Pré-mercado

Ibovespa futuro opera entre perdas e ganhos com piora da inflação nos EUA; juros futuros sobem após IPCA de abril

Dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos dominam a agenda de indicadores do dia; dólar abre com tendência de queda

Por  Mitchel Diniz -

O Ibovespa futuro opera no terreno positivo primeiros negócios desta quarta-feira (11), acompanhando um movimento de recuperação no exterior. A inflação está no foco do noticiário do dia, enquanto os investidores seguem monitorando os lockdowns na China, o desenrolar da guerra na Ucrânia, e os próximos passos que o Federal Reserve poderá dar na sua política de aperto monetário, após os indicadores de hoje.

Aqui no Brasil, o dia já começou agitado com a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de abril, com uma alta mensal de 1,06% em relação à março. O número mais uma vez veio elevado, com a maior variação para abril desde 1996, porém praticamente em linha com o que o mercado esperava (alta mensal de 1%). Na comparação anual, a inflação medida pelo IPCA avançou 12,07%.

O principal indicador do dia para o mercado americano é índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês). O indicador de inflação cresceu 0,3% em abril na comparação com março, acima do previsto. O consenso Refinitiv projetava uma alta mensal de 0,2% e anual de 8,1% (veio em 8,3%).

Às 9h38 (horário de Brasília), o Ibovespa futuro para junho zerou os ganhos e operava em ligeira queda de 0,07%, aos 104.275 pontos.

O dólar comercial também inverteu sinal e passou a subir 0,49%, a R$ 5,158 na compra e R$ 5,159 na venda.

Os juros futuros subiam após a divulgação do IPCA de abril: DIF23, +0,12 pp, a 13,38%; DIF25, +0,19 pp, a 12,48%; DIF27, +0,15 pp, a 12,33%; e DIF29, +0,14 pp, a 12,44%.

Nos Estados Unidos, os índices futuros das Bolsas subiam mais cedo, porém zeraram os ganhos e inverteram sinal após o dado de inflação pior que o esperado. O Dow Jones futuro recuava 0,08%, enquanto os futuros do S&P 500 e da Nasdaq caíam, respectivamente, 0,06% e 0,31%.

O Departamento de Energia americano cortou a previsão de alta na produção americana de petróleo, de 833 milhões para 731 milhões de  barris por dia. Com isso, o barril do brent para julho subia 3,71%, a US$ 106,28. O WTI para junho avançava 4,09%, a US$ 103,77.

O minério de ferro, por sua vez, era negociado a US$ 122 no mercado futuro da Bolsa chinesa de Dalian, em alta de 5,32%.

Noticiário corporativo impulsiona Europa

Os índices sobem pelo segundo dia consecutivo, com a oferta da Philip Morris pela empresa de tabaco sueca Swedish Match no valor de US$ 16 bilhões; e após o conglomerado alemão Thyssenkrupp aumentar projeções de vendas e lucro operacional para 2022.

A recuperação das bolsas europeias ocorre depois de um movimento de liquidação, motivado por preocupações com uma política monetária mais apertada nos Estados Unidos e lockdowns na China.

Nesta quarta-feira, a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, afirmou que a autoridade monetária deve encerrar seu programa de estímulo de compra de títulos no começo do terceiro trimestre. Uma alta de juros pode vir logo na sequência.

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O índice Stoxx 600, que tem ações de empresas de 17 países europeus, avançava 1,45%.

Bolsas asiáticas fecham em alta

Na China, as Bolsas foram impulsionadas também por indicadores inflacionários do país. O índice de preços ao produtor chinês avançou 8% em abril, desacelerando o ritmo em relação à março, quando cresceu 8,3%.

Ainda que o número tenha ficado abaixo do consenso do mercado, se manteve relativamente “benigno” diante do aumento de custos globais relacionados às commodities. A desaceleração aumenta expectativas de que autoridades chinesas terão espaço para adotar medidas de estímulos, com o intuito de combater as restrições pelo coronavírus.

Leia mais: OMS critica política de ‘Covid zero’ da China: ‘Insustentável’

Já o índice de preços ao consumidor avançou 2,1% em abril, acelerando em relação a março, quando o indicador avançou 1,5%. A inflação reflete, sobretudo, um aumento nos preços dos alimentos, após a imposição de novos lockdowns em cidades chinesas, com o maior surto de Covid-19 no país desde o início da pandemia.

Análise técnica por Pamela Semezatto, analista de investimentos e especialista em day trader da Clear Corretora

Ibovespa

“Segue sem tendência definida e com força na venda. O próximo suporte de 100.000 pode mostrar uma definição melhor. Caso segure nessa região, a lateralização segue em tendência de alta. Caso rompa o 100.000, um pivot de baixa será acionado e confirmaria uma tendência de baixa para médio/ longo prazo.”

Dólar

“Ontem não mostrou muita força para continuar o movimento de alta, mas segue acima do suporte de R$ 5,130, que indica mais altas até a próxima resistência, em R$ 5,270.”

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