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Futuros dos EUA e Bolsas da Europa sobem antes de Fed e reunião extra do BCE; Copom e mais assuntos do mercado hoje

Sessão é de grande expectativa em meio a decisões de política monetária; Ásia tem sessão sem direção definida após dados melhores do que o esperado da China

Por  Felipe Moreira -

Os índices futuros de Nova York e bolsas da Europa sobem, enquanto os mercados asiáticos fecharam sem uma direção definida na manhã desta quarta-feira (15), com investidores aguardando a mais recente decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed) dos EUA.

O movimento para cima nesta quarta-feira ocorre após vários pregões negativos na Europa, Ásia e EUA, marcados pela volatilidade à medida que cresce a expectativa de que o Fed, assim como outros bancos centrais, recorrerá a aumentos agressivos das taxas de juros para conter a inflação galopante. .

O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) concluirá sua reunião de dois dias nesta quarta-feira e deverá tomar medidas agressivas sobre as taxas de juros. O índice de preços ao consumidor dos EUA subiu 8,6% em maio, seu maior aumento anual desde 1981.

Com isso, o mercado está apostando em uma chance de mais de 95% de um aumento de 75 pontos-base na taxa, o maior aumento desde 1994, de acordo com a ferramenta FedWatch do CME Group .

O presidente do Fed, Jerome Powell, realizará uma entrevista coletiva às 15h30 após a decisão de política do banco central. Os investidores estarão monitorando sua linguagem e tom sobre o caminho de aperto monetário. O banco central também divulgará suas perspectivas para sua taxa de referência, inflação e PIB.

Alguns especialistas acreditam que o Fed pode recuperar a credibilidade agindo agressivamente para mostrar sua seriedade no combate à inflação.

Além disso, o Banco Central Europeu afirmou que está planejando uma reunião não programada nesta quarta-feira para enfrentar as condições voláteis do mercado.

Super quarta ainda mais decisiva para os mercados: o que esperar das reuniões do Fomc e do Copom?

No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) deve elevar a Selic (a taxa básica de juros) em 0,50 ponto porcentual – de 12,75% para 13,25% ao ano. Contudo, na avaliação do mercado, o colegiado ainda não deve indicar uma data para o encerramento do ciclo de aperto monetário.

Do lado político, a Câmara aprovou texto-base de projeto que fixa teto para ICMS sobre combustíveis.

Confira mais destaques:

1. Bolsas Mundiais

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA operam em alta à medida que os investidores se preparam para um grande aumento da taxa do Fed.

O mercado está apostando em uma chance de mais de 95% de um aumento de 75 pontos-base na taxa, o maior aumento desde 1994, de acordo com a ferramenta FedWatch do CME Group . (1 ponto base equivale a 0,01 ponto percentual)

A mudança de visão para um aumento de taxa maior do que o esperado até o final da semana passada veio após as notícias de que as autoridades do Fed estavam contemplando tal movimento após uma leitura de inflação surpreendentemente alta ao consumidor na sexta, bem como a piora das perspectivas econômicas.

Veja o desempenho dos mercados futuros:

  • Dow Jones Futuro (EUA), +0,41%
  • S&P 500 Futuro (EUA), +0,49%
  • Nasdaq Futuro (EUA), +0,58%

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam mistos nesta quarta-feira, enquanto a bolsa chinesa teve ganhos após a divulgação de dados econômicos do país melhores do que o esperado.

A produção industrial da China subiu 0,7% em maio em comparação com igual mês do ano anterior, mostraram dados oficiais na quarta-feira, ante o declínio de 2,9% em abril. A leitura de maio veio acima das expectativas de analistas em uma pesquisa da Reuters para uma queda de 0,7%.

Enquanto isso, as vendas no varejo em maio caíram 6,7% em relação ao ano anterior, melhor do que a queda esperada de 7,1% prevista por analistas em uma pesquisa da Reuters.

  • Shanghai SE (China), +0,50%
  • Nikkei (Japão), -1,14%
  • Hang Seng Index (Hong Kong), +1,14%
  • Kospi (Coreia do Sul), -1,83%

Europa

Os mercados europeus sobem nesta quarta-feira, enquanto investidores aguardam a mais recente decisão de política monetária do Federal Reserve dos EUA e reunião de emergência do BCE.

O temor por um Fed mais agressivo contaminou os títulos europeus, que registraram forte movimento de sell-off nas últimas sessões e alta volatilidade. Em busca de meios para reduzir essas incertezas, o BCE agendou a reunião para hoje com o intuito de discutir as condições de mercado, em meio a um cenário de inflação recorde, alto estoque de dívidas soberanas e desaceleração econômica pela guerra. O euro e as bolsas da região se beneficiam com a notícia.

  • FTSE 100 (Reino Unido), +1,15%
  • DAX (Alemanha), +1,30%
  • CAC 40 (França), 0,74%
  • FTSE MIB (Itália), +2,71%

Commodities

  • Petróleo WTI, -1,01%, a US$ 117,72 o barril
  • Petróleo Brent, -0,94%, a US$ 120,03 o barril
  • Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve baixa de 3,18%, a 867,00 iuanes, o equivalente a US$ 129,07

Bitcoin

  • Bitcoin, -10,53% a US$ 20.238,01 (em relação à cotação de 24 horas atrás)

2. Agenda

Nesta quarta-feira (15), destaque para decisões sobre juros aqui e nos Estados Unidos. Nos dois casos, é esperado que a autoridades deem continuidade aos seus ciclos de aperto monetário.

Em uma reviravolta às vésperas da decisão de política monetária do Federal Reserve, os investidores estão apostando com quase certeza que o Fed anunciará um aumento de 0,75 ponto percentual (ou 75 pontos-base) nos juros – o maior desde novembro de 1994 –  ao fim de sua reunião de política monetária, com a decisão sendo conhecida às 15h (horário de Brasília) da próxima quarta.

Já no Brasil, a visão majoritária do mercado é de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deva elevar a Selic (a taxa básica de juros) em 0,50 ponto porcentual – de 12,75% para 13,25% ao ano. Contudo, na avaliação do mercado, o colegiado ainda não deve indicar uma data para o encerramento do ciclo de aperto monetário.

Brasil

8h: Índice IGP-10 de junho, consenso Refinitiv aponta para alta de 0,62% na comparação com maio de 2022

10h: Paulo Guedes, ministro da Economia, participa de reunião com representantes da Agência Fitch

11h: Guedes participa de reunião ordinária do Conselho Brasil-OCDE

15h: Balança comercial semanal

17h: Vencimento de opções sobre Ibovespa

18h30 (a partir): Decisão do Copom

EUA

9h30: Preços de importados de maio, consenso Refinitiv aponta para alta de 1,1% em relação a abril de 2022

9h30: Vendas no varejo de maio, consenso Refinitiv projeta alta de 0,2% na comparação com o mês imediatamente anterior

11h: Estoques empresariais de abril, consenso Refinitiv aponta para alta 1,2% em relação a março de 2022

11h30: Estoques de petróleo – AIE

15h: Decisão do Fed sobre política monetária

3. Câmara aprova projeto que fixa teto para ICMS sobre combustíveis

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, na noite de terça-feira (14), o texto-base do projeto de lei complementar (PLP 18/2022) que estabelece um teto para a cobrança de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis, energia elétrica e serviços de telecomunicações e de transporte público.

A matéria enquadra esses quatro tipos de bens e serviços como essenciais ou indispensáveis, não podendo ser tratados, do ponto de vista tributário, como supérfluos. Desta forma, os Estados e o Distrito Federal ficariam impedidos de cobrar uma taxa superior à alíquota geral do ICMS, que varia entre 17% e 18%, dependendo da localidade.

Esta foi a segunda vez que os deputados federais se debruçaram sobre o assunto. Isso porque o texto sofreu modificações durante sua tramitação no Senado Federal.

Alexandre de Moraes é eleito presidente do TSE

O ministro Alexandre de Moraes foi eleito para a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A votação simbólica para escolha do ministro foi realizada durante sessão do tribunal.

O procedimento é uma formalidade de praxe que é feita pelo TSE. Atualmente, Alexandre de Moraes ocupa o cargo de vice-presidente. Em agosto, com a saída de Edson Fachin, atual presidente, Moraes comandará a organização das eleições de outubro.

Bolsonaro veta retomada do despacho gratuito de bagagens em voos

O presidente Jair Bolsonaro (PL) vetou a emenda que trata sobre o restabelecimento do despacho gratuito de bagagens de até 23 kg em voos nacionais e 30 kg em viagens internacionais, aprovado no mês passado na Câmara dos Deputados, segundo informação da Secretaria-Geral da Presidência.

4. Covid

Na última terça-feira (14), o Brasil registrou 174 mortes e 47.966 casos de covid-19 em 24h, segundo informações do consórcio de veículos de imprensa, às 20h.

A média móvel de mortes por Covid em 7 dias no Brasil ficou em 143, elevação de 36% em comparação com o patamar de 14 dias antes.

A média móvel de novos casos em sete dias foi de 39.965, o que representa alta de 28% em relação ao patamar de 14 dias antes.

Chegou a 167.098.085 o número de pessoas totalmente imunizadas contra a Covid no Brasil, o equivalente a 77,78% da população.

O número de pessoas que tomaram ao menos a primeira dose de vacinas atingiu 178.766.999 pessoas, o que representa 83,21% da população.

A dose de reforço foi aplicada em 97.013.266 pessoas, ou 45,16% da população.

5. Radar Corporativo

Petrobras (PETR3;PETR4) e Raízen (RAIZ4)

A Petrobras (PETR3; PETR4) e a Raízen (RAIZ4) assinaram um acordo para avaliar conjuntamente potenciais negócios envolvendo produção, compra e venda de biometano, combustível 100% renovável e produzido pela Raízen a partir de resíduos da cana-de-açúcar (vinhaça e torta de filtro), gerados na operação agroindustrial dos Bioparques de Energia da companhia.

A parceria prevê também estudos para o desenvolvimento de soluções de logística de entrega do biometano, que viabilize sua utilização nas operações de refino da Petrobras. Com características semelhantes ao gás natural, o produto integra uma nova geração de combustíveis sustentáveis (como o diesel R5, com conteúdo renovável, e o BioQAV).

Iguatemi (IGTI11)

A Iguatemi (IGTI11) informou que as vendas totais no mês de maio apresentaram um crescimento de 31,9%, em relação a maio de 2019, na pré-pandemia. Conforme a companhia, quatro shoppings tiveram crescimento acima de 50% neste período. Em abril, o crescimento foi de 33,8% frente a abril de 2019.

B3 (B3SA3)

A B3 (B3SA3) registrou um volume médio de ações de R$ 30,4 bilhões, desempenho 8,5% inferior ao registrado em maio do ano passado, quando chegou a R$ 33,2 bilhões. O número de investidores pessoa física cresceu 38,7% nessa mesma base de comparação, passando de 3.139.799 para 4.355.774 investidores.

Já o número de contas depositárias chegou a 5.167.380 frente a 3.773.391 de abril do ano passado, perfazendo uma elevação de 36,9%.

(Com Estadão, Reuters e Agência Brasil)

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