Central de FIIs

Ifix acompanha mercado e fecha sessão com queda de 0,06%

O fundo Vinci Offices (VINO11) liderou a listas de maiores altas do dia, com elevação de 1,7%

Por  Wellington Carvalho -

O IFIX – índice dos fundos imobiliários mais negociados na Bolsa – fechou, pelo segundo dia seguido, no campo positivo. O indicador encerrou o pregão desta quarta-feira (6) com baixa de 0,06%, aos 2.803 pontos. Ontem, o índice interrompeu uma série de cinco sessões de ganhos e fechou com leve queda de 0,06%. O fundo Vinci Offices (VINO11) liderou a listas de maiores altas do dia, com elevação de 1,7%. Confira os demais destaques do dia ao longo do Central de FIIs.

Em meio à pressão inflacionária atual, a Necton passou a recomendar em abril a compra do fundo imobiliário Devant Recebíveis (DEVA11) que, na visão do analista José Navikas, tem capacidade de capturar o aumento dos preços e incrementar os dividendos dos cotista.

Atualmente, 90% do portfólio do fundo é composto por certificados de recebíveis imobiliários (CRI), sendo 93% dos títulos indexados ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Em março, o IPCA-15, prévia da inflação oficial, ficou em 0,95% e alcançou a maior variação para o mês desde 2015, quando havia registrado 1,24%. Em 2022, o mercado já elevou 11 vezes a projeção para o IPCA no final do ano, de acordo o relatório Focus, do Banco Central.

Diante da persistência da pressão inflacionária, Navikas vê no Devant Recebíveis uma boa alternativa para se blindar da inflação e ainda aumentar os dividendos.

“Recomendamos o fundo para passarmos o mês e aproveitarmos este momento de inflação elevada”, afirma o analista. “O fundo já paga excelente dividendos e pode incrementar ainda mais o rendimento ao longo de abril”.

Segundo Navikas, o retorno com dividendos do Devant Recebíveis nos últimos 12 meses superou os 16%.

Além do fundo de recebíveis, ele recomenda outros dois FIIs de “tijolo”, que investem diretamente em imóveis: o Vinci Shopping Centers (VISC11) e o Vinci Logística (VILG11).

O Vinci Shopping substituirá o Hedge Brasil Shopping (HGBS11) na carteira teórica da Necton, após o FII gerido pela Hedge Investiments subir mais de 8% em março, a maior alta do mês.

Já o Vinci Logística está negociando com um desconto de 10% atualmente e pode, na visão de Navikas, oferecer um bom ganho de capital.

Maiores altas desta quarta-feira (6)

TickerNomeSetorVariação (%)
VINO11Vinci OfficesLajes Corporativas1,7
HGRU11CSHG Renda UrbanaHíbrido1,64
RBFF11Rio Bravo IfixTítulos e Val. Mob.1,59
BTLG11BTG Pactual LogisticaLogística1,58
XPSF11XP SelectionOutros1,57

 

Maiores baixas desta quarta-feira (6):

TickerNomeSetorVariação (%)
BLMG11Bluemacaw LogísticaLogística-2,27
HGRE11CSHG Real EstateLajes Corporativas-2,06
SPTW11SP DowntownLajes Corporativas-2,03
SNFF11Suno FoFOutros-1,99
BTAL11BTG Pactual AgroOutros-1,91

Fonte: B3

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Capitânia Securities II aprova oferta de R$ 305 milhões; Mauá Capital atualiza detalhes da sexta emissão e mais assuntos

Confira as últimas informações divulgadas por fundos imobiliários em fatos relevantes:

Capitânia Securities II (CPTS11) aprova emissão de cotas no valor de R$ 305 milhões

O fundo Capitânia Securities II aprovou, nesta terça-feira (5), a realização da 12ª emissão de cotas da carteira, que pretende captar R$ 305 milhões.

O valor unitário das novas cotas foi estipulado em R$ 92,51 e a taxa de distribuição será de R$ 0,28, totalizando o preço de subscrição em R$ 92,79.

Na Bolsa, as cotas do Capitânia Securities II fecharam a sessão desta terça-feira (5) valendo R$ 95,65, com leve alta de 0,07%.

Os cotistas com posição no dia 8 de abril terão direito de preferência na oferta, que poderá ser exercido entre os dias 12 e 26 de abril de 2022. O fator de proporção será de 11%.

A carteira do fundo hoje é composta predominantemente por títulos indexados ao IPCA (64%) e cotas de outros fundos imobiliários (35%).

O Capitânia Securities II está entre os fundos imobiliários que, atualmente, apresentam retorno com dividendos superior à taxa básica de juros da economia, a Selic, atualmente em 11,75% ao ano.

Mauá Capital Recebíveis (MCCI11) atualiza preço de subscrição para sexta emissão de cotas

O fundo Mauá Capital Recebíveis Imobiliários atualizou, nesta terça-feira (5), o valor unitário para a sexta emissão de cotas da carteira, aprovada no dia 28 de março. Inicialmente, o valor foi fixado em R$ 100,00.

De acordo com novo fato relevante, o valor unitário das novas cotas será agora de R$ 96,76 e a taxa de distribuição primária ficará em R$ 2,84, totalizando R$ 99,60.

No fechamento do mercado nesta terça-feira (5), a cota do Mauá Capital foi negociada a R$ 100,72, com elevação de 0,12%.

Com a mudança, o valor total da oferta foi reduzido de R$ 350 milhões para R$ 348 milhões, aponta o Mauá Capital Recebíveis.

Cotistas com posição no final do dia 31 de março tem direito de preferência, que poderá ser exercido até o dia 19 de abril de 2022. O fator de proporção é de 28%.

Com patrimônio de R$ 1,20 milhão, o portfólio do Mauá Capital está atualmente concentrado predominantemente em certificados de recebíveis imobiliários (CRI), que respondem por 85% da carteira. 76% dos títulos estão indexados ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Cotistas do FII Campus Faria Lima (FCFL11) estudam trocar IGP-M pelo IPCA em contrato de locação

O FII Campus Faria Lima deverá decidir, em assembleia geral extraordinária (AGE), a substituição do índice de reajuste do aluguel no contrato com o Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper).

A AGE foi solicitada por cotistas que detêm mais de 5% das cotas do fundo e defendem a troca do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

No encontro, os investidores também vão deliberar sobre a eleição de um representante dos cotistas da carteira.

O FII Campus Faria Lima é proprietário do imóvel localizado na rua Quatá, na Vila Olímpia, em São Paulo (SP), locado para o Insper até 2037.

Giro Imobiliário: FIIs de “tijolo” se destacam entre os mais recomendados para comprar em abril

A expectativa para a retomada dos fundos de “tijolo” – que investem diretamente em imóveis – cresce cada vez mais entre os analistas. O desempenho dos FIIs no mês passado reforçou a percepção sobre o movimento. Embora não haja garantia de quando a recuperação ocorrerá, o mercado começa a se posicionar na espera de boas oportunidades de ganho de capital.

Levantamento mensal realizado pelo InfoMoney com dez corretoras compila os fundos imobiliários mais recomendados pelas instituições financeiras. Em abril, não houve mudanças em relação à lista de março. O Bresco Logística (BRCO11) segue como o mais recomendado há oito meses seguido.

Na avaliação da analista, os fundos de “papel” – que investem em títulos de renda fixa que acompanham a inflação e os juros – seguem no radar para o curto prazo. No entanto, a possível retomada dos fundos de “tijolo” não pode ser ignorada, sinaliza Larissa.

“Estamos nos preparando para o momento que o mercado passará a olhar os fundos de tijolo com mais interesse, ou seja, quando as projeções para a taxa Selic começarem a ser de baixa”, projeta a analista, de olho nos descontos oferecidos hoje por fundos de shopping, escritório e até de logística.

Desde o início da pandemia, em 2020, os fundos imobiliários têm negociado abaixo do valor patrimonial, com desconto médio de 19%, aponta relatório gerencial do BTG Pactual Fundo de Fundos (BCFF11), que monitora os dados do mercado.

Na comparação com anos anteriores, o valor médio atual das cotas está próximo ao observado em 2016, principalmente em função dos fundos de “tijolo”, os mais prejudicados pelas restrições impostas pela pandemia da Covid-19.

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