Central de FIIs

Em direção oposta ao mercado, fundos imobiliários encerraram dia no campo negativo

Entre os destaques positivos desta terça-feira (22), está o RBR CRI (RBRY11), com elevação de 0,96%

Por  Wellington Carvalho -

O IFIX – índice que reúne os fundos imobiliários mais negociados na Bolsa – fechou a sessão desta terça-feira (22) em queda de 0,30%, aos 2.733 pontos. Ontem, o indicador já havia fechado no negativo, com perdas de 0,36%. Entre os destaques positivos do dia, está o RBR CRI (RBRY11), com elevação de 0,96%. Confira os demais destaques da sessão ao longo do Central de FIIs.

Outro destaque do dia foi o fundo SDI Rio Bravo Renda Logística (SDIL11), que anunciou reajuste do aluguel pago pela Sherwin-Williams, empresa do ramo de produtos para construção civil, que ocupa o galpão sete do imóvel One Park, em Ribeirão Pires (SP).

Pelos cálculos dos gestores, o aumento representa um acréscimo na receita do fundo de aproximadamente R$ 0,036 por cota nos próximos 12 meses.

De acordo com fato relevante divulgado nesta segunda-feira (21), o reajuste faz parte de aditivo no contrato com a empresa, que prevê ainda a prorrogação por mais um ano no prazo de duração do vínculo, passando a valer até janeiro de 2032.

Como contrapartida, o fundo alterou o índice base de reajuste do aluguel do Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M) para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A mudança tem sido uma tendência entre os fundos imobiliários nos últimos meses.

A Sherwin-Williams é locatária do One Park desde 2015, ocupa 4,7 mil metros quadrados de área bruta locável e representa cerca de 3,1% da receita do fundo.

Na última sexta-feira (18), o SDI Rio Bravo já havia anunciado reajuste de 21% no valor do aluguel da Braskem, empresa do setor petroquímico, que ocupa três galpões do One Park. A medida representava elevação na receita da carteira de aproximadamente R$ 0,0280 por cota.

O aumento da locação, explica o fundo, também reflete o investimento de R$ 37,5 milhões em obras de modernização do One Park que, atualmente, estão em fase final. As intervenções restantes seguem de maneira gradativa para não afetar a operação do espaço.

Maiores altas desta terça-feira (22):

TickerNomeSetorVariação (%)
RBRY11 RBR CRITítulos e Val. Mob.0,96
VCJR11Vectis Juros RealTítulos e Val. Mob.0,83
PVBI11VBI Prime PropertiesLajes Corporativas0,71
SNFF11Suno FoFOutros0,63
VGIR11Valora RETítulos e Val. Mob.0,61

 

Maiores baixas desta terça-feira (22):

TickerNomeSetorVariação (%)
RBFF11Rio Bravo IfixTítulos e Val. Mob.-4,67
GGRC11GGR Covepi RendaLogística-3,38
XPLG11 XP LogLogística-3
BZLI11Brazil RealtyTítulos e Val. Mob.-2,74
BLMR11Bluemacaw Renda+ FOFTítulos e Val. Mob.-2,32

Fonte: B3

Maxi Renda (MXRF11) protocola pedido para que CVM reconsidere decisão sobre distribuição de dividendos

Em relatório gerencial divulgado nesta segunda-feira (21), o fundo imobiliário Maxi Renda anunciou que já entrou com pedido de reconsideração da decisão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que questiona a distribuição de dividendos do fundo.

Por maioria de votos, o colegiado da autarquia entendeu, no final do ano passado, que um fundo imobiliário não poderia distribuir mais dividendos do que o lucro acumulado pela carteira. Em caso de prejuízo contábil, o rendimento deveria ser suspenso ou repassado em forma de amortização, ou seja, devolução de patrimônio. O posicionamento foi divulgado no dia 25 de janeiro.

Mais tarde, em novo comunicado, a  CVM informou que atendeu a um pedido de efeito suspensivo para a decisão, tornando sem efeito todas as implicações do questionamento.

Com a apresentação do pedido de reconsideração, a autarquia tem agora até 25 dias úteis para se manifestar sobre o caso.

No relatório gerencial divulgado ontem, o Maxi Renda reforçou que os números de encerramento de 2021 ainda não passaram por auditoria independente, mas sinalizam que a carteira fechou o ano passado com lucros acumulados.

Maior fundo imobiliário do País em número de cotistas, com 488 mil, o Maxi Renda fechou o pregão desta segunda-feira (21) em queda de 0,75%.

Dividendos de hoje

Confira quais são os fundos imobiliários que distribuem rendimentos nesta terça-feira (22):

TickerFundoRendimento
MCHY11Mauá High Yield R$ 1,30
SIGR17SIG Capital R$ 1,13
SIGR16SIG Capital R$ 1,13
SIGR15SIG Capital R$ 1,13
SIGR14SIG Capital R$ 1,13
SIGR13SIG Capital R$ 1,13
MATV11More Gestão Ativa R$ 1,10
SIGR18SIG Capital R$ 0,05

Fonte: InfoMoney

Giro Imobiliário: REITs versus FIIs e balanço do mercado imobiliário em 2021

Liga de FIIs discute as diferenças e semelhanças entre REITs e fundos imobiliários

O Liga de FIIs desta terça-feira (22) discutirá as diferenças e semelhanças entre os Real Estate Investment Trust (REITs), considerados uma espécie de fundos imobiliários dos Estados Unidos, e os FIIs brasileiros.

Nesta terça-feira (22), estreia na B3 mais um ETF – fundo de índice com cotas negociadas na Bolsa – focado no segmento de REITs. As cotas do Trend ETF FTSE US Reits Fundo de Índice serão negociadas com o código URET11, a partir de R$ 10, e estarão disponíveis a todos os investidores, incluindo pessoas físicas.

Com o acesso cada vez maior ao segmento, o interesse do pequeno investidor nos REITs aumenta, assim como as comparações com os fundos imobiliários. Entenda hoje a dinâmica dos dois tipos de investimentos.

Produzido pelo InfoMoney, o Liga de FIIs tem apresentação de Maria Fernanda Violatti, analista da XP, Thiago Otuki, economista do Clube FII, e Wellington Carvalho, repórter do InfoMoney. O programa vai ao ar todas as terças-feiras, às 19h, no canal do InfoMoney no Youtube.

Mercado imobiliário cresce em 2021, mas tem queda no final do ano, aponta CBIC

O mercado imobiliário nacional teve alta de lançamentos e vendas no último ano, mas entrou em trajetória de queda nos últimos meses, de acordo com pesquisa divulgada nesta segunda-feira (21) pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Em 2021, os lançamentos avançaram 25,9% em relação a 2020, chegando a 265.678 unidades. No mesmo período, as vendas cresceram 12,8%, para 261.443 unidades.

Já no quarto trimestre de 2021, houve uma deterioração de cenário. Os lançamentos tiveram uma leve alta de 1,9% em relação ao mesmo intervalo de 2020, para 85.011 unidades. Já as vendas encolheram 9,7%, para 65.232 unidades.

O estoque de imóveis residenciais novos (na planta, em obras e recém-construídos) aumentaram 3,8% em 2021 ante 2020, para 232.566 unidades.

O presidente da CBIC, José Carlos Martins, explicou que os custos de produção, especialmente de materiais de construção, subiram muito, forçando as empresas a aumentar os preços de vendas das casas e apartamentos. O problema é que os novos preços já não cabem mais no bolso dos compradores.

“Há um ano e meio, já vínhamos alertando sobre o aumento absurdo no preço dos insumos. Hoje nós deixamos de vender porque as pessoas não têm capacidade de comprar”, afirmou há pouco, durante entrevista coletiva para a imprensa.

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