Central de FIIs

Ifix fecha terceira sessão seguida no vermelho; FII XPPR11 sobe 3,4%

E mais: XPLG11 reduz vacância do fundo para 6,8%; Copom volta a discutir Selic; FIIs mais recomendados para dezembro

Por  Wellington Carvalho -

O Ifix – índice dos fundos imobiliários mais negociados da Bolsa – fechou a sessão desta quarta-feira (7) com queda de 0,19%, aos 2.876 pontos. Foi a terceira sessão seguida de perdas do indicador. O FII XP Properties (XPPR11) liderou a lista das maiores altas do dia, subindo 3,42%. Confira os demais destaques de hoje ao longo do Central de FIIs.

Detentor de mais de 5% do FII Grand Plaza Shopping (ABCP11), o Hedge Brasil Shopping (HGBS11) pediu a convocação de uma assembleia geral extraordinária para discutir o desmembramento do fundo investido.

A reorganização do fundo teria como objetivo evitar riscos de a carteira ser enquadrada no artigo 2º da Lei 9.779/99, que alerta para a participação de investidores com mais de 25% das cotas de um fundo imobiliário.

“Sujeita-se à tributação aplicável às pessoas jurídicas, o fundo de investimento imobiliário que aplicar recursos em empreendimento imobiliário que tenha como incorporador, construtor ou sócio, quotista que possua, isoladamente ou em conjunto com pessoa a ele ligada, mais de vinte e cinco por cento das quotas do fundo”, sinaliza a legislação.

Diferentemente de uma empresa, os FIIs têm benefícios fiscais – como isenção de tributos como Pis, Cofins, CSLL e Imposto de Renda – em relação aos rendimentos de seus imóveis e a lucros gerados pela venda dos espaços.

Para se ter uma ideia, em junho deste ano, a Receita Federal entendeu que o FII Centro Têxtil Internacional (CTXT11) deveria ser tributado como pessoa jurídica e cobrou dívida de quase R$ 25 milhões – referente a impostos não pagos. 

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Diante disso, na proposta encaminhada à administradora do ABCP11 – que é a Rio Bravo Investimentos – o HGBS11 sugere que 61,41% do patrimônio atual do FII Grand Plaza Shopping seja transferido para a criação de um novo fundo imobiliário.

O percentual proposto, explica a gestão do HGBS11, representa a integralidade da participação da cotista Syn Prop e Tech S.A no ABCP11, que se tornaria o único cotista do novo fundo. Os demais investidores do FII Grand Plaza Shopping passariam a responder pela totalidade da carteira. Confira como ficaria a nova estrutura.

A reorganização do ABCP11 já conta com o aval do HGBS11, da Rio Bravo Investimentos e da Syn Prop e Tech S.A. Os demais cotistas terão até o dia 21 de dezembro para se manifestar sobre o tema. As informações sobre como participar da consulta podem ser obtidas com o departamento de relação com investidores do fundo.

Maiores altas desta quarta-feira (7):

TickerNomeSetorVariação (%)
XPPR11XP PropertiesLajes Corporativas3,42
GALG11Guardian LogísticaLogística2,35
RBFF11Rio Bravo IfixFoF2,04
BTAL11BTG Pactual AgroAgro1,96
RBRP11RBR PropertiesHíbrido1,72

Maiores baixas desta quarta-feira (7):

TickerNomeSetorVariação (%)
RCRB11Rio Bravo Renda CorporativaLajes Corporativas-2,92
CPFF11Capitânia ReitHíbrido-2,77
VTLT11Votorantim LogísticaLogística-2,49
RBRY11RBR CRITítulos e Val. Mob.-2,16
OUJP11Ourinvest JPPTítulos e Val. Mob.-1,82

Fonte: B3

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XPLG11 reduz vacância do fundo para 6,8% após novo contrato de locação

O FII XP Log fechou contrato com a Scala Data Centers para a locação dos módulos 09, 11 e 12 do condomínio logístico WT Technology Park II, localizado no município de Barueri, no estado de São Paulo.

Os espaços representam uma ABL de 6.993 metros quadrados e o novo contrato tem prazo de vigência de 264 meses a partir de 30 de novembro de 2022.

Com a chegada do novo inquilino, a ocupação do imóvel aumentou de 71,6% para 100,0%, segundo comunicado do fundo ao mercado. A vacância do portfólio da carteira será reduzida de 7,2% para 6,8%.

A receita acumulada dos primeiros 24 meses do vínculo é estimada em R$ 0,1424 por cota. A partir do 25º mês, a receita mensal prevista – sem considerar a correção inflacionária – é de R$ 0,0059 por cota.

No contrato, o XP Log também ofereceu ao novo locatário opção de compra do espaço locado. O valor do exercício foi fixado em R$ 108 milhões e vigorará somente após o 24º mês do vínculo.

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Dividendos hoje

Confira quais fundos distribuem rendimentos nesta quarta-feira (7:

TickerFundoRendimento
BICE15BRIO CRÉDITO ESTRUTURADO R$       16,00
SOLR11SOLARIUM R$         8,75
NSLU11HNS LOURDES R$         1,50
HTMX11HOTEL MAXINVEST R$         1,27
RZTR11Riza Terrax R$         1,25
HGAG11HIGH FUNDO R$         1,20
PORD11POLO CRÉDITOS IMOBILIÁRIOS R$         0,90
IDGR11Unidades Autônomas II R$         0,87
LASC14LEGATUS SHOPPINGS R$         0,81
EVBI11VBI CONSUMO ESSENCIAL R$         0,75
LVBI11VBI LOGÍSTICO R$         0,75
STRX11STARX R$         0,71
HSML11HSI MALLS R$         0,68
BPFF11 BRASIL PLURAL ABSOLUTO FUNDO DE FUNDOS R$         0,62
HSAF11HSI Ativos Financeiros R$         0,60
ABCP11GRAND PLAZA SHOPPING R$         0,60
PVBI11VBI PRIME PROPERTIES R$         0,57
HOSI11HOUSI R$         0,43
SPTW11SP DOWNTOWN R$         0,42
IDFI11Unidades Autônomas R$         0,29
FRHY11FRONTEIRA MULTI R$         0,28
VPSI11POLO SHOPPINGINDAIATUBA R$         0,19
LIFE11LIFE R$         0,13
ARRI11ÁTRIO REIT RECEBÍVEIS IMOBILIÁRIOS R$         0,13
PLRI11POLO  RECEBÍVEIS IMOBILIÁRIOS I R$         0,12
VGHF11VALORA HEDGE FUND R$         0,10
DAMT11BDIAMANTE R$         0,09
GALG11GUARDIAN LOGISTICA R$         0,08

Fonte: InfoMoney

Giro Imobiliário: Copom volta a discutir taxa Selic, FIIs mais recomendados para dezembro e mais assuntos

Copom deve destacar risco do cenário fiscal em seu comunicado, apostam analistas

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central volta a se reunir nesta quarta-feira (7) para traçar cenários e definir estratégias, mas a decisão sobre a taxa de juros em si é a notícia que deve chamar menos a atenção do mercado financeiro. Os analistas e economistas são unânimes em afirmar que taxa Selic será mantida em 13,75%. O que vai interessar mesmo é tom que o colegiado dará às incertezas fiscais em seu balanço de riscos.

Vai ser a partir daí que os modelos dos investidores vão buscar pistas sobre o ponto de início da flexibilização da política em 2023.

Para Leonardo Costa, economista da ASA Investments, o destaque desta reunião do Copom será mesmo a avaliação do balanço de riscos. Para o especialistas, o avanço do novo governo eleito com a chamada PEC da Transição e os sucessivos questionamentos do arcabouço fiscal vigente dão um sinal de deterioração do quadro fiscal no médio prazo e isso já aparece na precificação da curva de juros do mercado.

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“Perante um cenário ainda bastante volátil, esperamos que o Copom indique a piora dos riscos nessa reunião, possivelmente indicando assimetria: com risco altista para inflação”, prevê Costa.

Tatiana Nogueira, economista da XP Investimentos, concorda que houve uma elevação do risco de desancoragem das expectativas de inflação desde a última reunião de outubro, o que pode dificultar a trajetória de convergência para a meta. Para ela, a volatilidade dos ativos financeiros desde esse encontro é uma prova disso.

Os FIIs mais recomendados para comprar em dezembro; HGRU11 empata com HGCR11 e KNCR11

A forte volatilidade vista em novembro fez com que o índice de fundos imobiliários da B3 (Ifix) encerrasse o mês com perda de 4%, aos 2.867 pontos, reduzindo para 2,2% a alta acumulada no ano. No mesmo intervalo, o Ibovespa registra ganho de 7,3%.

Nesta última revisão de 2022, a grande maioria das corretoras optou por manter a seleção de FIIs realizada no mês passado. Conforme levantamento feito pelo InfoMoney, apenas duas casas de análise fizeram mudanças pontuais na carteira recomendada para dezembro, entre as dez pesquisadas.

A pouca movimentação não trouxe fundos novos para o rol de destaques. Mas como o CSHG Renda Urbana (HGRU11) contabilizou uma estreia, está agora empatado com o CSHG Recebíveis Imobiliários (HGCR11) e o Kinea Rendimentos Imobiliários (KNCR11). Todos têm seis recomendações e ocupam do segundo ao quarto lugar no ranking geral.

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A liderança no acompanhamento segue inabalada, com o Bresco Logística (BRCO11) ocupando o primeiro lugar no pódio pela 16ª vez consecutiva.

Em quinto lugar aparece o Capitânia Securities II (CPTS11), que sustentou as quatro indicações recebidas em novembro e se manteve à frente de outros produtos pelo critério de desempate.

Em relatório, a corretora do Banco do Brasil lembra que o Ifix ficou no vermelho durante boa parte de novembro e destaca que as incertezas em relação à política fiscal, entre outros fatores, têm preocupado o mercado.

“A perspectiva de aumento dos gastos [do governo] tem levado a uma disparada dos juros futuros, inclusive com projeção de novos aumentos na Selic”, comenta a instituição, ressaltando que esse movimento tem prejudicado fortemente os fundos imobiliários, sobretudo os de “tijolo”.

Diante disso, fica uma enorme expectativa para a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) nesta quarta-feira (7), que se reúne para discutir a taxa básica de juros, atualmente em 13,75% ao ano.

Todos os meses, o InfoMoney aponta os cinco fundos imobiliários mais indicados nas carteiras elaboradas por dez corretoras. Em caso de empate, são escolhidos aqueles com maior volume médio de negociação nos últimos 12 meses, com base em dados da plataforma de informações financeiras Economatica. Confira a seguir os FIIs preferidos para dezembro, o número de recomendações e a rentabilidade de cada papel em novembro, no acumulado do ano e nos últimos 12 meses.

Moldada pela necessidade, Jive reforça aposta no retrofit

Especializada em ativos de risco, a Jive vê na reforma e recuperação de prédios antigos, técnica conhecida como retrofit, um potencial para lucro. Iniciada em 2020, a tese da gestora ganhou tração e hoje são sete projetos deste tipo em São Paulo, Rio de Janeiro e Nova York. Do total, três ainda estão em obras enquanto quatro já estão ‘rodando’.

O setor imobiliário é um dos favoritos da gestora, de acordo com Diego Fonseca, um dos sócios da Jive. Dos cerca de R$ 13,2 bilhões sob gestão, quase metade está alocado em ativos do setor, entre fundos, créditos a receber e na recuperação de prédios, totalizando mais de 2.700 imóveis em seu portfólio.

Fonseca não diz quanto do patrimônio está investido no projeto de retorfit, mas estima que os projetos em andamento têm grande potencial financeiro. “Nosso cálculo de risco/retorno para entrar na operação de retrofit é de pelo menos dobrar o que foi investido”, resume o sócio da Jive.

target da empreitada está acima, inclusive, do que a gestora considera um retorno ideal para seus investimentos, de 25% ao ano. “Nós trabalhamos com ciclo de seis anos em nossos fundos, sendo três anos investindo e outros três para desinvestir. No caso do retrofit, o tempo costuma ser menor. Mas, para valer a pena o dinheiro de nossos clientes e o risco que tomamos, o retorno tem que ser acima da média’, acrescenta Fonseca.

 

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