Funcionalismo público

Bolsonaro promete reajuste ‘um pouco maior’ a servidores do Depen e isonomia à PRF

Presidente voltou a afirmar que o governo deve conceder um reajuste geral de 5% para todo o funcionalismo público, mas disse que haverá exceções

Por  Equipe InfoMoney -

O presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), afirmou nesta quinta-feira, 26, que o governo federal deve conceder um reajuste geral de 5% para todo o funcionalismo público, mas os servidores do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) terão um reajuste “um pouco maior”.

Bolsonaro afirmou também que haverá outra exceção: a cúpula da Polícia Rodoviária Federal (PRF) passará a ter isonomia com o topo dos agentes da Polícia Federal. As declarações foram dadas a jornalistas na saída de uma igreja em Brasília.

Ele tem sido pressionado por policiais a entregar a reestruturação das carreiras prometida no ano passado, mas a medida não deve sair do papel. O presidente havia prometido também um reajuste só para os servidores da segurança pública (policiais federais, policiais rodoviários federais e agentes penitenciários do Depen), excluindo todos os demais.

Mas o governo recuou diante da repercussão negativa da promessa e da mobilização daqueles que não seriam contemplados. Bolsonaro então prometeu o reajuste linear de 5% para todos os servidores federais, mas a greve dos funcionários do BC não acabou e outras mobilizações ganharam força, como a dos servidores do Tesouro e da CGU.

Greve de servidores

Apesar do fim da greve dos servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) nesta semana, ainda há quatro categorias que estão de braços cruzados: do Banco Central (BC), do Tesouro Nacional, da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Ministério do Trabalho e Previdência.

Os grevistas dizem que o reajuste é insuficiente e pedem 27% de reposição salarial, devido à inflação acumulada desde 2017.

O Banco Central chegou a enviar ao Ministério da Economia uma proposta de Medida Provisória que previa um reajuste salarial de 22% para analistas e técnicos do órgão a partir de junho, mas recuou logo depois porque a proposta causou mal-estar na pasta comandada por Paulo Guedes e foi considerada uma “vergonha” por membros da equipe econômica.

(Com informações do Estadão Conteúdo)

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