O IPO da SpaceX entrou oficialmente no radar do mercado após a companhia protocolar seu prospecto em 20 de maio deste ano. 

Embora tenha construído sua reputação com lançamentos espaciais, a SpaceX chega ao mercado com uma proposta mais ampla. Os documentos da oferta destacam negócios ligados à conectividade via satélite, infraestrutura digital e inteligência artificial.

A abertura de capital marca uma nova etapa para a empresa de Elon Musk e coloca investidores diante de uma das ofertas mais aguardadas dos últimos anos. Neste guia, entenda como a SpaceX ganha dinheiro, quem são seus investidores, quanto ela vale, o que esperar da sua estreia na bolsa e mais.

O que é a SpaceX?

A SpaceX é uma empresa aeroespacial fundada em 2002 que desenvolve foguetes, naves espaciais e satélites. Ela também opera a Starlink, serviço de internet via satélite presente em dezenas de países.

A empresa ganhou destaque por tornar os lançamentos espaciais mais baratos com foguetes reutilizáveis e, ao longo dos anos, se tornou uma das principais fornecedoras de serviços espaciais para governos e empresas privadas. Hoje, atua em áreas que vão desde o transporte de cargas e astronautas até conectividade global e infraestrutura tecnológica.

Quem fundou a SpaceX? 

A SpaceX foi fundada por Elon Musk, que também está por trás de empresas como a Tesla, a Neuralink e a xAI.

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A criação da companhia ocorreu poucos anos após a venda do PayPal para o eBay. Na época, Musk passou a investir parte de sua fortuna em projetos de exploração espacial, com a meta de reduzir os custos dos lançamentos e acelerar a presença humana fora da Terra.

Nos primeiros anos, a empresa enfrentou dificuldades financeiras e falhas em lançamentos de foguetes. A situação começou a mudar no fim da década de 2000, com a conquista de contratos importantes com a Nasa e consolidação no setor aeroespacial.

Como a SpaceX ganha dinheiro?

A principal fonte de receita da SpaceX vem dos serviços de lançamento espacial. A empresa realiza missões para clientes privados, governos e agências espaciais, colocando satélites, cargas e tripulações em órbita.

Outra frente relevante é a Starlink. O serviço de internet via satélite possui milhões de usuários ao redor do mundo e gera receita recorrente por meio de assinaturas.

A companhia também mantém contratos com órgãos governamentais, especialmente nos Estados Unidos, incluindo projetos ligados à exploração espacial, defesa e comunicações.

Como funciona a parceria da SpaceX com a Nasa?

A relação entre SpaceX e Nasa começou na década de 2000, quando a agência espacial americana passou a contratar empresas privadas para reduzir custos e ampliar sua capacidade de operação. Desde então, a companhia de Elon Musk se tornou uma das principais parceiras da agência.

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Hoje, a SpaceX realiza missões de abastecimento da Estação Espacial Internacional (ISS), transporta astronautas e participa de programas ligados ao retorno dos Estados Unidos à Lua. Além da Nasa, a empresa também mantém contratos com órgãos governamentais americanos, incluindo o Departamento de Defesa e a Força Espacial dos EUA.

A SpaceX é a controladora responsável por atividades como lançamentos espaciais, desenvolvimento de foguetes e missões tripuladas.

Já a Starlink é uma divisão da companhia focada em internet via satélite. O serviço utiliza milhares de satélites colocados em órbita pela própria SpaceX para oferecer conexão de alta velocidade em regiões de infraestrutura limitada ou inexistente.

SpaceX x Starlink: qual é a diferença?
SpaceX
✔ Empresa fundada por Elon Musk em 2002
✔ Desenvolve foguetes, naves espaciais e satélites
✔ Realiza lançamentos para governos, empresas e agências espaciais
✔ Mantém contratos com a Nasa, o Departamento de Defesa dos EUA e clientes privados
Starlink
✔ Divisão da SpaceX focada em internet via satélite
✔ Opera uma rede com milhares de satélites em órbita
✔ Oferece conexão em regiões com pouca ou nenhuma infraestrutura de internet
✔ Gera receita recorrente por meio de assinaturas
Em resumo
A SpaceX é a empresa responsável pelos lançamentos espaciais e pelo desenvolvimento da tecnologia. A Starlink é um dos seus principais negócios e utiliza a infraestrutura criada pela própria SpaceX para fornecer internet via satélite.

Quando será o IPO da SpaceX?

A SpaceX protocolou seu prospecto em 20 de maio de 2026. Segundo informações da imprensa, a companhia deve iniciar o roadshow com investidores nos primeiros dias de junho e precificar a oferta logo após disso.

Esse cronograma ainda pode sofrer alterações, algo relativamente comum em operações desse porte. A data definitiva de estreia das ações dependerá das condições de mercado e da conclusão das etapas regulatórias da oferta.

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Em qual bolsa a SpaceX vai listar? E qual o ticker?

O IPO da SpaceX ocorrerá na bolsa de valores Nasdaq, sob o código de negociação (ticker) SPCX.

Não. Pelo menos neste momento, a Starlink não fará uma oferta separada. 

O pedido de IPO apresentado pela SpaceX inclui também o negócio de internet via satélite da companhia. Isso significa que os investidores que comprarem ações da SpaceX terão exposição tanto às operações de lançamentos espaciais quanto à Starlink e a outras áreas de atuação destacadas pela empresa em seu prospecto.

Quantos foguetes a SpaceX já lançou? 

A SpaceX já realizou cerca de 700 lançamentos desde sua criação. Grande parte dessas missões é feita com o Falcon 9, foguete reutilizável que se tornou a espinha dorsal das operações da companhia. 

A companhia também utiliza o Falcon Heavy e mantém os testes do Starship, considerado peça-chave para seus planos futuros.

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Quem são os investidores da SpaceX hoje?

Além de Elon Musk, que possui cerca de 80% das ações ordinárias (votantes), a companhia tem entre seus investidores fundos de investimento, gestoras de recursos e investidores institucionais que participaram de rodadas privadas ao longo dos anos.

Entre os nomes associados ao capital da empresa estão a gestora Fidelity, a Alphabet (controladora do Google), a Founders Fund, de Peter Thiel, além de fundos como Sequoia Capital e Valor Equity Partners. 

Por que o IPO da SpaceX é tão aguardado?

A grande expectativa se explica pelo acesso que o mercado terá a uma empresa líder em um setor estratégico, que cresce rapidamente e com projetos de longo prazo muito além da indústria espacial. 

Graças aos foguetes reutilizáveis, a SpaceX reduziu custos e conquistou uma participação relevante em missões comerciais e governamentais.

Outro fator é a Starlink, uma das principais fontes de receita da empresa. O prospecto do IPO também destaca oportunidades em áreas como infraestrutura digital e inteligência artificial.

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O que Elon Musk já disse sobre o IPO da SpaceX?

Durante anos, Elon Musk afirmou que não tinha pressa para abrir o capital da SpaceX. Segundo ele, o mercado acionário costuma pressionar empresas por resultados de curto prazo, enquanto os principais projetos da companhia exigem investimentos e planejamento de longo prazo.

Mesmo com a abertura de capital, Musk continuará no controle da SpaceX. O IPO foi estruturado de diferentes classes, permitindo que o fundador preserve a maior parte do poder de voto após a entrada de novos investidores. 

Qual o valuation estimado da SpaceX?

A SpaceX pretende estrear na bolsa avaliada em pelo menos US$ 1,8 trilhão, segundo fontes próximas à operação. 

A cifra é inferior às estimativas divulgadas pela Bloomberg News em abril, quando a empresa buscava uma avaliação superior a US$ 2 trilhões. O ajuste teria ocorrido após conversas com assessores e investidores durante a preparação da oferta.

Como comprar ações da SpaceX no Brasil?

O investidor brasileiro pode participar do IPO ou aguardar o início das negociações na Nasdaq. Segundo especialistas ouvidos pelo InfoMoney, o mercado secundário é a opção mais viável para quem não é classificado como investidor qualificado.

Outra possibilidade é que, futuramente, surjam BDRs da companhia na B3, permitindo exposição às ações sem a necessidade de operar diretamente no exterior. No entanto, a criação desses recibos depende do interesse de instituições financeiras e de requisitos regulatórios.

Vale a pena investir no IPO da SpaceX? Quais são os riscos?

Para muitos investidores, o IPO da SpaceX representa uma oportunidade rara de participar de um negócio que permaneceu fechado ao público durante mais de duas décadas.

Por outro lado, investir em uma oferta pública inicial envolve riscos. Empresas em fase de forte expansão costumam negociar a múltiplos elevados, o que aumenta a sensibilidade das ações a resultados abaixo do esperado. Além disso, a SpaceX atua em um setor que exige investimentos bilionários, depende de aprovações regulatórias e está sujeita a desafios tecnológicos relevantes.

Como em qualquer IPO, a decisão deve levar em conta o perfil de risco do investidor e o preço efetivamente definido para a oferta.

Quem vale mais: SpaceX ou Blue Origin?

Sabe-se que a SpaceX vale muito mais do que a concorrente Blue Origin. No entanto, a empresa de Jeff Bezos tem capital fechado e, por isso, não há informações públicas recentes sobre seus números.

Segundo matéria da Forbes de janeiro de 2025, Bezos já havia investido cerca de US$ 14,6 bilhões na Blue Origin desde sua fundação, em 2000. Já a SpaceX, que passou a publicar dados com a proximidade do IPO, registrou receita de US$ 18,7 bilhões em 2025, tendo fechado o ano com prejuízo contábil de US$ 4,94 bilhões. As informações constam nos documentos oficiais de registro para o IPO.

IPO da SpaceX: o que o investidor precisa saber
Por que chama atenção? A empresa lidera o mercado de lançamentos espaciais, controla a Starlink e aposta em áreas como infraestrutura digital e inteligência artificial.
Quanto ela vale? A expectativa é de cerca de US$ 1,8 trilhão, o que pode tornar a oferta uma das maiores da história do mercado americano.
Como investir? Brasileiros poderão participar do IPO ou adquirir ações no mercado secundário.
Pode chegar à B3? Sim, mas apenas se instituições financeiras emitirem BDRs da companhia.
Quais os riscos? Valuation elevado, necessidade de investimentos bilionários, dependência de aprovações regulatórias e desafios tecnológicos inerentes ao setor espacial.