Entenda como as mulheres investem e porque elas são melhores que os homens

Forma de investir das mulheres é diferente dos homens e, estudos comprovam, elas investem melhor

Lys Silva

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SÃO PAULO – Pesquisas e estudos científicos mostram que as mulheres investem de forma diferente dos homens e, consequentemente, isso traz diferentes resultados. É isso que atesta notícia veiculada no site Investopedia. A reportagem de Catherine Fredman destaca aspectos que diferenciam homens e mulheres na hora de investir e mostra que, os dados não mentem: elas, por natureza, tendem a ser investidoras mais cautelosas do que os homens. Mas sua abordagem com base em pesquisa intensiva, caracterizada por considerar uma ampla gama de opiniões e levando em conta o fator tempo para deliberar, leva a uma melhor tomada de decisão.

Poupar para alcançar segurança vs. Investir para alcançar o sucesso
Mulheres e homens têm fundamentalmente diferentes definições de riqueza. De acordo com um estudo feito pela organização Fidelity, 54% das mulheres associam riqueza com a palavra “segurança”, enquanto os homens a associam com “sucesso” e “poder”.

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Essa classificação distinta, naturalmente, afeta a forma como cada um aborda e preserva a riqueza. Um estudo da instituição americana Prudential descobriu que 70% das mulheres se veem como poupadoras ao invés de investidoras. O oposto é verdadeiro para os homens: 70% estão dispostos a assumir algum risco em troca da oportunidade de uma maior recompensa financeira, e 40% dizem que gostam de investir.

Não é surpreendente, portanto, que as mulheres invistam de maneira menos agressiva do que os homens. Um estudo de 2013 da Fidelity sobre hábitos financeiros dos casais descobriu que quase três em cada dez mulheres estão mais interessadas em preservar a riqueza às custas de retornos mais baixos, contra 20% dos homens.

Obviamente, este estilo de investimento, de aversão ao risco, não vai acelerar os retornos em grande escala. Já, quando a aversão ao risco está emparelhada com outros traços típicos das investidoras, a maré vira.

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Não saber investir leva a pesquisa
Mulheres admitem não saber muito sobre investimentos de forma muito mais fácil que os homens. Uma pesquisa realizada pela BlackRock Investidor Pulse constatou que apenas 49% das mulheres se dizem bem informados sobre poupança e investimento, em comparação com 57% dos homens. Mas elas sabem exatamente como se tornar mais confiante: educando-se.

Esse é um dos pontos onde as mulheres têm uma vantagem. Em seu livro best-seller The Female Brain, “O Cérebro Feminino”, em tradução livre, a neuro psiquiatra Louann Brizendine, explica que o cérebro masculino é voltado para o individualismo e a autoaprendizagem. É por isso que os homens muitas vezes parecem incapazes de pedir ajudar quando dirigem o carro ou quando estão aprendendo a investir. As mulheres, por outro lado, preferem reunir informações através de redes, como clubes de investimento, por exemplo e dão as boas-vindas a troca de ideias e conselhos.

A riqueza das opiniões
O fato de estarem abertas a opiniões exteriores leva a outra diferença entre os sexos na hora de investir pois as mulheres tendem a demorar mais tempo para tomar decisões de investimento. Elas gostam de consultar diferentes especialistas, participar em fóruns on-line, e debruçar-se sobre boletins financeiros e revistas para confirmar as suas conclusões

Além disso, porque as mulheres são mais conscientes da sua falta de conhecimento, elas estão mais propensas a procurar ajuda especializada que a ajude a chegar em conclusões referentes a investimentos. Somente 40% das mulheres disseram que agem unicamente por conta própria em pesquisas de investimento, em comparação 54% dos homens disseram fazer exatamente isso.

A vantagem hormonal
Hormônios podem realçar as diferenças entre gêneros. A testosterona altera o estilo de investimento, diz John Coates, neurocientista da Universidade de Cambridge, que estuda a relação entre a fisiologia e a inclinação a riscos. Ele descobriu que altos níveis de testosterona levaram ao aumento da tomada de risco, semelhante ao “efeito vencedor”, em que o sucesso gera uma sensação de invencibilidade. Ela também empurra os investidores a abraçar tendências e acompanhar o bando, mesmo que o bando esteja indo em direção a um penhasco.

A falta de testosterona reforça o pensamento racional e a aversão ao risco das mulheres, ou, talvez elas são capazes de manter suas prioridades de investimento no lugar porque são menos fustigadas por furacões hormonais de risco. Coates indica que “as mulheres têm os pés hormonais firmemente plantados no chão, e, consequentemente, são menos propensas a “exuberâncias irracionais” como investimentos de alto risco”, conclui o doutor.

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