Central de FIIs

Fundos imobiliários fecham dia com alta de 0,25%; Maxi Renda interrompe sequência de quatro sessões de queda

Questionado pela CVM, o Maxi Renda já havia caído 9,5% na semana passada

Por  Wellington Carvalho -

Destaque do noticiário nos últimos dias, o Maxi Renda (MXRF11) abriu a sessão desta segunda-feira (31) no campo negativo e chegou a cair quase 3%. Mais tarde, as cotas do fundo se recuperaram e fecharam valendo R$ 9,33, alta de 2,53%. Na semana passada, a carteira acumulou perdas de 9,5%.

O desempenho dos últimos dias foi influenciado pelo recente entendimento da CVM de que um fundo imobiliário não pode distribuir mais dividendos do que o lucro acumulado pela carteira. A análise teve como base as demonstrações financeiras do Maxi Renda, entre 2014 e 2020, período em que o fundo chegou a apresentar prejuízo contábil e, mesmo assim, seguiu com a distribuição de dividendos.

O investidor iniciou o último pregão do mês de olho também nas novas projeções do mercado financeiro para a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e para a taxa básica de juros da economia nacional, a Selic.

O boletim Focus, do Banco Central, divulgado hoje aponta que mercado financeiro elevou a previsão para o IPCA em 2022 de 5,15% para 5,38%. Apesar da piora em relação à inflação, a expectativa para a Selic no final do ano foi mantida em 11,75% anuais (veja mais informações ao longo do Central de FIIs).

Já o IFIX – índice que reúne os fundos imobiliários mais negociados na Bolsa – fechou a sessão com alta de 0,25%, aos 2.776 pontos. O indicador fechou o mês de janeiro com queda de 0,99%; o Autonomy Edifícios Corporativos (AIEC11) foi o destaque positivo de janeiro e o XP Macaé (XPCM11), o negativo

Maiores altas desta segunda-feira (31):

TickerNomeSetorVariação (%)
XPML11XP MallsShoppings4,56
MXRF11Maxi RendaHíbrido2,52
HGCR11CSHG Recebiveis ImobiliariosTítulos e Val. Mob.2,29
PVBI11VBI Prime PropertiesLajes Corporativas2,09
KNCR11Kinea Rendimentos ImobiliariosTítulos e Val. Mob.1,93

 

Maiores baixas desta segunda-feira (31):

TickerNomeSetorVariação (%)
BPFF11Brasil Plural AbsolutoTítulos e Val. Mob.-2,73
MGFF11MOGNOTítulos e Val. Mob.-2,43
XPIN11XP IndustrialOutros-1,89
LVBI11VBI LogisticoLogística-1,86
RBFF11Rio Bravo IfixTítulos e Val. Mob.-1,71

Fonte: B3

Riza Arctium Real Estate (ARCT11) conclui compra de imóvel de R$ 68 milhões em Goiás

O fundo Riza Arctium Real Estate assinou na sexta-feira (28) escritura pública de compra e confirmou a aquisição de imóvel de 124 mil metros quadrados em Goiânia (GO).

O espaço está divido em uma área principal, de aproximadamente 93 mil metros quadrados, e outra área complementar, de 31 mil metros quadrados.

Em outubro de 2021, a carteira havia assinado compromisso de compra do espaço com a Aspam Participações e a Goiazem Armazéns. Na oportunidade, o fundo pagou R$ 46 milhões pela área principal e o restante do valor, R$ 22 milhões, seria depositado depois da auditoria no espaço e de outros trâmites do processo de compra.

O imóvel está alugado atualmente para a Aspam, que paga mensalmente R$ 345 mil pela área principal e R$ 180 mil pela área complementar, totalizando, R$ 525 mil.

De acordo com o Riza Arctium, o contrato do imóvel em Goiás prevê opção de compra para o locatário, que poderá ser exercida ao longo do período de locação.

Dividendos de hoje

Confira os fundos imobiliários que distribuem rendimentos nesta segunda-feira (31):

TickerFundoRendimento
FLRP11Floripa Shopping R$                                              8,52
BTRA11Terras Agrícolas R$                                              0,97
EDGA11Galeria R$                                              0,09
NVHO11Novo Horizonte R$                                              0,02

Fonte: InfoMoney

Giro imobiliário: Mercado eleva projeção para inflação; FII da Galapagos anuncia amortização que lembra “recompra de cotas”

Mercado financeiro eleva projeções para inflação em 2022 e 2023, mostra Relatório Focus

Após nova surpresa para cima no IPCA-15 de janeiro (0,58%), a mediana apurada para o IPCA – índice de inflação oficial do País – em 2022 saltou no Relatório Focus, aumentando a distância do teto da meta deste ano (5%). A estimativa avançou de 5,15% para 5,38%. Há um mês, a projeção era de 5,03%.

Da mesma forma, a expectativa para o IPCA em 2023 voltou a subir, de 3,40% para 3,50%, se afastando do centro da meta (3,25%, banda de 1,75% a 4,75%). A mediana era 3,41% há quatro semanas.

Apesar da deterioração do cenário inflacionário doméstico e do ambiente externo, os economistas do mercado financeiro mantiveram a projeção para a Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira, em 11,75% no fim de 2022. Há um mês, era de 11,50%. Mas, considerando apenas as 94 respostas nos últimos cinco dias úteis, a expectativa para a Selic no fim deste ano avançou de 11,75% para 11,88%.

Após subir a Selic em 1,50 ponto porcentual, de 7,75% para 9,25% ao ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) indicou, no comunicado de dezembro, mais um aumento da mesma magnitude na reunião que ocorre esta semana, o que levaria a taxa a 10,75%.

FII da Galapagos (GCFF11) anuncia amortização que lembra “plano de recompra de cotas”

O Galapagos Fundo de Fundos (GCFF11) anunciou na sexta-feira (28) uma espécie de “programa de recompra de cotas”, negociadas atualmente com um desconto na casa de 16%. O plano animou o mercado e os papéis do fundo fecharam a sessão com alta de 3,28%.

Desde que foi criado, em junho de 2020, o Galapagos FoF acumula valorização de 10,5%, considerando a variação patrimonial da cota até dezembro de 2021 e os rendimentos distribuídos até então. No período, o IFIX – índice que reúne os fundos imobiliários mais negociados na Bolsa – teve um desempenho de 2,72%.

Se comparado com 23 fundos semelhantes, o Galapagos FoF foi o que mais distribuiu dividendos no ano passado, aponta fato relevante divulgado pela carteira nesta sexta-feira (28).

Apesar do desempenho, no dia 26 de janeiro, o valor de mercado do fundo estava 16,8% abaixo do valor patrimonial observado no dia em 31 de dezembro de 2021.

“Se o gestor vendesse toda a carteira, o fundo teria um patrimônio de R$ 91,37 por cota, valor 20,2% maior em relação ao valor de mercado do dia 26 de janeiro”, explica o documento. Na sessão desta sexta-feira (28), as cotas do Galapagos foram negociadas a R$ 78,40, alta de 3,28%.

Pensando na oportunidade, o fundo decidiu realizar uma amortização parcial do patrimônio durante os próximos seis meses, respeitando o regulamento da carteira.

“Os investidores poderão reinvestir os recursos recebidos por meio da amortização na compra de cotas do próprio Galapagos FoF, o que terá efeito semelhante à recompra de ações”, compara o fato relevante divulgado na última sexta-feira. “Essa iniciativa se assemelha ao processo da recompra de ações, frequentemente utilizado por companhias abertas em períodos de pessimismo exacerbado no mercado de capitais”, detalha o documento.

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