Destaques da Bolsa

Ações da Marisa saltam 7% após confirmar conversas com Americanas; Eletrobras sobe 4%, Vale e bancos têm alta

Confira os destaques da B3 na sessão desta sexta-feira (6)

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Reprodução

SÃO PAULO – O destaque na sessão desta sexta-feira (6) ficou para uma ação fora do Ibovespa, a Marisa (AMAR3, R$ 7,86, +6,79%) que chegou a saltar mais de 13% no início das negociações, mas amenizaram, fechando ainda com alta expressiva.

Americanas (AMER3, R$ 46,50, -2,41%) e a Marisa publicaram um fato relevante comunicando que tiveram conversas preliminares sobre uma possível combinação de negócios.

Já após a queda da véspera com a sessão de baixa do minério de ferro, as ações de Vale (VALE3, R$ 109,70, +0,57%) e siderúrgicas, como Gerdau (GGBR4, R$ 31,36, +2,02%) e Usiminas (USIM5, R$ 21,59, +2,71%) registraram ganhos. Já a CSN (CSNA3, R$ 43,42, -0,48%) acabou fechando em queda.

A JBS (JBSS3, R$ 32,60, +1,94%) avançou cerca de 2%. A companhia confirmou um acordo (escritura de implementação) com a Huon Aquaculture Group Limited, segunda maior empresa de aquicultura de salmão da Austrália, para adquirir todas as ações emitidas da Huon por 3,85 dólar australiano por ação, representando um valor de mercado de 425 milhões de dólares australianos, ou cerca de R$ 1,648 bilhão.

Atenção também para os bancos, que tiveram alta expressiva, ainda repercutindo uma combinação de bons resultados do setor e a recente alta de 1 ponto percentual da Selic e com indicação do Banco Central que o ritmo de avanço dos juros deve se manter.

Com isso, os papéis de Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 30,84, +2,80%), Bradesco (BBDC3, R$ 20,28, +2,11%; BBDC4, R$ 23,71, +2,20%), Banco do Brasil (BBAS3, R$ 31,79, +3,05%) e Santander Brasil (SANB11, R$ 40,88, +3,97%), fecharam o pregão em alta.

Por fim, a Eletrobras (ELET3, R$ 41,25, +4,09%; ELET6, R$ 40,90, +2,76%) ficou entre as maiores altas do dia após a notícia da adesão da Chesf à repactuação do risco hidrológico. Ontem a subsidiária da companhia anunciou o pagamento de R$ 1,419 bilhão após ter aceitado aderir à norma.

Confira mais destaques:

Petrobras (PETR3, R$ 29,11, -0,55%; PETR4, R$ 28,39, +0,14%)

O Tribunal de Contas da União (TCU) concluiu ver risco ao desenvolvimento e à reorganização do mercado de refino de petróleo no Brasil com os desinvestimentos da Petrobras, após uma auditoria para verificar como o governo federal tem atuado para reorganizar o mercado nacional de refino de petróleo, tendo em vista a venda de oito refinarias da estatal.

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“O pleno abastecimento de todos os mercados regionais de combustíveis também corre riscos. Ambas as situações ocorrem tendo em vista os desinvestimentos em curso no âmbito da estatal Petrobras”, concluiu a auditoria que teve como relator o ministro Walton Alencar Rodrigues.

De acordo com o diretor Financeiro da Petrobras, Rodrigo Araújo, porém, a constatação do TCU não tem relação direta com o processo de desinvestimento da companhia, e sim com a reorganização do setor.

Na quinta, executivos da Petrobras disseram em teleconferência com investidores que tinham contratado assessores para vender sua fatia na Braskem (BRKM5), sem dar mais detalhes. Segundo informações obtidas pela agência internacional de notícias Reuters com três fontes a par do assunto, a estatal contratou o JPMorgan como assessor para vender sua participação na Braskem.

JHSF (JHSF3, R$ 7,71, +2,12%)

A empresa de incorporação, hotelaria e administração de shopping centers JHSF  registrou um lucro líquido de R$ 321,4 milhões no segundo trimestre de 2021, alta de 26,4% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo demonstração de resultados divulgada nesta quinta-feira (5).

Já o Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciações e Amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) Ajustado da companhia somou R$ 444,4 milhões, em uma expansão de 158,8% sobre o reportado no segundo trimestre do ano passado.

O Itaú BBA avaliou os resultados divulgados pela JHSF como positivos. O banco ressalta alta de vendas de 34,6% em maio e de 30,9% em junho em comparação com o mesmo período de 2019. O lucro líquido e a margem bruta acima do esperado foram parcialmente ofuscados por maiores gastos gerais, com vendas e administrativos (SG&A na sigla em inglês) e um gasto financeiro extraordinário, levando a uma receita líquida em linha com a expectativa. O banco aponta que a margem bruta na divisão residencial permaneceu em um nível saudável, de 78%, frente a 83% no primeiro trimestre de 2021.

O Itaú BBA avalia a empresa como outperform (perspectiva de valorização acima da média do mercado) para a JHSF, com preço-alvo para 2021 de R$ 10,1, frente à cotação de R$ 7,55 de quinta.

Cia. Hering (HGTX3, R$ 37,20, +2,20%)

A Cia. Hering apresentou lucro líquido de R$ 7,1 milhões no segundo trimestre de 2021. O número significa uma retração de 94,4% se comparado ao registrado no mesmo período de 2020. Segundo a companhia, a queda se relaciona aos créditos de PIS e Cofins reconhecidos no balanço de um ano atrás, que puxou os números daquele trimestre para cima.

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O Ebitda, por sua vez, foi de R$ 21,8 milhões, queda de 70% em relação ao informado um ano antes.

“Excluindo os efeitos não recorrentes e participação nos lucros, o Ebitda corrente foi de R$ 35,5 milhões, crescimento de R$ 77 milhões versus o segundo trimestre de 2020. Comparado ao segundo trimestre de 2019, o Ebitda corrente retraiu 24,2% impactado principalmente pelo menor faturamento e pressão na margem bruta em função da maior inflação de insumos e custo de produtos”, explica a gestão da companhia.

São Carlos (SCAR3, R$ 40,09, -1,01%)

A São Carlos informou que o seu lucro líquido recorrente atingiu 7,5 milhões no segundo trimestre de 2021, queda de 20,2% em relação ao mesmo período de 2020. A receita bruta de locações, por sua vez, caiu 4%, passando para R$ 64,2 milhões.

“O trimestre foi marcado pela resiliência do portfolio de edifícios corporativos da Companhia e pela aceleração do
crescimento nos resultados da Best Center. Adicionalmente, a Best Center realizou um investimento na startup de
lockers Clique Retire no montante de R$ 5 milhões, com o objetivo de complementar a oferta de soluções para os
nossos clientes do varejo”, destacou a companhia.

Ouro Fino (OFSA3, R$ 31,94, +0,50%)

A empresa de saúde animal Ouro Fino teve lucro líquido de R$ 29,1 milhões no segundo trimestre de 2021, 91,5% acima na comparação com o mesmo período de 2020, de R$ 15,2 milhões. A receita líquida totalizou R$ 231 milhões, alta de 33,9% na base anual.

Engie (EGIE3, R$ 37,67, +1,54%)

A companhia de geração de energia elétrica Engie registrou um lucro líquido de R$ 319 milhões no segundo trimestre de 2021, queda de 58,4% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo demonstração de resultados divulgada nesta quinta-feira (5).

Já o Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciações e Amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) Ajustado da companhia somou R$ 1,532 bilhão, em uma expansão de 19,7% sobre o reportado no segundo trimestre do ano passado.

O Itaú BBA avaliou os resultados apresentados pela Engie Brasil, relativos ao segundo trimestre, como neutros. O banco diz que o Ebitda ajustado ficou levemente abaixo de sua estimativa por conta de custos de energia maiores por conta de custos maiores de compra por conta de piora do risco hidrológico, medido pelo “general scaling factor” (GSF, fator que calcula a diferença entre a energia gerada pelas hidrelétricas e sua garantia física).

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O banco também ressalta que a Engie aprovou a distribuição de R$ 790 milhões em dividendos. O banco mantém avaliação outperform e preço-alvo para 2021 em R$ 49, frente à cotação de R$ 37,1 de quinta.

BK Brasil (BKBR3, R$ 10,00, -3,85%)

O Burger King Brasil  voltou a registrar prejuízo líquido no segundo trimestre de 2021, no valor de R$ 97,1 milhões, 48% menor na comparação com o mesmo intervalo de 2020, quando perdeu R$ 186,8 milhões. Apesar dos impactos ainda sentidos pela pandemia entre abril e junho, o grupo comemora “progresso expressivo” não só em relação ao mesmo período do ano anterior, mas na melhora operacional significativa do primeiro para o segundo trimestre de 2021.

O Ebitda foi de R$ 3,1 milhões de abril a junho, desempenho que ajudou a reverter o indicador negativo do mesmo período do ano passado, de R$ 96,3 milhões.

A rede de fast-food também apresentou aumento de 94% na receita operacional líquida no último trimestre, somando R$ 567,9 milhões frente aos R$ 292,7 milhões no encerramento do segundo trimestre de 2020. Quando comparada ao desempenho de janeiro a março deste ano, a receita operacional líquida subiu 1%.

O Itaú BBA avaliou os resultados divulgados pelo Burger King Brasil como positivos e acima do esperado. As vendas totais subiram 94% na comparação com o segundo trimestre de 2020, mas caíram 16% em comparação com o mesmo período de 2019, antes dos efeitos da pandemia. O banco diz que as margens brutas representaram uma surpresa positiva por conta de mais promoções e gestão de receitas. Além disso, a empresa publicou um Ebitda positivo, frente à expectativa de prejuízo feita pelo Itaú. O banco mantém recomendação market perform (perspectiva de valorização dentro da média do mercado) e preço-alvo para 2021 de R$ 13.

O Bradesco BBI avalia os resultados do Burger King para o segundo trimestre de 2021 como positivos, em linha com as expectativas. A receita ficou em linha com a expectativa do Bradesco, com a alta exposição do Burger King a shoppings como um fator que pesou contra a empresa. A margem Ebitda, de -4.8%, ficou 2 pontos percentuais acima da expectativa do Bradesco, mas ainda assim abaixo do nível normalizado por conta de fechamento de lojas. O prejuízo líquido ajustado, de -R$ 97 milhões ficou acima da expectativa do banco, de -R$ 68 milhões. O banco mantém recomendação neutra (perspectiva de valorização dentro da média do mercado) e preço-alvo de R$ 13.

O Morgan Stanley diz que o Burger King Brasil é sua “top pick” (escolha preferida) no momento no setor. O banco diz que, após o segundo trimestre de 2021, os principais impactos materiais da pandemia ficaram para trás. No segundo semestre, o banco diz esperar que as vendas fechem perto dos níveis anteriores à pandemia, e que a estratégia de abertura de lojas seja retomada, levando a atenção dos investidores para o potencial de crescimento da empresa. O Morgan mantém recomendação overweight (perspectiva de valorização acima da média do mercado) para o Burger King Brasil, e preço-alvo de R$ 12.

Eneva (ENEV3, R$ 17,14, +1,60%)

A empresa de geração de energia Eneva registrou um lucro líquido de R$ 118,1 milhões no segundo trimestre de 2021, em crescimento de 37,7% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo demonstração de resultados divulgada nesta quinta-feira (5).

O Ebitda excluindo poços secos da companhia somou R$ 377,5 milhões, em um avanço de 35% sobre o reportado no segundo trimestre do ano passado. O Ebitda contábil foi de R$ 368,6 milhões, o que corresponde a uma alta de 31,4%.

A receita líquida, por sua vez, totalizou R$ 962,5 milhões, o que representa um incremento de 85,6% na comparação anual.

ABC Brasil (ABCB4, R$ 14,85, +1,92%)

O banco ABC Brasil registrou lucro líquido de R$ 136,3 milhões no segundo trimestre de 2021, crescimento de 11,4% em relação ao trimestre anterior e de 121,3% em relação ao mesmo período de 2020. No semestre, houve crescimento de 81,4% em relação ao mesmo período de 2020..

O Retorno Anualizado sobre o Patrimônio Líquido (ROAE) foi de 12,3% no trimestre, um aumento de aproximadamente 100 pontos base em relação ao trimestre anterior, e de 630 pontos base em relação ao mesmo período do ano passado.

Tenda (TEND3, R$ 21,41, +1,71%)

A Tenda registrou uma queda de lucro líquido de 16,1% no segundo trimestre de 2021 na comparação anual, a R$ 34 milhões. Frente os três primeiros meses, a queda é de 8%.

Já a receita líquida totalizou R$ 699 milhões nesse trimestre, alta de 33% frente o mesmo período de 2020 e alta de 16% na comparação com janeiro a março de 2021.

O Bradesco BBI avalia os resultados divulgados pela Tenda como negativos, com pressão significativa sobre as margens, mas forte receita líquida. Com uma queda de 30% até o momento em 2021, o banco diz que vê potencial de valorização da Tenda. Mas diz que a surpresa negativa para as margens no segundo trimestre de 2021 devem levar a um resultado abaixo do esperado para as estimativas de rendimentos para o ano fiscal de 2021 feitas pelo banco, de R$ 198 milhões, e aquelas do consenso do mercado, de R$ 225 milhões. Isso deve prejudicar ainda mais o desempenho dos papéis. O banco diz acreditar que a elevação de preços é uma decisão tática que parece necessária, e sugere uma mudança na abordagem da Tenda do mercado.

O banco vê que os preços mais altos vêm sendo aceitos, o que sugerem que a concorrência pode estar se enfraquecendo, em especial entre empresas menores. No entanto, os preços mais altos ainda devem levar ao menos três ou quatro trimestres para se evidenciarem nas margens da Tenda. Por isso, o Bradesco mantém preferência para a Direcional, que espera que tenha um desempenho significativamente superior ao da concorrência. O Bradesco mantém avaliação outperform também para a Tenda, e preço-alvo de R$ 36.

O Credit Suisse avaliou os resultados da Tenda como fracos, e manteve recomendação neutra para a empresa. O banco diz que mantém cautela frente aos resultados futuros, por conta de aceleração de lançamentos das empresas no segundo trimestre e ausência de sinais de desaceleração da cadeia de suprimentos da construção civil. O banco mantém preço-alvo de R$ 35, frente à cotação de R$ 21,05 de quinta.

Tupy (TUPY3, R$ 21,15, -2,98%)

A Tupy teve lucro de R$ 31,5 milhões no segundo trimestre, ante perda de R$ 82,8 milhões registrada no mesmo período do ano passado. A receita cresceu 155,1%, para R$ 1,64 bilhão.

O BBA apontou que os números da Tupy referentes ao segundo trimestre deste ano mostraram uma receita robusta, mas que foi ofuscada por margens menores na comparação com o trimestre anterior.

“Vale explicar que comparar os resultados da multinacional brasileira de metalurgia com os números do segundo trimestre do ano passado não é o mais adequado, dado o forte impacto da pandemia do Covid-19 no período. Olhando para um futuro em que a cadeia de suprimentos automotivos se normalize, a demanda continue aquecida e que a Tupy consiga continuar repassando os custos para seus clientes, vemos a companhia voltando a mostrar margens mais robustas”, apontam os analistas.

Americanas (AMER3, R$ 46,50, -2,41%), Lojas Americanas (LAME4, R$ 6,72, 0,00%) e Marisa (AMAR3, R$ 7,86, +6,79%)

A Americanas e as Lojas Americanas divulgaram fato relevante na noite de quinta informando que foi identificado um “vazamento de informação” sobre uma possível operação com a Marisa.

No documento, a Americanas afirma que manteve contato preliminar com a Marisa, mas que não há “qualquer tipo de formalização de interesse por parte da Americanas”.

“A Americanas sempre monitora, no curso normal de seus negócios, inclusive por meio de seus assessores financeiros, potenciais oportunidades no mercado”, escreve a companhia.

Também houve posicionamento por parte da Marisa, que informou, em fato relevante, que contratou a assessoria da Lazard para avaliar alternativas de otimização de sua estrutura de capital (incluindo sua unidade de negócios Mbank).

“A companhia informa que, não obstante rumores de mercado que chegaram a seu conhecimento, não possui neste momento qualquer acordo concreto para a realização de uma operação, seja com as Americanas S.A., seja com outro participante de mercado”.

Segundo matéria publicada nesta manhã pelo Valor, que citou duas fontes, a Americanas e a Lojas Marisa abriram conversas sobre uma potencial fusão de aquisição, em que a Americanas compraria a rede de vestuário da família Goldfarb por troca de ações e uma parte relevante em caixa, no esboço inicial.

Na avaliação da XP, caso a operação ocorra, há alguns aspectos positivos com uma possível combinação de negócios.

Seriam quatro os benefícios principais: (i) adição da categoria de moda ao ecossistema da Americanas através de uma marca reconhecida; (ii) ampla capilaridade nacional, com 355 lojas em todos estados brasileiros (53% no Sudeste); (iii) potencial de sinergias entre Ame (braço financeiro da Americanas) e o MBank (banco digital da Marisa) ao reforçar a atração da classe C para o segmento financeiro da AMER; e (iv) sinergia entre base de clientes das duas companhias, dado que a Marisa atende principalmente as classes B e C.

“No entanto, teríamos que entender qual o valor da transação para estimar se há uma potencial criação de valor, dado que a Marisa tem passado por uma forte reestruturação recentemente e tem enfrentado desafios para melhorar seus resultados”, avaliam os analistas.

A XP mantém recomendação de compra para AMER3 e LAME4, com preço alvo de R$ 82 e R$ 12, respectivamente.

Marcopolo (POMO4, R$ 2,75, -2,83%)

A Marcopolo comunicou que, em função da falta de determinados componentes eletrônicos associados ao seu processo produtivo, resolveu conceder férias coletivas em suas unidades industriais localizadas no Brasil a partir do dia 23 de agosto, com duração de 20 dias na planta San Marino e 30 dias nas plantas de Ana Rech e São Mateus.

Azul (AZUL4, R$ 37,97, +0,50%)

A Azul informou ao mercado que o tráfego total de passageiros, medido pelo RPK, teve alta de 253% frente julho de 2020. O tráfego doméstico teve salto de 268,6% em julho, enquanto o tráfego internacional subiu 110,8%.

A JBS firmou um acordo (escritura de implementação) com a Huon Aquaculture Group Limited, segunda maior empresa de aquicultura de salmão da Austrália, para adquirir todas as ações emitidas da Huon por 3,85 dólar australiano por ação, representando um valor de mercado de 425 milhões de dólares australianos, ou cerca de R$ 1,648 bilhão. O valor da empresa (enterprise value) é de 546 milhões de dólares australianos (que inclui sua dívida líquida de 121 milhões de dólares australianos), totalizando cerca de R$ 2,117 bilhões.

O Conselho de Administração da Huon, incluindo os principais acionistas, Peter e Frances Bender (que controlam conjuntamente 53% das ações emitidas da Huon), recomendaram por unanimidade que todos os demais acionistas votassem a favor do acordo na ausência de uma proposta superior e com a confirmação de um parecer independente de que a transação atende aos melhores interesses dos acionistas da Huon. Cada Diretor da Huon também anunciou sua intenção de votar, ou obter o voto de todas as ações da Huon detidas por ele em favor do acordo.

“Trata-se de uma aquisição estratégica, que marca a entrada da JBS no negócio de aquicultura. Vamos repetir o que fizemos anteriormente com frango, suínos e produtos de valor agregado – para deixar nosso portfólio ainda mais abrangente”, afirma Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS. Ele comenta ainda que a Huon possui 33 anos de experiência com uma “produção sustentável, de alta tecnologia, produtos de qualidade superior amplamente reconhecidos pelo consumidor australiano, num setor com ótimas perspectivas de crescimento no mundo todo. A aquicultura será uma nova plataforma de crescimento dos nossos negócios”, pontuou.

A Huon é a segunda maior empresa de aquicultura de salmão da Austrália com operações verticalmente integradas, situadas na Tasmânia, abrangendo incubatórios, aquicultura marinha, colheita, processamento, marketing, vendas e distribuição. A Huon investiu mais de 350 milhões de dólares australianos nos últimos cinco anos em infraestrutura operacional de ponta e práticas sustentáveis no ciclo de produção de salmão. Os produtos primários incluem filés de salmão frescos, produtos porcionados embalados a vácuo e outros produtos de valor agregado para o mercado interno de atacado, varejo e canais de exportação.

A JBS ressalta que a transação está sujeita às condições usuais, incluindo, entre outras coisas, o recebimento das aprovações regulatórias, judiciais e dos acionistas da Huon. A transação está atualmente prevista para ser concluída no final de 2021.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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