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Bolsas mundiais sobem antes de inflação dos EUA; IPCA, notícias positivas sobre Covid na China e mais assuntos do mercado hoje

Por aqui, o noticiário ainda conta com a intensa temporada de balanços, além da troca no ministério de Minas e Energia

Por  Equipe InfoMoney -

Os índices futuros dos EUA e bolsas da Europa sobem, mesmo sentido do fechamento dos mercados asiáticos nesta quarta-feira (11), com investidores atentos ao índice de preços ao consumidor (CPI) de abril dos EUA, deve ficar um pouco abaixo dos 8,5% de março, o que pode sinalizar que a inflação atingiu seu pico.

O aumento dos preços é ponto principal de atenção dos mercados, principalmente porque o Federal Reserve (Fed) está elevando as taxas de juros e cortando seu balanço patrimonial para lidar com a inflação. Além disso, os investidores continuam monitorando o conflito em andamento na Ucrânia e os bloqueios na China.

Na China, o índice de preços ao produtor de abril subiu 8% em relação ao ano anterior, acima das expectativas de um aumento de 7,7% por analistas ouvidos pela Reuters. A inflação ao consumidor também subiu mais do que o esperado. O índice de preços ao consumidor subiu 2,1% ano a ano, acima das expectativas de um ganho de 1,8% por analistas em uma pesquisa da Reuters.

Por outro lado, notícias positivas de contenção da Covid em Xangai animaram os investidores por lá.  O governo de Xangai anunciou na quarta-feira que oito distritos “contiveram o vírus em nível comunitário”.

Voltando aos EUA, Toyota Motors, Walt Disney e Beyond Meat divulgam seus resultados do primeiro trimestre deste ano.

Por aqui, o grande destaque é a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) de abril. A projeção Refinitiv é de alta de 1% na comparação com março e de 12,07% na comparação anual.

Já a temporada de balanço tem como destaque o Banco do Brasil (BBAS3), Braskem (BRKM5), Copel (CPLE6) e JBS (JBSS3).

Confira mais destaques:

1. Bolsas Mundiais

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA operam em alta antes da divulgação de dados da inflação. O movimento de alta ocorre depois que o Dow caiu pelo quarto dia consecutivo na terça-feira em um pregão volátil, alternando entre ganhos e perdas. O S&P 500 subiu 0,25% e o Nasdaq Composite ganhou cerca de 1%.

Veja o desempenho dos mercados futuros:

  • Dow Jones Futuro (EUA), +0,80%
  • S&P 500 Futuro (EUA), +0,98%
  • Nasdaq Futuro (EUA), +1,23%

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam no azul em sua grande maioria. Em destaque, está o maior ânimo do mercado com as ações chinesas por desenvolvimentos positivos na situação do Covid.

O governo de Xangai anunciou na quarta-feira que oito distritos “contiveram o vírus em nível comunitário”. Enquanto isso, a capital Pequim também registrou cerca de metade do número de novos casos diários.

Entre os dados de inflação divulgados na quarta-feira, o índice de preços ao produtor da China para abril subiu 8% em relação ao ano anterior, acima das expectativas de um aumento de 7,7% por analistas em uma pesquisa da Reuters. A inflação ao consumidor também subiu mais do que o esperado. O índice de preços ao consumidor subiu 2,1% ano a ano, acima das expectativas de alta de 1,8% por analistas em uma pesquisa da Reuters.

“A China estará lutando com muitos problemas econômicos, incluindo a cadeia de suprimentos e os fatores de inflação, mas estou um pouco menos preocupado com a cadeia de suprimentos do que talvez seis meses atrás”, disse Andrew Collier, diretor administrativo da Orient Capital Research, para a CNBC.

  • Shanghai SE (China), +0,75%
  • Nikkei (Japão), +0,18%
  • Hang Seng Index (Hong Kong), +0,97%
  • Kospi (Coreia do Sul), -0,17%

Europa

Os mercados europeus sobem em bloco à medida que investidores aguardam dados de inflação dos EUA.

A manhã cautelosamente positiva na Europa veio após pregões agitados na região e em mercados mais distantes. A recente volatilidade do mercado foi impulsionada por preocupações dos investidores com o aumento das taxas de juros e pontos de interrogação sobre a agressividade com que o Federal Reserve agirá para conter o aumento da inflação.

Entre os dados do euro, a taxa anual de inflação ao consumidor (CPI, pela sigla em inglês) da Alemanha acelerou para 7,4% em abril, ante 7,3% em março, atingindo o maior nível desde 1981, segundo dados finais publicados nesta quarta-feira, 11, pela Destatis, a agência de estatísticas do país. Na comparação mensal, o CPI alemão subiu 0,8% em abril. Os números vieram em linha com as expectativas de analistas consultados pelo The Wall Street Journal e confirmaram estimativas preliminares.

  • FTSE 100 (Reino Unido), +1,21%
  • DAX (Alemanha), +0,84%
  • CAC 40 (França), +1,95%
  • FTSE MIB (Itália), +1,66%

Commodities

Os preços do petróleo operam alta de 3% nesta quarta-feira, após uma queda de 9% nas duas sessões anteriores, devido a preocupações com a oferta, já que a União Europeia trabalhou para obter apoio para a proibição do petróleo russo e os principais produtores alertaram que podem ter dificuldades para preencher a lacuna quando a demanda melhorar.

Já o contrato futuro do minério negociado em Dalian registra alta superior a 5%, depois de cair por três sessões consecutivas, com o aumento das expectativas de recuperação da demanda nas usinas. “O impacto (da pandemia) em áreas como Tangshan está diminuindo e o transporte de matérias-primas foi retomado”, disseram analistas da Haitong Futures em nota, acrescentando que a produção diária de ferro fundido se recuperou em relação às semanas anteriores.

  • Petróleo WTI, +3,01%, a US$ 102,77 o barril
  • Petróleo Brent, +3,05%, a US$ 105,58 o barril
  • Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve alta de 5,32%, a 821,00 iuanes, o equivalente a US$ 122,15

Bitcoin

Bitcoin, -2,14% a US$ 31.092,77 (em relação à cotação de 24 horas atrás)

2. Agenda

Na semana seguinte à decisão do BC dos Estados Unidos em elevar os juros do país em 50 pontos base, as atenções se voltam agora aos novos dados de inflação do país. Hoje (11), sai o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês), e o consenso Refinitiv aguarda por uma variação mensal positiva de 0,2% em abril na comparação mensal.

No Brasil, sai o Índice de Preços ao Consumidor (IPCA), referente ao mês de abril. Vale lembrar que a prévia da inflação do mês passado (IPCA-15) avançou 1,73%, maior taxa para o período em 27 anos. Para o mês cheio, o Itaú prevê uma alta de 1,04%, levando a inflação de 12 meses a 12,11% – para os analistas do banco, será o pico da inflação em 2022. O consenso Refinitiv de economistas projeta alta de 1% na base mensal e de 12,07% na anual.

“A leitura será novamente pressionada pelos preços administrados, refletindo principalmente o reajuste da Petrobras anunciado em meados de março. Outros itens regulamentados, como produtos farmacêuticos, vão acelerar nessa leitura. Por outro lado, a energia elétrica apresentará alguma deflação, refletindo a mudança para a bandeira tarifária verde em meados de abril”, destaca a análise do Itaú.

Brasil

9h: IPCA de abril, com projeção Refinitiv de alta de 1% frente março e de 12,07% na base anual

EUA

9h30: Índice de preços ao consumidor mensal, consenso de alta mensal de 0,2% e alta anual de 8,1%

11h30: Variação de estoques de petróleo EIA semanal

15h: Balanço orçamentário federal

3. Mudança no comando do Ministério de Minas e Energia

O presidente Jair Bolsonaro trocou o comando do Ministério de Minas e Energia nesta quarta-feira (11). Saiu Bento Albuquerque e no seu lugar foi nomeado Alfredo Sachsida.

A mudança acontece em meio a críticas de Bolsonaro à política de preços da Petrobras.

STF investigará em conjunto ataques de Bolsonaro às urnas com atuação de milícias digitais

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que as investigações sobre os ataques que o presidente Jair Bolsonaro fez às urnas eletrônicas em uma live no ano passado sejam realizadas conjuntamente com o inquérito que apura a suposta atuação de uma milícia digital contra a democracia.

Lira indicou mais de R$ 350 milhões em emendas do orçamento secreto

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), indicou pelo menos R$ 357,4 milhões em emendas do orçamento secreto a municípios de Alagoas nos últimos dois anos. O valor é o equivalente a quase 20 vezes o valor que os deputados tiveram direito de sugerir nas emendas individuais impositivas de 2021, cujo limite era de R$  16,2 milhões, informa O Globo.

A maior parte dos recursos foi pedido para redutos eleitorais de Lira, entre eles o município de Barra de São Miguel, cujo prefeito é seu pai, Benedito de Lira (PP). As informações constam em ofícios enviados por Lira ao presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que por sua vez, os remeteu ao STF.

Senado aprova elevação de gastos eleitorais por governos

O Senado aprovou nesta terça-feira (10) o Projeto de Lei (PL) 4.059/2021, que muda o limite de gastos com propaganda do governo em anos eleitorais. O texto propõe a mudança na forma de cálculo para determinar quanto os governos federal, estaduais e municipais podem gastar com publicidade no primeiro semestre de anos eleitorais. O projeto permitirá ao governo federal um aumento de R$ 25 milhões nessas despesas ainda este ano. O texto segue para sanção presidencial.

4. Covid

Na última terça-feira (10), o Brasil registrou 195 mortes e 20.589 casos de covid-19 em 24h, segundo informações do consórcio de veículos de imprensa, às 20h.

A média móvel de mortes por Covid em 7 dias no Brasil ficou em 97, recuo de 2% em comparação com o patamar de 14 dias antes.

A média móvel de novos casos em sete dias foi de 16.053, o que representa alta de 29% em relação ao patamar de 14 dias antes.

Chegou a 164.787.605 o número de pessoas totalmente imunizadas contra a Covid no Brasil, o equivalente a 76,71% da população.

O número de pessoas que tomaram ao menos a primeira dose de vacinas atingiu 177.534.810 pessoas, o que representa 82,64% da população.

A dose de reforço foi aplicada em 88.553.917 pessoas, ou 41,22% da população.

5. Radar Corporativo

A temporada de resultados corporativos continua com Agribrasil (GRAO3), Aliansce Sonae (ALSO3), Allpark Estapar (ALPK3), Banco do Brasil (BBAS3), Banco Pine (PINE4), Boa Vista (BOAS3), Braskem (BRKM5), Copel (CPLE6), D1000 (DMVF3), Dimed (PNVL3), Enjoei (ENJU3), Equatorial (EQTL3), Fras-Le (FRAS3), JBS (JBSS3), Lavvi (LAVV3), Light (LIGT3), Lojas Marisa (AMAR3), Mahle Metal Leve (LEVE3) e Mater Dei (MATD3).

Mills (MILS3), Minerva (BEEF3), Moura Dubeux (MDNE3), Multilaser (MLAS3), Positivo (POSI3), Profarma (PFRM3), RNI (RDNI3), Rossi (RSID3), Santos Brasil (STBP3), SLC Agrícola (SLCE3), SulaAmerica (SULA11), Tenda (TEND3), Ultrapar (UGPA3), Unifique (FIQE3) e Vittia (VITT3) também divulgam os seus números.

Petrobras (PETR3;PETR4)

A estatal pagará dividendos complementares na próxima segunda-feira. Os proventos são referentes ao exercício de 2021, com base na posição acionária de 13/04/2022, conforme comunicado divulgado na mesma data. O valor por ação dos dividendos será corrigido pela taxa Selic de 31 de dezembro de 2021 até o dia 16 de  maio de 2022, chegando ao valor total de R$ 2,97 por ação.

Para os detentores de American Depositary Receipts (ADRs) negociados na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) o pagamento ocorrerá a partir do dia 23 de maio de 2022 através do JP Morgan Chase, banco depositário dos ADRs da Petrobras.

Telefônica (VIVT3)

Telefônica (VIVT3) lucrou R$ 750 milhões no 1º trimestre, queda de 20,4% na base anual.

O lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado cresceu 1,3% no 1T22, totalizando R$ 4,5 bilhões.

Qualicorp (QUAL3)

Qualicorp (QUAL3) viu lucro líquido recuar 35,3% no 1º trimestre de 2022, para R$ 74 milhões.

O Ebitda ajustado foi a R$ 252,8 milhões no trimestre analisado, o que representa uma queda de 9,2% em relação aos R$ 278,3 milhões do mesmo período de um ano atrás. A margem Ebitda recuou 2,9 pontos percentuais, para 50,3%.

CVC (CVCB3)

A CVC (CVCB3) registrou prejuízo de R$ 166,8 milhões no 1º trimestre, alta de 104,7% na base anual.

O lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) foi positivo em R$ 33,3 milhões no 1T22, ante resultado negativo de R$ 56,4 milhões.

Azul (AZUL4)

Azul (AZUL4) registrou crescimento de 84,0% na demanda consolidada de passageiros (RPK) em abril na comparação com abril de 2021. A demanda subiu 30,9% nos quatro primeiros meses do ano.

Já a oferta de assentos (ASK) aumentou 78,8% na mesma comparação. A taxa de ocupação subiu 2,3 pp, para 79,8%.

(Com Estadão, Reuters e Agência Brasil)

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