17 de março de 2022, com base na posição acionária de 24 de fevereiro de 2022.

Adicionalmente, o Conselho de Administração, definiu que os juros sobre capital próprio, no valor de R$ 60 milhões, equivalentes a R$ 0,0735359237 por ação, serão pagos em 17 de março de 2022, com base nos dados cadastrais de 29 de dezembro de 2021.

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