Também conhecido como US Dollar Index, o indicador DXY mede o desempenho do dólar norte-americano frente a uma cesta de moedas estrangeiras – agrupadas de forma ponderada.

O índice foi desenvolvido pelo Federal Reserve (banco central dos EUA) em 1973 com o objetivo de ser um parâmetro sobre o valor do dólar frente a outras divisas.

“É usado, portanto, como uma referência para entender a força ou a fraqueza do dólar em relação a essas moedas”, explica Fernando Godoy, sócio da Portofino Multi Family Office.

Que moedas formam o DXY?

O índice é composto por seis moedas, na seguinte proporção:

  • Euro: 57,6%
  • Yen (Japão): 13,6%
  • Libra Esterlina (Reino Unido): 11,9%
  • Dólar Canadense: 9,1%
  • Coroa Sueca: 4,2%
  • Franco Suíço: 3,6%

Desde o lançamento, houve uma única mudança, em janeiro de 1999, por conta da criação do euro – que substituiu o marco alemão, franco francês, lira italiana, florim holandês e franco belga na composição do indicador.

O peso relativo desse bloco no DXY, no entanto, foi mantido em 57,6%.

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Como o indicador é calculado?

De acordo com a ICE Futures US, o índice DXY representa a média geométrica das seis moedas citadas, ponderadas em relação ao dólar americano.

Desde o início da negociação de futuros desse índice nos EUA, a instituição é quem reúne, calcula e divulga dados desse indicador.

A ICE Futures afirma que o DXY foi criado para apontar um valor médio do dólar ponderado pelo comércio bilateral dos EUA, considerando a livre flutuação frente a moedas globais.

Especialistas ponderam, no entanto, que o referencial não reflete com exatidão o comércio atual dos EUA com outros países.

Como analisar o comportamento do DXY?

Em termos práticos, como o índice possui a chamada “base 100”, as variações partem desse patamar.

Exemplo: se indicador estiver em 110, significa que o dólar americano apresentou uma valorização de 10% frente à cesta de moedas em questão.

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No sentido inverso, qualquer variação abaixo de 100 mostra queda da moeda dos EUA. Um recuo para a escala de 95, por exemplo, representaria uma perda de 5%.

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Quanto à leitura dos movimentos, um DXY em alta representa que o dólar está se fortalecendo em relação às moedas na cesta, o que pode ser interpretado como um sinal de demanda por dólares, explica Godoy, da Portofino.

Ao contrário, se estiver caindo, mostra que o dólar está se enfraquecendo em relação a essas moedas.

“Tais movimentações podem ocorrer por inúmeros fatores, como decisões de política monetária, indicadores econômicos, notícias e eventos globais, sentimentos e expectativas do mercado”, afirma Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research.

Ele dá o exemplo de momentos de incerteza econômica global, busca por ativos seguros ou elevação da taxa de juros norte-americana, situações nas quais normalmente há uma maior procura pela moeda americana. “Nesse caso, o DXY tende a subir.”

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Quais as opções para investir no DXY?

Como não é possível negociar diretamente o DXY, uma alternativa para os investidores são os chamados exchange traded funds (ETFs), ou fundos de índice.

São produtos que replicam exatamente a composição de um indicador e possuem cotas negociadas na Bolsa. No caso do DXY, existe por exemplo o ETF Invesco DB US Dollar Index Bullish Fund (UUP).

A distribuidora do produto, no entanto, faz um alerta quanto às características da modalidade.

“Este fundo não é adequado para todos os investidores, devido à natureza especulativa de um investimento baseado na negociação que ocorre em mercados muito voláteis”, diz a página da Invesco, que deixa o claro o risco de “grandes perdas” em razão das oscilações existentes nos contratos futuros atrelados ao ETF.

Como em todo investimento do tipo, especialistas recomendam aos interessados ler com muita atenção o prospecto do fundo, sobretudo o capítulo “Riscos e Outras Informações”.

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Como o DXY impacta os investimentos no exterior?

O economista-chefe da Suno destaca que o comportamento do índice DXY não influencia diretamente os investimentos no exterior. Trata-se mais de uma ferramenta de análise. “Ele reflete a dinâmica do dólar em relação a outras moedas”, afirma Sung.

Godoy, da Portfino, comenta que o DXY é importante para investidores que têm exposição a ativos em dólares ou que fazem negócios internacionais.

“Quando o DXY sobe, os ativos com exposição em dólares, como títulos do Tesouro dos EUA por exemplo, tendem a se valorizar, enquanto outros ativos estrangeiros podem se desvalorizar”, afirma o especialista.

Ele lembra também que o DXY ajuda a avaliar tendências no mercado de câmbio. Isso porque investidores e empresas podem usar essa informação para tomar decisões sobre o chamado “hedge cambial” (proteção contra oscilações do dólar, no caso), planejamento financeiro e alocação de ativos.

“Apesar da importância do DXY para entender o comportamento do dólar e seu impacto em investimentos internacionais, a Portofino MFO não faz uso desse índice como estratégia de alocação a não ser que o cliente tenha exposição a outras moedas através de seu próprio negócio ou outros ativos financeiros”, pondera Godoy.

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Para esse tipo de exposição, como por exemplo a tese de enfraquecimento do dólar perante outras economias, a casa prefere utilizar produtos de renda fixa nas moedas locais.

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