Reforma da Previdência: Presidente da comissão especial sinaliza que votação não será célere

Marcelo Ramos (PL-AM) mencionou que a duração dos trabalhos dependerá do nível de acordo a que se chegará em torno do relatório; sem entendimento político, não há como evitar que as bancadas apresentem destaques e requerimentos que podem postergar a votação

Importante: os comentários e opiniões contidos neste texto são responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney ou de seus controladores

A entrevista coletiva concedida pelo presidente da comissão especial da reforma da Previdência, Marcelo Ramos (PL-AM), deu indicativos de que ele não espera uma votação célere do relatório.

Na entrevista, Ramos mencionou que a duração dos trabalhos dependerá do nível de acordo a que se chegará em torno do relatório e que, sem entendimento político, não há como evitar que as bancadas apresentem destaques e requerimentos que podem postergar a votação.

Ele lembrou ainda que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de Michel Temer teve três dias de discussão e três dias de votação.

“A velocidade depende do nível de acordo da matéria. Podemos votar em um dia ou três dias. Lembro do exemplo da CCJ: demoramos 61 dias quando não havia acordo, e apenas 1 dia para aprovar a partir do acordo.”

Ramos também lembrou que na semana do dia 17 só haverá sessão segunda e terça e que a tradição é não haver quórum durante as festas juninas, na semana seguinte.

Mais do que um veredicto definitivo sobre o calendário, a fala de Ramos ressalta a necessidade da construção de um entendimento amplo com os partidos de centro para que o texto avance com rapidez. Hoje, os principais pontos dizem respeito à inclusão de Estados e municípios, regras de transição e capitalização.

Ele fez questão de frisar algumas vezes que um acordo em torno do texto seria suficiente para evitar esses problemas.

O deputado Samuel Moreira não participou da entrevista porque estava em reunião com técnicos da Casa.

Insira seu e-mail abaixo e receba com exclusividade o Barômetro do Poder, um estudo mensal do InfoMoney com avaliações e projeções das principais casas de análise política do país:

PUBLICIDADE

XP Política

Leia também