É a crise? Economia informal para de cair pela primeira vez no Brasil

Depois de 12 anos de diminuição, mercado informal movimentou mesmo percentual do PIB em 2014 e 2015

Paula Zogbi

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SÃO PAULO – Desde 2003, ano em que a economia informal no Brasil começou a ser monitorada, 2015 é o primeiro ano em que Índice de Economia Subterrânea não tem diminuição ante o valor anterior.

De acordo com o estudo desenvolvido pelo Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO), em conjunto com o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV/IBRE), o mercado informal movimentou R$ 932 bilhões em 2015 – ou 16,1% do PIB. Este valor representa a mesma porcentagem que foi vista em 2014 para o índice.

Para a FGV, que a estagnação nos índices de informalidade decorre do quadro de recessão econômica e instabilidade política vistos durante todo o ano; e pode significar uma tendência. “A previsão para os próximos anos é de uma mudança no cenário com crescimento do mercado informal. Indicadores como o aumento da inflação e do desemprego e a dificuldade de acesso ao crédito prejudicam a redução deste mercado”, analisa Samuel Pessoa, pesquisador do FGV/IBRE.

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A instituição também afirma que que a informalidade traz prejuízos diretos para a sociedade, cria ambientes de transgressão, estimula o comportamento econômico oportunista, com queda na qualidade do investimento e redução do potencial de crescimento da economia brasileira. Além disso, provoca a redução de recursos governamentais destinados a programas sociais e a investimentos em infraestrutura.

No total, os empregos informais movimentaram R$ 932 bilhões em 2015, valor que, deliberadamente, não é reportado ao governo, para fins de sonegações fiscais, e portanto não entra nos cálculos do PIB. No ano passado, esse valor somou R$ 889 bilhões. Nos últimos 12 anos, o índice caiu 4,9 pontos percentuais.

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Paula Zogbi

Analista de conteúdo da Rico Investimentos, ex-editora de finanças do InfoMoney