Paralisação de servidores

BC suspende publicações devido à greve, mas diz que comunicado e ata do Copom não serão afetados

Comitê decide hoje se eleva a Selic para 12,75% ao ano e deve sinalizar nos 2 documentos quais serão os próximos passos da política monetária

Por  Equipe InfoMoney -

O Banco Central voltou a suspender as publicações de indicadores, devido ao retorno da greve dos servidores, mas garantiu que o comunicado do Copom (Comitê de Política Monetária) será divulgado normalmente nesta quarta-feira (4), a partir das 18h30 (de Brasília), ao fim do encontro.

O BC também confirmou que a ata da reunião do Copom será divulgada na próxima terça-feira (10), como é de costume. É consenso do mercado que a Selic será elevada novamente em 1 ponto percentual, para 12,75% ao ano, e a expectativa é de qual será a sinalização do comitê sobre os próximos passos.

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Segundo a autoridade monetária, as novas datas para as divulgações serão informadas oportunamente, com 24 horas de antecedência.

Reunião do Copom

A reunião do Copom deve decidir por mais um aumento da Selic, de 11,75% para 12,75% ao ano. Essa alta já foi sinalizada pelo BC diversas vezes e é consenso no mercado, por isso a expectativa paira sobre a sinalização que a autoridade monetária fará sobre as reuniões seguintes, principalmente a de junho.

Enquanto o BC diz que quer parar o ciclo de alta dos juros em 12,75% ao ano, o mercado já projeta pelo menos mais um aumento em junho e a Selic em 13,25% no fim do ano, segundo o último Relatório Focus.

As mais de 100 instituições financeiras consultadas também estimam uma inflação acima do centro da meta em 2023 e 2024, o que indica uma desancoragem das expectativas em relação à postura do BC para combater a inflação persisitente.

Greve dos servidores

A greve dos servidores foi retomada na terça-feira (3), no primeiro dos dois dias da reunião do Copom, após uma breve suspensão entre 20 de abril e 2 de maio para negociar com o governo e dar um “voto de confiança” ao presidente do BC, Roberto Campos Neto.

A categoria quer reajuste salarial de 27%, para repor a inflação entre 2017 e 2022, e a reestruturação de carreiras, que segundo o sindicato não tem impacto fiscal. Na primeira etapa da greve, entre 1º e 19 abril, a divulgação de indicadores e estatísticas do BC também havia sido suspensa.

Segundo o presidente do Sinal (Sindicato Nacional dos Servidores do BC), Fábio Faiad, haverá uma manifestação em frente à sede do órgão, em Brasília, entre 17h e 19h, durante o anúncio da decisão do Copom. Faiad diz que o reajuste linear de 5% para todo o funcionalismo é insuficiente.

* Com informações da Reuters e da Agência Estado

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