5 assuntos

Mercados internacionais e petróleo em alta, minério em baixa, greve dos caminhoneiros e mais assuntos que vão movimentar o mercado hoje

Confira os 5 assuntos mais relevantes para ficar de olho nesta segunda-feira (1º/11/2021)

Por  Equipe InfoMoney -

SÃO PAULO – Em semana mais curta, com feriado nesta terça-feira no Brasil, o que deve reduzir o volume negociado hoje no Ibovespa, os investidores digerem as perdas de 6,7% do mês de outubro, o que levou o bolsa a acumular retração de 13% neste ano, com os analistas se dividindo sobre o que esperar da bolsa em novembro.

Se por um lado há as preocupações com o noticiário político, que vem impactando sobretudo as ações da Petrobras (PETR3;PETR4), por outro a safra de balanços corporativos seguirá a todo vapor, trazendo o real cenário da abertura da economia, após os piores momentos da pandemia.

No mais, a agenda da semana será intensa com ata do Copom, Fomc, emprego nos EUA e resultados de Itaú e Bradesco.

Vale acompanhar ainda o movimento de greve dos caminhoneiros, que conta com baixa adesão neste início de manhã, os desdobramentos do G20, da COP26, além dos avanços nas discussões sobre os precatórios e o Auxílio Brasil.

1. Bolsas mundiais

Estados Unidos

Os índices futuros americanos têm leve alta nesta segunda-feira (1º), em uma semana que deve ser marcada pela divulgação de resultados, uma reunião importante do Federal Reserve na quarta-feira, e o relatório de empregos relativo a outubro, na sexta.

Na sexta, os três principais índices americanos encerraram o mês de outubro em patamares recordes. Com alta de 6,9%, o S&P e, com alta de 7,3%, o Nasdaq, tiveram seus melhores meses desde novembro de 2020. O Dow Jones avançou 5,8%.

Até o momento, cerca de metade das empresas componentes do S&P divulgaram resultados trimestrais, dentre as quais mais de 80% superaram as estimativas de analistas de Wall Street ouvidos pela Refinitiv.

A expectativa geral é de que o Fed anuncie após sua reunião de quarta que pretende reduzir o ritmo mensal de compras de títulos, atualmente em US$ 120 bilhões, encerrando o programa integralmente até meados de 2022.

Também há expectativa sobre potenciais comentários do Fed a respeito de inflação, que tem se tornado um tema globalmente. Espera-se que o relatório de empregos de sexta indique mais contratações, em meio às quedas de novos casos de Covid.

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Veja as cotações dos mercados futuros, às 7h30:

  • Dow Jones Futuro (EUA), +0,46%
  • S&P 500 Futuro (EUA), +0,44%
  • Nasdaq Futuro (EUA), +0,37%

Ásia

As bolsas asiáticas tiveram resultados variados entre si na segunda-feira, com destaque negativo para empresas de tecnologia listadas em Hong Kong. Na sexta-feira, reguladores do mercado da China divulgaram uma lista de propostas de responsabilidades para as plataformas de internet do país, que compreendem áreas como governança (formas de exercício do poder e implementação da ordem que não estão diretamente ligadas ao Estado) e segurança de dados. Papéis da Tencent recuaram 2,37%; do Alibaba, 2,15%; e da Meituan, 0,82%.

Além disso, o Índice do Gerente de Compras (PMI na sigla em inglês) relativo a outubro marcou 49,2 pontos, abaixo do patamar de 50 pontos que separa expansão de retração. Foi o segundo mês consecutivo de recuo no indicador na China. Em setembro, o índice marcou 49,6 pontos. Por outro lado, divulgado na segunda, o PMI de manufatura Caixin/Markit pontuou 50,6.

Veja como fecharam as bolsas:

  • Nikkei (Japão), +2,61% (fechado)
  • Shanghai SE (China), -0,08% (fechado)
  • Hang Seng Index (Hong Kong), -0,88% (fechado)
  • Kospi (Coreia do Sul), +0,28% (fechado)

Europa

Na Europa, o índice Stoxx 600, que reúne as ações de 600 empresas de todos os principais setores de 17 países europeus, tem alta de 0,6%. Todos os setores operam no positivo. Os papéis do banco de investimentos Barclays, no entanto, recuam mais de 1% após a empresa anunciar que seu CEO Jes Staley deve deixar o cargo, em meio a uma investigação sobre sua relação com o financista Jeffrey Epstein, condenado em 2008 por buscar uma criança para prostituição e os serviços de uma prostituta.

No domingo teve início em Glasgow, no Reino Unido, a reunião COP26 da ONU, que deve discutir ações globais sobre emissões de carbono, que, no mundo corporativo e dos investimentos, vêm se tornando um tema central de governança social, ambiental e corporativa (ESG na sigla em inglês).

Veja como operam as bolsas, às 7h30:

  • FTSE 100 (Reino Unido), +0,57%
  • Dax (Alemanha), +0,92%
  • CAC 40 (França), +1,07%
  • FTSE MIB (Itália), +1,05%

Commodities

Os futuros do minério de ferro caíram pelo quarto dia em Singapura sob o impacto de dados econômicos da China, que sinalizaram desaceleração no setor de aço e da manufatura em geral.

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O insumo siderúrgico marca um período recorde de perdas mensais em meio a restrições à produção de aço e crise de energia que provocou caos nos preços do carvão. Segundo pesquisa da China Iron & Steel Association, a produção de aço deve ter encolhido ainda mais em outubro. Em setembro, os volumes atingiram o menor patamar desde 2017.

Já os preços do petróleo recuam por conta das declarações da China, que afirmou ter liberado reservas de gasolina e diesel para aumentar a oferta, enquanto os investidores desfizeram as posições compradas antes da reunião da OPEP + em 4 de novembro.

A China liberou reservas dos dois combustíveis para aumentar a oferta de mercado e apoiar a estabilidade de preços em algumas regiões, disse a Administração Nacional de Alimentos e Reservas Estratégicas no domingo.

Por fim, o Bitcoin (BTC) registrou o maior fechamento mensal da história ao encerrar outubro negociado na faixa de US$ 61 mil.

Apesar de intensa volatilidade durante o final de semana que levou a criptomoeda rapidamente para cerca de US$ 59.500, o preço se recuperou a encerrou em alta de pouco menos de 40%, um resultado percentual que só fica atrás de dezembro de 2020, quando o ativo digital rompia a máxima histórica definida três anos antes.

Confira as cotações:

  • Petróleo WTI, +0,67%, a US$ 84,13 o barril;
  • Petróleo Brent, +1,06%, a US$ 84,61 o barril
  • Bitcoin, +2,1% a US$ 62.098,44
  • Minério de ferro teve queda de 5,72% na bolsa de Dalian, recuando 618,5 iuanes, o equivalente a US$ 96,67

2. Agenda

Brasil

8h25: Banco Central divulga Boletim Focus, com as expectativas de economistas sobre indicadores importantes, como inflação, juros e PIB
10h: PMI industrial Markit relativo a outubro
15h: Balança comercial relativa a outubro

Estados Unidos

10h45: PMI industrial relativo a outubro
11h: Gastos com construção relativos a setembro
12h: PMI industrial ISM relativo a outubro
15h: Pesquisa do Fed com os principais bancos de empréstimos
21h: Total de vendas de veículos

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Japão

Declaração de política monetária do Banco do Japão

3. Covid, OMS e encaminhamento da CPI

No domingo (31), a média móvel de mortes por Covid em 7 dias no Brasil ficou em 311, queda de 3% em comparação com o patamar de 14 dias antes, segundo informações do consórcio de veículos de imprensa, às 20h. Em apenas um dia, foram registradas 433 mortes, .

Assim, a média móvel de novos casos em sete dias foi de 11.605, o que representa alta de 15% em relação ao patamar de 14 dias antes. Em apenas um dia foram registrados 6.853 casos.

No total, chegou a 154.715.794 o número de pessoas que receberam a primeira dose da vacina contra a Covid no Brasil, o equivalente a 72,53% da população.

A segunda dose ou a vacina de dose única foi aplicada em 117.079.004 pessoas, ou 54,88% da população. A dose de reforço foi aplicada em 8.603.523 pessoas, ou 4,03% da população.

OMS

O etíope Tedros Adhanom Ghebreyesus, que tem chefiado a Organização Mundial da Saúde (OMS) em meio à resposta à pandemia de Covid-19, está a caminho de um novo mandato de cinco anos à frente da agência, depois de ser o único candidato indicado por 28 países.

Tedros, ex-ministro da Saúde e das Relações Exteriores da Etiópia, tornou-se o primeiro africano a ser eleito diretor-geral da OMS em maio de 2017.

A OMS realizará a eleição para o cargo de diretor-geral em sua reunião anual de ministros da Saúde em maio do ano que vem.

Vacinação em crianças

Um painel de especialistas aprovou recomendação à Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) para autorizar o uso da vacina contra a Covid-19 em crianças entre 5 e 11 anos nos Estados Unidos, dizendo que os benefícios do imunizante superam os riscos.

Por aqui, na quarta, a Pfizer informou que irá pedir à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorização para aplicação no Brasil da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelo laboratório com a parceira BioNTech em crianças de 5 a 11 anos.

Atualmente, a vacina da Pfizer já tem sido usada no Brasil e em outros países para adolescentes de 12 anos ou mais.
Na sexta, a agência informou que os cinco diretores da Anvisa receberam ameaças de morte enviadas por e-mail caso autorizem o uso de vacinas contra a Covid-19 para crianças entre 5 e 11 anos.

“Diante da gravidade do fato, a Anvisa informa que oficiou imediatamente às autoridades policiais e ao Ministério Público, nos âmbitos Federal, Estadual e Distrital, entre outras, para adoção das medidas cabíveis”, disse a agência sanitária em nota.

CPI

Além disso, em despacho na noite de quinta o procurador-geral da República, Augusto Aras, determinou a autuação do relatório final da CPI da Covid do Senado como uma notícia de fato, uma espécie de apuração preliminar e primeiro passo para que o órgão possa investigar a conduta do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e outras autoridades com foro especial que tiveram pedidos de indiciamento sugeridos pela comissão de inquérito.

Aras determinou a adoção de dez providências para viabilizar internamente a análise e apuração das informações colhidas pela CPI, como medidas para receber todo o material, inclusive arquivos sigilosos e verificação se há procedimentos já em curso ou encerrados contra as 13 autoridades com foro no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Superior Tribunal de Justiça (STJ), cortes que atraem a atuação da PGR.

Na prática, a medida é meramente administrativa e formaliza a entrega do relatório que uma comitiva de senadores da CPI fez pessoalmente a Aras na quarta-feira. Até a quinta-feira à noite, a PGR ainda não havia recebido toda a documentação da comissão de inquérito.

Caberá ao procurador-geral – se considerar que há elementos – determinar a abertura de inquéritos e até denunciar Bolsonaro e outras autoridades por crimes com base e a partir das investigações da CPI.

No parecer da CPI, Bolsonaro é apontado como o principal responsável pelos erros na pandemia, que matou mais de 600 mil pessoas. O texto defende puni-lo por nove crimes.

Ele reiteradamente nega ter cometido irregularidades na gestão da pandemia e acusa a comissão de ter agido politicamente para prejudicar seu governo e mirando as eleições do próximo ano.

Entre outras autoridades com foro especial, o relatório da CPI pediu o indiciamento dos ministros da Saúde, Marcelo Queiroga, da Defesa, Walter Braga Netto, que foi coordenador do comitê de crise da pandemia na época que foi chefe da Casa Civil, do Trabalho, Onyx Lorenzoni, e da Controladoria-Geral da União, Wagner Rosário, além do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR).

4. Greve dos caminhoneiros, G20, COP26, precatórios e Auxílio Brasil

Segundo a coluna do jornalista Lauro Jardim, de O Globo, a expectativa do governo é de que a greve dos caminhoneiros marcada para esta segunda-feira tenha baixa adesão, assim como ocorreu no caso da paralisação de 1º de fevereiro.

Na manhã desta segunda, o jornal aponta três pontos de concentração de caminhoneiros: Às margens da Via Dutra próximo a Barra Mansa (RJ); às margens da BR-101, na região de Rio Bonito (RJ); e às margens da BR-116, próximo a Itaitinga (CE).

Segundo o Ministério da Infraestrutura informou pela manhã ao portal UOL, “não há registro de nenhuma ocorrência de bloqueio parcial ou total em rodovias federais ou pontos logísticos estratégicos” por parte do movimento dos caminhoneiros autônomos.

Os caminhoneiros pedem mudanças na política de preços da Petrobras; redução do preço do diesel; o piso mínimo do frete; a volta da aposentadoria especial com 25 anos de contribuição.

Sindicatos dos transportadores de combustíveis estão fora do movimento, cujas lideranças são as mesmas do anterior. O governo obteve na Justiça 28 decisões contra bloqueios de rodovias estratégicas em 19 estados, informa O Globo: Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Paraná, Pará, Bahia, Mato Grosso, Rio Grande do Norte, Alagoas, Paraíba, Maranhão, Tocantins, Goiás, Amazonas e Piauí.

G-20

Conforme a Bloomberg, o presidente Jair Bolsonaro, criticado mundo afora por suas posições sobre o clima e que vinha sendo uma figura solitária no G-20, se reuniu com a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, que se aproximou dele durante um jantar no sábado.

Bolsonaro e Merkel tiveram uma conversa excepcionalmente aberta que se transformou em um bate-papo amigável e relevante entre dois líderes com visões de mundo muito diferentes, de acordo com duas autoridades que testemunharam a cena.

Segundo relato de uma dessas autoridades, Bolsonaro expressou à chanceler alemã que ele não era tão mau quanto a mídia sempre o retratou. Merkel, que durante seus 16 anos no poder também passou pelo escrutínio da imprensa, sinalizou que entendia.

COP26

Na sexta, o vice-presidente, general da reserva Hamilton Mourão, havia admitido que Bolsonaro não irá ao encontro de líderes da COP26 por causa das críticas que receberia em relação à Amazônia. Iniciado no domingo, o evento trata da crise climática causada pelas emissões de carbono e pelo aquecimento global. A queima e a deterioração da floresta estão entre os principais fatores impulsionando as emissões brasileiras.

“É aquela história: sabe que o presidente Bolsonaro sofre uma série de críticas, então ele vai chegar em um lugar em que todo mundo vai jogar pedra nele”, disse Mourão. “Está uma equipe robusta lá, com capacidade para, vamos dizer, levar adiante a estratégia de negociação.”

Mourão tribui as críticas não à política ambiental do governo Bolsonaro, mas a questões de competição econômica internacional e também ao fato do governo brasileiro ser de direita, quando a maior parte dos ativistas ambientais seria de esquerda.

O vice-presidente, apesar de ser o presidente do Conselho Nacional da Amazônia e ter coordenado as ações para redução de desmatamento e das queimadas da região, também não vai a COP. Sua viagem foi vetada pelo presidente, que preferiu entregar a chefia da comitiva brasileira ao ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite.

A questão climática vem se tornando um tema central de governança social, ambiental e corporativa (ESG) no mundo corporativo e financeiro, e a agenda da COP terá participação do empresariado brasileiro visando equilibrar a imagem negativa do país, afirma reportagem de capa do jornal O Estado de S. Paulo.

O veículo frisa, no entanto, que, na declaração final do G-20 foi excluída a previsão de neutralizar as emissões de gases de efeito estufa até 2050. De acordo com o jornal, houve pressão de China e Rússia, que empurraram suas metas a 2060, deixando o acordo sem prazo.

Precatórios e Auxílio Brasil

O Ministério da Economia não trabalha com outra solução que não a PEC dos Precatórios para viabilizar o Auxílio Brasil com benefício mínimo de R$ 400 por família, afirmou na sexta-feira o novo secretário especial do Tesouro e Orçamento, Esteves Colnago, complementando que, sem o texto, o aumento do novo Bolsa Família neste ano só poderá ser feito para repor a inflação.

A PEC tem sofrido resistências na Câmara dos Deputados, onde ainda não foi votada em plenário. Para ser promulgada, precisa ser apreciada em dois turnos tanto na Casa, quanto no Senado. Diante do cenário, parlamentares têm ventilado a possibilidade de um novo decreto de calamidade ser editado, o que abriria espaço para despesas extraordinárias serem bancadas fora do teto de gastos, um expediente que foi utilizado durante a pandemia.

Bastante questionado em sua primeira coletiva no cargo sobre a possibilidade de um novo estado de calamidade, Colnago frisou que a pasta só se debruça sobre a PEC. “Ministério da Economia não trabalha com outra opção que não seja discussão do texto da PEC dos Precatórios”, disse ele.

Colnago, que assumiu o cargo após o pedido de demissão de Bruno Funchal, defendeu que a PEC dos Precatórios não altera a trajetória fiscal do país.

Olhando para 2022, o espaço de R$ 91,6 bilhões potencialmente aberto pela PEC já estaria majoritariamente comprometido, restando cerca de R$ 10 bilhões livres, indicou o secretário.

Cerca de R$ 50 bilhões seriam destinados para o Auxílio Brasil no tamanho requerido pelo presidente Jair Bolsonaro, reforçando o orçamento de R$ 34,7 bilhões que o programa já tem, conforme projeto de lei orçamentária enviado no fim de agosto ao Congresso.

Segundo Colnago, R$ 24 bilhões iriam para atualização de gastos previdenciários, que são corrigidos pelo salário mínimo, em função da inflação mais alta.

Com o novo método de cálculo do teto adotado pela PEC, um espaço de R$ 2 bilhões seria para expansão dos gastos dos demais Poderes, além de Ministério Público e Defensoria Pública da União.

Colnago indicou que não foram computados, para o cálculo de cerca de R$ 10 bilhões livres, os gastos com auxílio a caminhoneiros ou vale-gás, tampouco emendas de relator, as chamadas RP9, que são especialmente cobiçadas em ano eleitoral.

O valor destinado a essas emendas, que são feitas pelo parlamentar escolhido para relatar o projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), ganhou vulto na confecção das últimas peças orçamentárias.

Colnago afirmou que, sem a aprovação da PEC dos Precatórios, o governo só consegue atualizar o valor do Bolsa Família neste ano pela inflação, chegando a um benefício de R$ 220. Hoje, o benefício médio pago pelo programa é de cerca de R$ 190.

5. Radar corporativo

B3 (B3SA3)

A B3 (B3SA3) informou na última sexta-feira (29) que recebeu uma nova infração da Receita Federal no valor de R$ 1,172 bilhão relacionada ao cômputo das variações cambiais positivas do investimento no CME Group, em virtude da venda dessa fatia que a companhia promoveu em 2016.

Esta é a segunda multa que a Bolsa brasileira recebe nesta semana. Na quarta-feira (27), a B3 foi multada em R$ 204 milhões em meio a questionamentos sobre a amortização, para fins fiscais, no exercício de 2017, de ágio gerado pela combinação dos negócios com a Bovespa Holding, em maio de 2008.

De acordo com comunicado divulgado pela B3, o auto de infração encontra-se fundamentado, em síntese, na alegação de que as variações cambiais positivas não poderiam ter sido computadas no valor contábil do investimento para o cálculo do ganho de capital na sua venda.

CCR (CCRO3)

A CCR (CCRO3) se consagrou vencedora do leilão da Nova Dutra, também incluindo trecho da Rio-Santos entre Rio de Janeiro e Ubatuba (SP). 

A companhia ofereceu deságio de 15,31% sobre valor de pedágio, o desconto máximo permitido no edital, além de uma outorga de R$ 1,77 bilhão, ante só um oferecimento de 10,6% de desconto de tarifa pela concorrente.

O contrato é para 30 anos de concessão, com investimentos projetados de R$ 14,8 bilhões.

CVC (CVCB3)

A CVC (CVCB3) concluiu a compra dos 40,0% remanescentes do capital da Ola, passando, dessa forma, a deter 100% da companhia de turismo argentina. Em 2018, a CVC adquiriu 60% do capital da Ola.

No primeiro semestre de 2021, operações neste país representaram 14,8% da Receita Líquida da CVC.

BK Brasil (BKBR3)

O BK Brasil (BKBR3) fechou um acordo com a Vinci Partners para cancelar a compra da operação brasileira da rede de pizzarias Domino’s. Na negociação, a Vinci receberia 16,4% das ações do BK, segundo reportagem do valor.

O negócio entre BK Brasil e Domino’s foi anunciado em julho, quando a rede de fast food de hambúrguer valia R$ 3 bilhões em bolsa. De lá para cá, os papéis perderam valor. Na última sexta-feira, os papéis do BK fecharam a R$ 6,87, com a empresa avaliada em menos de R$ 1,9 bilhão.

(Com Reuters, Bloomberg e Estadão Conteúdo)

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