O que é o ‘Super App’, agregador que o Banco Central está implementando?

Recurso vai integrar todos os serviços financeiros em um só canal; veja respostas sobre o tema

Giovanna Sutto

(Getty Images)

Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, confirmou que um “Super App” está em implementação.

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O objetivo é agregar e integrar todos os serviços financeiros em um só canal e será possível puxar os dados de todas as instituições financeiras para esse mesmo app. A declaração foi dada em um evento promovido pelo Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV).

“A ideia é que, no futuro, ao acessar o aplicativo, por meio de sua instituição financeira, o cliente possa ter acesso a serviços de outros provedores autorizados pelo Banco Central. Mas isso ainda depende de avanços na implementação do Open Finance e do Real Digital”, acrescentou o BC em nota ao InfoMoney.

Diante disso, a reportagem separou as principais respostas sobre o tema.

O que é um “Super App”?

É um app que pode concentrar toda a vida financeira do cliente. Na prática, significa mais praticidade porque é possível agregar contas e serviços e fazer tudo de um único canal sem precisar trocar a interface da tela.

É como se ao entrar nesse app o cliente encontrasse todos os bancos em que tem conta e conseguisse administrar os serviços diretamente dali.

O tema não é exatamente novo, mas o BC ainda não havia confirmado que estava desenhando o projeto.

Questionado, o BC explicou que o super app deve ser um “serviço de mercado”, sem detalhar o que isso significa. A autoridade monetária negou uma centralização em seus domínios e disse que a ideia é fomentar esse agregador para as instituições financeiras. Assim, não está claro como o app deve funcionar ainda.

O que será possível encontrar no Super App?

O BC compartilhou em apresentações de eventos o que o Super App pode oferecer.

Na lista aparecem produtos e serviços financeiros tradicionais como: crédito, pagamentos, investimentos, seguros, previdência e câmbio — todos previstos para estarem no Open Finance também via compartilhamento de dados.

Além disso, o BC também menciona o agregador de dados, iniciação de pagamento, e serviços de recorrência, como o Pix Automático, por exemplo.

O que seria possível fazer com o “Super App”?

Hoje, o BC fomenta o ecossistema para que as instituições desenvolvam seus produtos, como os agregadores. E também estimula a evolução desses processos para o sistema financeiro ser cada vez mais competitivo.

Embora ainda não haja confirmações do que será possível fazer, Campos Neto mencionou serviços como, por exemplo, o “cash management”, recurso que vai ajudar a consolidar a posição financeira do cliente, unindo todos os pagamentos dentro do app, e até sugerir qual a melhor plataforma para você otimizar seu fluxo de caixa.

Outra especulação tem relação com as carteiras digitais: elas poderiam permitir usar o Pix, compartilhar dados e transacionar o Real Digital tudo no mesmo ambiente.

O que o Super App tem a ver com Open Finance?

A economia integrada passa não só pelo Open Finance, mas também pelo Real Digital e Pix e a união já faz parte da agenda do Banco Central.

O conceito do super app já funciona no âmbito do Open Finance, com algumas instituições oferecendo agregadores e tentando evoluir para integrar mais e mais contas, como Banco do Brasil e PicPay. O InfoMoney já mostrou os principais produtos disponíveis a partir do compartilhamento de dados.

“Cada vez mais o objetivo é a conveniência ao cliente. A criação de um ‘super app’ vai permitir que toda a vida financeira seja transacionada nele, integrando questões financeiras e transações com investimentos, seguros, pagamentos, etc“, afirmou Otávio Damaso, diretor de regulação do BC, em um workshop recente do BC.

Agenda de integração do BC

Ainda sem cravar datas, o BC já ompartilhou em sua apresentação uma espécie de agenda da integração dos sistemas: Pix, Open Finance e Real Digital. Ele ressaltou que o BC pode adaptar essas etapas conforme for necessário, mas já mapeou os primeiros passos. Veja:

Giovanna Sutto

Repórter de Finanças do InfoMoney. Escreve matérias finanças pessoais, meios de pagamentos, carreira e economia. Formada pela Cásper Líbero com pós-graduação pelo Ibmec.