Por Diego Lazzaris Borges Em onde-investir  17 dez, 2015 15h20

Startup inova o conceito de empréstimos e oferece aplicações com retorno de 20% ao ano

A Biva conecta pequenos empreendedores que precisam de empréstimos com investidores dispostos a aplicar parte do seu capital em troca de um retorno mais elevado

Por Diego Lazzaris Borges Em onde-investir  17 dez, 2015 15h20

SÃO PAULO – Com a alta da taxa de juro, remunerações de 14%, 15% ou até 16% ao ano na renda fixa já atraem bastante gente. Mas um tipo de aplicação diferente, que oferece retornos ainda maiores, já começa a mexer com o mercado e interessar muitos investidores que buscam diversificação do portfólio com uma rentabilidade mais alta que os tradicionais CDB, LCI e LCA emitidos pelos grandes bancos.

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A startup Biva se propõe a conectar pequenos empreendedores que precisam de empréstimos para alavancar seus negócios com investidores dispostos a aplicar parte do seu capital em troca de um retorno que gira em torno de 20% ao ano. O prazo dos investimentos está atrelado ao período solicitado pelo empreendedor, que hoje varia de seis a 24 meses. A rentabilidade varia de acordo com os prazos e é creditada mensalmente na conta do investidor, junto com parte do capital investido.

“Uma pessoa física não conseguiria emprestar legalmente dinheiro para uma empresa. A Biva permite justamente isso. É o conceito do peer to peer (P2P), de desintermediação do mercado de empréstimos. Ao permitir que você invista em determinada empresa, oferecemos uma rentabilidade maior para o investidor e o empreendedor paga uma taxa mais barata”, afirma Jorge Vargas, CEO da Biva.

O conceito é o mesmo de uma aplicação de renda fixa disponível em um banco. O CDB do grande banco, por exemplo, nada mais é do que um papel emitido pela instituição financeira para se capitalizar. A diferença é que o banco toma emprestado (quando você investe) pagando uma taxa (remuneração ao investidor) de em média 90% a 100% do CDI e empresta aos clientes o mesmo dinheiro cobrando uma taxa de juros de mais de 300% do CDI. “A Biva tira o elevado spread (diferença entre a taxa que o banco toma emprestado e empresta o dinheiro) dessas operações”, explica Vargas.

A startup trabalha com instituições financeiras parceiras, como a Sorocred, que são responsáveis por disponibilizar os empréstimos e originar o título de renda fixa (CDB, no caso de bancos, e RDB, no caso de financeiras), além da CCB (Cédulas de Crédito Bancário), que lastreia estes títulos. “O investidor tem todas as vantagens de uma operação bancária. Está dentro do SFN (Sistema Financeiro Nacional), tem a segurança FGC (Fundo Garantidor de Créditos)", destaca Vargas.

A garantia do FGC se dá no caso de insolvência da instituição financeira que emitiu o título de renda fixa. Já as garantias de crédito do empréstimo efetuado são desenvolvidas pela própria Biva. A startup criou junto ao Serasa Experian um modelo de avaliação das empresas. “Só colocamos na plataforma empresas com nota ‘A’ ou ‘B’ neste modelo”, diz Vargas. Para diminuir os riscos ao investidor, a Biva criou um fundo que consegue absorver uma inadimplência de até 15% da carteira. Caso o default (calote) seja maior, há outras “camadas” de proteção: duas apólices de risco que “seguram” um default de até 45% da carteira.

Esses mecanismos de garantia só são ativados em casos de inadimplência superior a 60 dias. Até lá, o tomador paga a parcela em atraso com 2% de multa e 1% de juros de mora por mês em atraso. “Atualmente nossa taxa de inadimplência acima de 15 dias é zero”, argumenta o CEO da Biva.

De acordo com a Biva, praticamente todas as operações atuais estão sendo efetuadas com RDBs que não possuem o selo Cetip Certifica (certificação que comprova o registro, na Cetip, da aplicação do cliente, identificando o CPF ou CNPJ em determinados investimentos). 

Como investir
Para os investidores, o acesso à plataforma é simples. Basta fazer um cadastro no site da Biva e enviar a cópia do documento de identidade e comprovante de residência digitalizados. Após a conclusão, o investidor terá acesso à plataforma com as opções de investimento disponíveis.

De acordo com Vargas, o maior problema neste momento é que a demanda de investidores tem sido maior do que a quantidade de empresas que passam nos critérios para serem incluídas no sistema. “Quando entra alguma empresa nova normalmente a procura é grande e a disponibilidade de investimento acaba rapidamente”, afirma.

Aportes
A Biva já recebeu aportes do investidor-anjo David Velez, fundador e CEO da Nubank – startup que oferece um cartão de crédito sem anuidades e com taxas mais baixas, além de operações 100% eletrônicas. A startup também recebeu investimentos da Kaszek Ventures, maior fundo de Venture Capital da América Latina, e da Vox Capital, maior fundo de impacto social do Brasil.

 

 

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