ETFs: Diversificação, liquidez e baixos custos

Saiba mais sobre a industria de investimentos que mais cresce nos EUA.

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O que são?

ETFs (Exchange Traded Funds) são fundos cujas cotas são negociadas em bolsa. Como um fundo, ao comprar uma cota o investidor na verdade está comprando um conjunto de ativos, o que permite uma maior diversificação e acesso a ativos mais restritos com uma quantia pequena de dinheiro. E como uma ação, esses fundos são negociados em bolsa e podem ser comprados e vendidos a qualquer momento.

No Brasil só existem ETFs de ações e com estratégia passiva, que replicam índices (Ibovespa, IBrX, S&P..) ou setores (Consumo, Imobiliário…). Já nos EUA, existem ETFs para todos os gostos: renda fixa, ações, commodities, de qualquer região do mundo e com gestão ativa ou passiva. Então é só pensar em qualquer estratégia de investimento que, muito provavelmente, será possível encontrar um ETF que faça o trabalho! E o mais legal, na minha opinião, é que o investidor pode operar comprado ou vendido.

Alguns exemplos…

Suponhamos que o investidor acredite que a volatilidade do mercado está muito baixa. Em vez de montar uma estratégia complexa com opções, como no Brasil, é possível comprar um ETF de volatilidade: iPath S&P 500 VIX ST Futures ETN (cod: VXX).

Para os investidores tecnológicos que querem surfar no crescimento no mercado de smartphones, por exemplo, existe um ETF exclusivamente dedicado a gadgets, incluindo fabricantes de celulares, desenvolvedores de software e provedores de rede do mundo todo, incluindo China: First Trust Nasdaq CEA Smartphone Index Fund (cod: FONE).

Suponhamos agora, que o investidor acredite que a atividade de pesca aumentará muito nos próximos anos, a medida que o consumo de proteína mundial cresce. É possível investir em um ETF que compra exclusivamente empresas engajadas na pesca comercial , piscicultura, processamento de peixe , ou a comercialização e venda de pescado e produtos: Global X Launches Fishing ETF (cod: FISN).

Mas se engana quem pensa de ETFs são apenas para investidores arrojados. É possível comprar um ETF que invista somente nos títulos de renda fixa mais líquidos do mundo de empresas classificadas como “Investment Grade” (menos arriscadas): iShares iBoxx $ Investment Grade Corporate Bond ETF (cod: LQD).

Enfim, deu pra entender que as opções são muitas, né? É só pensar em algo e dar um Google seguido da sigla “ETF”.

Por que estão cada vez mais populares entre os investidores?

Segundo levantamento da BlackRock, os ETFs já representam 27% do volume total negociado em bolsa nos EUA e 20% na Europa. A indústria vem crescendo a uma taxa média anual de 25% nos últimos 10 anos e já atinge 2,8 trilhões de dólares.

A atratividade vem da variedade de opções, dos baixos mínimos de aplicação (o investidor pode comprar apenas 1 titulo) e, principalmente, dos baixos custos. As taxas de administração/gestão de um ETFs são, em média, 6 vezes menores do que a de um fundo tradicional. Por isso, não são apenas os investidores PF que utilizam ETFs pra investir, mas muitos investidores institucionais também.

Como escolher?

Em 2000, existiam pouco mais de 100 ETFs listados no mundo, hoje, já são mais de 5000! Então a maior dificuldade é escolher dentre tantas opções. Pra facilitar, segue a lista de itens que precisa ser avaliada antes de escolher o ETF:

1-Custos
Antes de investir, procure saber os custos embutidos. É uma informação aberta, basta procurar por “Expense Ratio”. Muitas vezes é possível achar um ETF igual ou similar com custos menores. E quanto menor o custo, melhor a rentabilidade pro investidor.

2-Liquidez
O “custo de liquidez” não é tão simples de descobrir, mas igualmente importante. Se o ETF tiver pouca liquidez, o investidor pode ser penalizado na hora de vender o ativo, já que, diferentemente de um fundo aonde o investidor simplesmente pede resgate no valor da cota, no caso de um ETF é necessário achar um comprador no mercado. Para isso, é importante levantar o volume médio de negociação do ativo e a diferença (“spread”) entre preço de compra (“bid price”) e o preço de venda (“ask price”) de fechamento de mercado em um período de tempo. Quanto menor essa diferença, melhor.

3-Diversificação
O objetivo de comprar um ETF está em, justamente, diversificar os investimentos sem ter que comprar vários ativos. Por isso, verifique a composição (“holdings”) antes de escolher. 

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Livia Mansur

Livia Mansur é especialista em alocação de recursos de clientes de alta renda com mais de 12 anos de experiência. Hoje mora em Miami e atua no mercado financeiro internacional.