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Futuros dos EUA e Europa caem com Ucrânia, commodities e BCE em foco; varejo no Brasil, inflação nos EUA e mais destaques hoje

Índices acionários têm queda após forte recuperação de ontem, enquanto petróleo volta a subir em dia de agenda cheia e repercussão de resultados

Por  Equipe InfoMoney -

Os mercados europeus e índices futuros dos EUA operam em baixa na manhã desta quinta-feira (10), enquanto as Bolsas asiáticas fecharam com ganhos, depois que os principais índices registraram ganhos acentuados à medida que os preços das commodities esfriaram na sessão anterior.

Investidores seguem monitorando a guerra na Ucrânia e as flutuações nos preços das commodities.

Os ucranianos acusaram aviões russos na noite de ontem de bombardear um hospital infantil na cidade sitiada de Mariupol, apesar de um acordo de cessar-fogo para permitir evacuações.

Enquanto isso, o Kremlin acusou Washington de travar uma “guerra econômica contra a Rússia” de fato depois que o governo Biden anunciou a proibição das importações de petróleo russo. O Reino Unido também prometeu eliminar gradualmente as importações russas até o final do ano.

Ibovespa hoje: a reação das Bolsas no 15º dia de guerra Rússia x Ucrânia

Ontem, contudo, os preços do petróleo tiveram forte queda e as bolsas subiram forte em meio a algumas sinalizações de uma saída diplomática para a guerra. O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky repetiu que está disposto a considerar alguns compromissos para acabar com os combates na Ucrânia, uma postura que mantém desde o início da guerra, acrescentando que não permitiria uma “traição” ao seu país. Ele disse disse à Bild TV que “o outro lado também deve estar disposto a fazer concessões – é por isso que são chamadas de concessões”. “Ainda não podemos falar sobre os detalhes.”

Nesta quinta, ocorreu reunião entre os ministros das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, e da Rússia, Sergei Lavrov, para uma nova rodada de negociações sobre a guerra entre os dois países. O encontro foi realizado em Antalya, na Turquia, no dia em que o conflito completa 15 dias. Contudo, não houve progressos; após a reunião, Kuleba disse que parece que a Rússia continuaria sua ofensiva contra a Ucrânia e que procura uma rendição de Kiev, mas não a conseguirá.

Na atividade econômica, os investidores aguardam agora pela reunião do Banco Central Europeu que ocorre hoje (9h45), em busca de respostas sobre como a invasão da Ucrânia pela Rússia afetará a política monetária na região. Os números da inflação nos EUA também são destaques do dia, o que pode aumentar ainda mais as expectativas para a reunião do Fed na próxima semana.

Além disso, as reivindicações iniciais semanais de auxílio-desemprego estão programadas para sair hoje.

Por aqui, os principais destaques são os dados de vendas no varejo e geração de empregos formais (CAGED).

No campo político, o Senado adiou pela terceira vez a votação do PL dos combustíveis para frear alta nos preços. O tema em princípio deve ser retomado na sessão desta quinta-feira (10).

1. Bolsas Mundiais

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA recuam nesta manhã de quinta-feira (10) após o melhor rali de um dia do S&P 500 desde 2020 à medida que os preços das commodities despencaram.

Veja o desempenho dos mercados futuros:

  • Dow Jones Futuro (EUA), -0,66%
  • S&P 500 Futuro (EUA), -0,63%
  • Nasdaq Futuro (EUA), -0,82%

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam em terreno positivo seguindo o movimento de Wall Street na véspera, depois que os preços do petróleo caíram acentuadamente após o recente rali. 

O Nikkei 225 no Japão liderou os ganhos entre os principais mercados da região, com alta de 3,94%, fechando em 25.690,40.

  • Shanghai SE (China), +1,22%
  • Nikkei (Japão), +3,94% 
  • Hang Seng Index (Hong Kong), +1,27% 
  • Kospi (Coreia do Sul), +2,21%

Europa

Os mercados europeus caem em meio a uma semana volátil, com os investidores monitorando a guerra na Ucrânia e as flutuações nos preços das commodities.

Os investidores europeus também estarão acompanhando o último anúncio de política monetária do Banco Central Europeu (9h45). A perspectiva de aumento dos preços da energia exacerbando a inflação já recorde, juntamente com uma potencial desaceleração do crescimento, representa uma dor de cabeça para os formuladores de políticas ao decidirem com que rapidez apertar a postura política historicamente frouxa do BCE.

  • FTSE 100 (Reino Unido), -0,57%
  • DAX (Alemanha), -1,67%
  • CAC 40 (França), -1,42%
  • FTSE MIB (Itália), -1,68%

Commodities

Os preços do petróleo sobem nesta quinta-feira após uma queda acentuada na sessão anterior, com o mercado contemplando se os principais produtores aumentariam a oferta para ajudar a preencher a lacuna na produção da Rússia devido a sanções pela invasão da Ucrânia.

  • Petróleo WTI, +3,58%, a US$ 112,33 o barril
  • Petróleo Brent, +4,56%, a US$ 116,21 o barril
  • Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve queda de 3,24%, a 807,50 iuanes, o equivalente a US$ 127,70

Bitcoin

  • Bitcoin, -7,11% a US$ 39.221,34 (em relação à cotação de 24 horas atrás)

2. Agenda

No exterior, os investidores europeus aguardam a decisão de política monetária do Banco Central Europeu, enquanto americanos esperam pelos dados de inflação e pedidos de seguro-desemprego semanal.

O principal destaque por aqui são os dados de vendas no varejo e geração de empregos formais (CAGED). Em relação às vendas no varejo, Itaú BBA espera queda de -0,7% no índice ampliado, parcialmente explicada pelas fracas vendas de automóveis no mês.

Brasil

5h: IPC-Fipe semanal, com projeção de avanço de 0,83%, segundo analistas ouvidos pela Reuters

9h: Vendas no varejo de janeiro, com expectativa de alta de 0,3% na comparação mensal e de 2,65% ano a ano, segundo analistas ouvidos pela Reuters

9h30: Caged

Zona do Euro

9h45: Decisão da taxa básica de juros

EUA

10h30: índice de preços ao consumidor (CPI) de fevereiro, com projeção Refinitiv de alta de 0,8% frente janeiro e de 7,9% na comparação com fevereiro de 2020

10h30: Pedidos de seguro-desemprego semanal, consenso é de 216 mil solicitações

16h: Balanço orçamentário Federal de fevereiro

3. Senado adia pela terceira vez a votação do PL dos combustíveis 

O Senado adiou ontem, pela terceira vez, a votação do PL (projeto de lei) 1.472/2021, que cria um fundo de estabilização dos preços de combustíveis, e o PLP (projeto de lei complementar) 11/2020, que estabelece valor fixo para cobrança do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre combustíveis.

O anúncio foi feito pelo senador Jean Paul Prates (PT-RN), relator de ambos os projetos, por meio de nota. O tema em princípio deve ser retomado na sessão desta quinta-feira (10). No entanto, está prevista uma sessão deliberativa para análise de vetos presidenciais hoje, o que pode atrapalhar a conclusão dos trabalhos no Senado.

Pacheco anuncia que não será candidato à Presidência em 2022

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), desistiu nesta quarta-feira (9) de sua candidatura à Presidência da República nas Eleições 2022. A decisão foi comunicada ao presidente do PSD, Gilberto Kassab, e depois anunciada publicamente em discurso no Senado.

A saída de Pacheco da disputa abre espaço para que um novo nome represente o PSD na corrida pelo Planalto. Cientistas políticos acreditam que, agora, o caminho está aberto para o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

A expectativa é que Leite anuncie sua saída do PSDB para se filiar ao PSD e concorrer ao Planalto. O governador do RS foi derrotado pelo governador de São Paulo, João Doria, nas prévias tucanas no ano passado.

Câmara aprova urgência para projeto sobre mineração em terras indígenas

O plenário da Câmara aprovou, na noite de ontem, um requerimento apresentado pelo líder do governo, deputado Ricardo Barros (PP-PR) para que o Projeto de Lei 191/20, que trata da mineração em terras indígenas, tramite em regime de urgência. O requerimento foi aprovado por 279 votos a 190.

4. Covid

Na última quarta, o Brasil registrou 652 mortes e 49.078 casos de covid-19 em 24h, segundo informações do consórcio de veículos de imprensa, às 20h.

A média móvel de mortes por Covid em 7 dias no Brasil ficou em 505, recuo de 36% em comparação com o patamar de 14 dias antes.

A média móvel de novos casos em sete dias foi de 50.677, o que representa queda de 45% em relação ao patamar de 14 dias antes. 

Chegou a 156.477.175 de pessoas totalmente imunizadas contra a Covid no Brasil, o equivalente a 72,84% da população.

O número de pessoas que tomaram ao menos a primeira dose de vacinas atingiu 173.541.373 pessoas, o que representa 78,18% da população.

A dose de reforço foi aplicada em 67.853.475 pessoas, ou 31,58% da população.

5. Radar Corporativo

A temporada de balanços do 4T21 tem como destaque a divulgação do balanço da Arezzo (ARZZ3), Tenda (TEND3) e Grupo Mateus (GMAT3), após o fechamento do mercado.

Petrobras (PETR3;PETR4)

Em meio à discussão no Congresso Nacional de diversos projetos de lei que abordam a questão dos preços de combustíveis, a Petrobras esclarece que auxilia e apoia as discussões com posicionamentos técnicos.

A estatal também disse que continua monitorando os desdobramentos da escalada do preço do petróleo em seus negócios, buscando evitar o repasse de volatilidade e de oscilações de curto prazo, causadas por eventos conjunturais, para os seus preços internos.

O comunicado foi publicado após questionamentos da CVM em relação à matéria publicada na mídia sobre o Governo avaliar formas de segurar reajustes da Petrobras.

CSN (CSNA3)

A CSN (CSNA3) registrou um lucro líquido de R$ 1,060 bilhão no balanço do 4º trimestre de 2021, desempenho cerca de 3,6 vezes inferior ao reportado no mesmo período de 2020, de R$ 3,896 bilhões.

O desempenho da CSN veio abaixo do projetado pelo consenso da Revinit, que era de um lucro líquido de R$ 1,853 bilhão.

CSN Mineração (CMIN3

A CSN Mineração (CMIN3) registrou lucro líquido de R$ 704 milhões no 4T21, queda de 47,6% na comparação anual.

O Ebitda ajustado somou R$ 850 milhões, recuo de 73,2% em relação ao mesmo período de 2020.

Embraer (ativo=EMBR3])

A Embraer (EMBR3) lucrou de forma líquida e ajustada – ignorando efeitos não recorrentes – um total de R$ 327,2 milhões no quarto trimestre de 2021, revertendo prejuízo de R$ 70,3 milhões no quarto trimestre de 2020. Ao levar em conta, porém, o resultado não ajustado, a companhia trouxe um lucro de R$ 11,1 milhões, número também melhor do que o déficit de R$ 7,7 milhões do mesmo período de 2020.

Via (VIIA3)

A Via (VIIA3) registrou um lucro líquido de R$ 29 milhões no balanço do 4º trimestre, um desempenho 91,4% abaixo do registrado no mesmo período de 2020, de R$ 336 milhões.

Guararapes (GUAR3)

A Guararapes (GUAR3), dona das lojas Riachuelo, lucrou de forma líquida R$ 304,6 milhões no quarto trimestre de 2021, queda de 17,2% na comparação com o mesmo período de 2020, quando lucrou R$ 368 milhões.

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